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October 04 Um Coração Perfeito Torna um Homem Perfeito"Temos o desejo ardente de sermos perfeitos diante de Deus?" "Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus" (Gênesis 6:9). "Perguntou ainda o Senhor a Satanás: Observaste a meu servo Jó? porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal" (Jó 1:8). "E seu coração não foi perfeito para com o Senhor seu Deus como o coração de Davi, seu pai" (1 Reis 11:4 e 15:3). "O coração de Asa foi, todos os seus dias, totalmente do Senhor" (1 Reis 15:14). Agrupamos quatro homens, sobre todos os quais as Santas Escrituras testificam que foram homens perfeitos ou que seus corações eram perfeitos diante de Deus. Sobre cada um deles as Escrituras também testificam que não foram perfeitos no sentido de impecabilidade absoluta. Sabemos como Noé caiu, como Jó teve de humilhar-se perante Deus, e como lamentavelmente Davi pecou. A respeito de Asa, lemos que houve uma ocasião quando ele agiu insensatamente, tendo dependido dos sírios, e não do Senhor seu Deus; e quando, em sua enfermidade, buscou não ao Senhor, mas aos médicos. A despeito disso, o coração desses homens era perfeito para com o Senhor seu Deus. Para compreendermos isso, há uma coisa que devemos ter em mente. O sentido do vocábulo "perfeito," em cada caso, tem de ser julgado por aquele período de ensino particular a respeito de Deus, ministrado a Seu povo. O que um pai ou um professor considera como perfeição em uma criança de dez anos, é muito diferente do que chamaria de perfeito a um jovem de vinte anos. Quanto à disposição ou espírito, a perfeição seria a mesma; em seu conteúdo, entretanto quanto às provas pelas quais isso possa ser atestado, haveria grande diferença. Posteriormente veremos como, no Velho Testamento, em realidade nada foi feito perfeito e como Cristo veio a fim de revelar e pôr em prática a autêntica perfeição . Veremos também como a perfeição, segundo nos é revelado no Novo Testamento, é algo infinitamente mais alto, mais espiritual e eficaz, do que sob a antiga dispensação. No entanto, em suas raízes, são a mesma coisa. Deus olha para o coração. Um coração que é perfeito diante dEle é objeto de complacência e aprovação. A consagração total de uma vida à Sua vontade e comunhão, a vida que tem como lema, "Tudo para Deus," mesmo quando o Espírito ainda não tenha sido dado para habitar em seu coração, e aceito pelo Senhor como sinal do homem perfeito. O ensino dessas passagens bíblicas nos sugerem uma lição muito simples, e também muito penetrante. No registro divino sobre as vidas de Seus servos, sobre alguns deles foi escrito: "Seu coração foi perfeito para com o Senhor seu Deus." Quanto a isso, cada leitor deve perguntar: O que Deus vê e diz a meu respeito? A minha vida, aos olhos de Deus, traz as características de um coração inteiramente consagrado à vontade e ao serviço dEle? Possuo o desejo ardente de ser tão perfeito quanto a graça me possibilita? Coloquemo-nos debaixo da luz penetrante dessa pergunta. Devemos crer que com essa palavra, "perfeito," Deus tem em mente algo muito real e verdadeiro. Não evitemos a sua força, nem nos escondamos de seu poder condenador, apelando para o recurso de que não entendemos perfeitamente o que isso quer dizer. Primeiramente precisamos aceitá-lo, e então entregar nossas vidas a ela, antes de poder compreendê-la. Ninguém pode insistir demasiadamente que, nem na Igreja em geral e em seu ensino, nem na vida particular do crente, pode haver esperança de compreender o que seja a perfeição, enquanto não considerar tudo como perda, com a finalidade de apreender, viver, aceitar e possuir essa perfeição. Isto, porém, podemos compreender. Aquilo que faço com coração perfeito, faço-o com amor e prazer, voluntariamente, e com todas as minhas forças. Isso implica na firmeza de propósitos e na concentração de esforços que torna tudo subordinado ao objetivo único de minha escolha. Isso é o que Deus pede e o que Seus santos têm dado. É o que nós devemos dar. Aquele que deseja reunir-se a mim seguindo a Palavra de Deus, no ensino da Sua vontade sobre a perfeição, deve fazer a si mesmo estas perguntas:
Que seja sua a promessa da Palavra de Deus: "Ora, o Deus da paz... vos aperfeiçoe em todo bem" (Hebreus 13:20,21). O Deus cujo poder ultrapassa tudo quanto pedimos ou pensamos lhe abrirá a bendita possibilidade de uma vida, da qual Ele mesmo poderá dizer: "Seu coração era perfeito para com o Senhor seu Deus." August 05 A Casa do Pai!O mundo hoje está vivendo uma crise de identidade. Na realidade hoje nada se cria, tudo se copia. Existem padrões estabelecidos pelos próprios homens, que de alguma maneira têm gerado pessoas sem identidade. Um bom exemplo disso são os modismos nas áreas de: estética, vestuário, alimentação, vocabulário, entre tantas outras coisas. Infelizmente, esta é uma debilidade que tem atingido a igreja. Creio que uma das maiores interrogações hoje é: QUEM SOU EU? "Lembrem-se, porém disto, que se um pai morrer e deixar uma grande riqueza para seu filho pequeno, esta criança até crescer não é muito melhor do que um escravo, apesar de possuir efetivamente tudo quanto seu pai tinha. Ele tem de fazer aquilo que seus tutores e administradores mandarem, até atingir a idade determinada por seu pai. E era assim que acontecia conosco antes da vinda de Cristo. Éramos escravos das leis e das cerimônias judaicas, pois pensávamos que elas podiam nos salvar. Mas quando chegou o tempo certo, o tempo determinado por Deus, Ele enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido judeu, para comprar liberdade para nós que éramos escravos da lei, a fim de que Ele nos pudesse adotar como seus próprios filhos. E porque nós somos seus Filhos, Deus mandou o Espírito de seu Filho aos nossos corações para que tenhamos o direito de falar de Deus como nosso querido Pai. Agora não somos mais escravos, mas verdadeiros filhos de Deus. E uma vez que somos seus filhos, tudo quanto Ele tem nos pertence, pois foi assim que Deus planejou." (Gálatas 4:1-7 B.V) Deus sempre sonhou com essa relação "pai e filho". Tanto que o quesito de herança surgiu a partir Dele. Somos herdeiros da identidade de Deus, e desta forma expressamos porções de Seu caráter às pessoas. Aquele que me odeia, odeia também a meu Pai. Jo 15:23 Somos uma extensão do Pai aqui na terra. "Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar." Jo 16:15 Somos testemunhas vivas de tudo quanto nosso Pai possui. Tal qual podemos observar uma criança e detectar traços do caráter paterno, das condições físicas e financeiras, assim também, quando o mundo nos observar, deverá testemunhar dos atributos adquiridos de uma vida na presença de Deus "JESUS falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a Ti;" Jo 17:1 É Ele quem nos dá a autoridade e as propriedades de um filho de Deus. É Ele quem estabelece a paternidade. "Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim." Jo 17:25 Quanto mais conhecemos este Pai, mais nos identificamos com Ele e também, refletimos sua essência para o mundo. "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai." Rm 8:15 Ele quem nos escolheu e nos designou. Ele quem nos adota e nos retira desta posição de criaturas e escravos. É Ele quem nos abraça e nos permite chamá-lo de Papai. "E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso." II Co 6:18 A figura paterna é muito importante para compreendermos esta realidade. Fica aqui uma mensagem: Pais, procurem perceber a importância da imagem que vocês passam para os seus filhos. Filhos, ainda que seus pais não correspondam ao que vocês compreendem como paternidade, fixem os olhos no nosso Pai Celestial, que é o verdadeiro criador e pai de todos. Lembrem-se, nós fomos feitos filhos de Deus. Não somos órfãos nem estamos sem exemplos a serem seguidos. Sua paternidade é o nosso maior exemplo. O clamor por pais espirituaisO clamor por pais espirituais. De acordo com a Bíblia nós passamos por três estágios espirituais em nossa vida: de filhinhos a jovens e depois a pais. Em cada ponto da nossa jornada, funcionamos de uma maneira específica e temos tarefas distintas a cumprir. "Filhinhos, eu lhes escrevo porque vocês conhecem o Pai. Pais, eu lhes escrevi porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi... porque vocês venceram o maligno." (1 João 2.12-14) O clamor do coração de Deus é para que alcancemos a paternidade, não apenas para que sejamos homens fortes que saibam como vencer o maligno, mas por pais que realmente conheçam a Deus e que se coloquem à disposição para servir como pais para a igreja. Se os homens e mulheres se tornassem pais e mães fortes de acordo com o padrão bíblico - em casa, na igreja e na sociedade - a maioria dos nossos problemas sociais desapareceria e o império de Satanás seria severamente restringido. A paternidade é o fundamento sobre o qual Deus escolheu construir a estrutura da sociedade. E isto deriva de Deus, o nosso Pai. Visto que a paternidade é crucial para o padrão de Deus, ele estabeleceu uma base de treinamento natural que consiste em "estágios de crescimento" (filhos - jovens - pais). Vamos nos tornar pais espirituais à medida que passarmos por estes estágios. Somente depois disto recebemos o coração e a percepção de um verdadeiro pai. May 15 O Avivamento do País de Gales!Parte III – Quando o Fogo Caiu
De acordo com alguns estudiosos, o avivamento no País de Gales, um minúsculo principado da Grã-Bretanha, que ocorreu de 1904 a 1905, foi um dos maiores avivamentos na história, dado o curto tempo de duração e o impacto que causou, não só nas regiões circunvizinhas, mas através do mundo inteiro. Sem dúvida alguma, foi um dos grandes acontecimentos que viriam a marcar significativamente o início do século XX. Nesta série de artigos, o foco principal será como Deus usou instrumentos comuns para trazer acontecimentos extraordinários. Depois da “grande reunião de Blaenanerch”, em 29 de setembro de 1904, que foi descrita na Parte II desta série, Evan Roberts tentou voltar para os seus estudos em Newcastle. Mas o fogo que Deus acendera no seu coração, quando o “dobrou” aquele dia, continuou a arder, e tanto ele como seu colega de quarto, Sydney Evans, tiveram dificuldades para se concentrar nas suas lições de grego. Um desejo ardente de ganhar almas os consumia. O diretor da escola preparatória (para o exame de admissão para o seminário), Evan Phillips, era veterano de um outro avivamento, muitos anos antes, em 1859. Descrevendo os acontecimentos daqueles dias, ele disse: “Evan Roberts era como uma pedra radioativa no nosso meio. Havia um fogo que emanava dele e que consumia, tirava o sono, desentupia os canais de lágrimas e impelia as pessoas à oração”. Deus Fala em Visão Num certo domingo à noite, no mês de outubro, durante o culto na capela, Evan teve uma visão insistente. Vi, claro como se estivesse diante dos meus olhos, a sala de aula da minha antiga escola na vila onde fui criado. Lá, sentados em fileiras, estavam alguns ex-colegas junto com muitos outros jovens, e eu estava discursando para eles. Impaciente, tentei apagar a visão, sacudir minha cabeça e voltar à realidade, mas ela insistia em voltar vez após vez. Ouvi, então, uma voz no meu ouvido interior, tão clara como qualquer voz que já ouvira, dizendo: “Vá falar com essas pessoas”. Durante muito tempo, eu não quis aceitar. Contudo, a pressão foi aumentando e aumentando. Não consegui ouvir uma palavra do sermão daquele culto. Finalmente, não consegui mais resistir e respondi a Deus: “Bem, Senhor, se for a tua vontade, irei”. No mesmo instante, a visão desapareceu, e toda a capela ficou cheia de uma luz tão ofuscante que mal conseguia distinguir o pastor no púlpito. Entre mim e ele havia uma glória como a luz do sol no céu. Logo depois, Evan foi conversar com o diretor da escola, Evan Phillips. “Estou ouvindo continuamente uma voz, dizendo que devo voltar para casa e falar com os jovens de lá sobre Cristo. Será que é a voz do Espírito ou a voz do diabo?” “O diabo não traz tais pensamentos para nós”, aconselhou-o sabiamente o diretor. “Você ouviu a voz do Espírito.” Uma Recepção Fria Evan Roberts chegou em casa numa segunda-feira, dia 31 de outubro de 1904. Ninguém o estava esperando. “O que você está fazendo aqui?”, os pais lhe perguntaram. “Você não deveria estar na escola? Está doente?” “Eu vim aqui para fazer umas reuniões especiais com os jovens”, ele respondeu. “Mas estivemos no culto ontem à noite, e o pastor não disse nada a respeito”, contestaram. “Ele ainda não sabe”, foi a resposta de Evan. Em seguida, foi conversar com o pastor. Contou-lhe que viera trazer uma palavra de Deus para os jovens. O pastor foi um pouco relutante. Disse que o solo era cheio de pedras e que não seria uma tarefa fácil. Se ele quisesse, porém, poderia conversar com aqueles que se dispusessem a permanecer depois da reunião de oração, naquela mesma noite. Era uma reunião de oração. Assim que o pastor despediu as pessoas, Evan se levantou. Apenas dezessete pessoas ficaram, talvez em parte por sentirem pena do moço que estava em pé, desajeitado, lá na frente. A reunião não foi muito fácil. Evan contou sobre a visão que tivera, sobre as suas experiências e sobre sua convicção de que logo Deus enviaria um poderoso avivamento. As pessoas não correspondiam muito, e Evan parou para orar três vezes durante seu longo apelo. Apesar da relutância que os ouvintes tinham em confessar publicamente a sua fé, quando a reunião foi encerrada às dez horas da noite, todos haviam levantado e confessado a Cristo, inclusive um irmão e três irmãs da sua própria família. O resultado foi uma grande mudança no ambiente em sua casa. Começaram a fazer o culto doméstico e, uma semana depois, durante uma reunião de oração, o pai de Evan orou em voz alta pela primeira vez. Um dos maiores avivamentos da história estava alcançando, logo no começo, a própria família daquele que seria o seu maior líder. O pastor ficou tão impressionado com a primeira reunião que convidou Evan para falar novamente na terça. E assim continuou durante toda aquela semana, com um número de participantes cada vez maior. Uma Palavra de Deus Que Virou Fundamento Na quarta-feira, depois do culto, um grupo ainda continuou com ele até mais tarde. “Eu tenho uma palavra de Deus para vocês”, Evan lhes declarou. A palavra tinha quatro pontos. Naquela noite, com certeza, ele não imaginava que esses quatro pontos passariam a ser o fundamento e a linha mestra de todo o avivamento que estava prestes a irromper em Gales. Os quatro pontos eram estes: 1. Arrependa-se de todo pecado conhecido e abandone qualquer hábito duvidoso. É preciso haver confissão e arrependimento. Se houver alguma coisa em sua vida que cause dúvida, se não tem certeza se está certa ou errada – então, elimine-a imediatamente! 2. Reconcilie-se, se houver alguma barreira com qualquer pessoa. Restitua, se tiver causado prejuízo a alguém. Acerte qualquer mal, não deixe nenhuma sombra. Não podemos ser perdoados por Deus, se não perdoarmos nosso irmão. 3. Obedeça ao Espírito imediatamente. Faça o que o Espírito o inste a fazer. Se quisermos a presença dele, devemos oferecer-lhe obediência pronta, implícita, inquestionável. 4. Confesse a Jesus publicamente. Não é um ato único, após a conversão. É um estilo de vida. Eram pontos simples e objetivos. Ele estava descrevendo a essência do cristianismo. Você pode ser livre dos seus pecados. Você pode ter certeza de que seus pecados foram perdoados. Depois, comece a andar com Deus. Ouça o que ele vai lhe dizer. Obedeça-lhe. E, finalmente, fale com os outros a respeito do que ele fez em sua vida. A Vinda do Espírito Na sexta-feira daquela primeira semana, o culto estava cheio. Havia jovens e velhos, pessoas de várias igrejas e denominações. Evan descreveu o que aconteceu nessas primeiras reuniões da seguinte forma: A grande marca desta obra de Deus é que as pessoas estão sendo despertadas e estão aprendendo a obedecer. Aquelas que já eram religiosas tiveram uma experiência nova e muito abençoada. Nunca imaginaram a alegria que vem quando se confessa Jesus abertamente. Solicitei essas reuniões para falar com jovens, mas os adultos e velhos estão correndo para participar também. No domingo, o pastor pediu a Evan para continuar por mais uma semana. À noite, ele falou com o povo sobre a importância da obediência. Ele enfatizou: Estou entregando esta reunião nas mãos do Espírito Santo. Lembre-se: o Espírito Santo não é “alguma coisa”, é uma pessoa. Quando entrego a reunião nas suas mãos, estou entregando nas mãos de uma pessoa. Durante a reunião, que durou seis horas, Evan circulou entre as pessoas, instando com elas para confessarem a Jesus. No final, ele pediu que apenas as sessenta e tantas pessoas que haviam confessado a Jesus ficassem mais um pouco. Por volta da meia-noite, ele lhes pediu que orassem, uma após outra: “Envie o Espírito Santo agora, por amor a Jesus”. Cada pessoa fazia essa oração em voz alta. Depois que todos oraram, começaram outra vez, orando assim: “Envie o Espírito Santo agora, com mais poder, por amor a Jesus”. Enquanto oravam assim, duas mulheres foram batizadas no Espírito Santo e gritavam de alegria. Em seguida, houve um derramamento geral. Alguns clamavam por misericórdia. Outros ficavam prostrados em agonia de convicção, ou até desmaiavam. O barulho era uma mistura de choro, clamor, cânticos e louvor; jamais se ouvira algo semelhante naquele lugar. Eram mais de três horas da manhã quando Evan finalmente chegou em casa. E assim terminou a primeira semana do grande Avivamento de Gales. Reuniões de Poder e Reuniões de Batalha Segunda-feira, dia 7 de novembro, era o dia da reunião de oração. Como em tantas outras igrejas, era uma das reuniões menos freqüentadas da semana. Mas, naquele dia, a capela estava superlotada pela primeira vez na sua história. Evan Roberts pregou sobre o último capítulo de Malaquias. Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas... (Ml 4.2) Evan espantou os ouvintes ao declarar com ousadia que essa Escritura seria cumprida imediatamente no País de Gales. Era como Jesus, quando leu Isaías 61.1-3 na sinagoga no início do seu ministério (Lc 4.21) e declarou que aquela profecia havia se cumprido diante dos olhos deles. Evan Roberts também era um jovem, conhecido por todos em sua cidade como simples trabalhador nas minas de carvão. Como o povo acreditaria em suas palavras? Deus, entretanto, tratou de confirmar sua presença. Novamente, Evan levou as pessoas a orar, uma após outra, para “Deus enviar o Espírito Santo agora, por amor a Jesus”. Depois de completar uma rodada completa, começaram de novo. Antes de completar a segunda vez, a congregação inteira sentiu uma “influência irresistível”. Alguns ouviram um forte estrondo, “o lugar ficou temível”. Muitos clamavam e choravam em agonia. O senso da presença do Espírito estava muito forte. Porém, na noite seguinte, terça-feira, o ambiente ficou pesado na reunião. Dispuseram-se a orar, mesmo assim, e perseveraram até às quatro da manhã. A mãe de Evan foi embora antes do final, reclamando que estava muito tarde e que todos teriam de trabalhar logo de manhã. No outro dia, porém, Evan e seu irmão encontraram a mãe em agonia, chorando em desespero, por ter perdido uma oportunidade de vigiar junto com seu Senhor. Ela sentiu a dor e a solidão de Jesus no Getsêmani, pouco antes da cruz, quando seus discípulos não conseguiram permanecer com ele. Era como se ela tivesse abandonado o Senhor num momento crítico semelhante àquele. Deus estava ensinando ao povo que nem todas as reuniões são de gozo e poder, como na noite anterior. Às vezes, ele precisa trabalhar no silêncio, na batalha, na aprendizagem da perseverança. Ao mesmo tempo que isso estava acontecendo em Loughor, a cidade de Evan, Deus estava operando simultaneamente em vários outros lugares em Gales. De forma totalmente independente, sem um instrumento humano para levar de um lugar para outro, o Espírito estava agindo soberanamente, visitando vidas, trazendo arrependimento e profundas conversões. As chamas realmente estavam espalhando-se rapidamente. Um “Caos Organizado” De acordo com um dos historiadores do avivamento, as reuniões deste ponto em diante poderiam ser descritas como um “caos organizado”, controlado pelo Espírito. Não havia ordem humana, nem tentavam mais dar abertura à reunião ou fazer um planejamento. Eram caóticas, em termos da lógica humana, mas havia uma perfeita ordem do Espírito. Uma pessoa se levantava para citar uma passagem bíblica, enquanto outras sentiam-se tocadas pelo Espírito e clamavam por misericórdia, em arrependimento. Depois, como se alguém tivesse dado um sinal, todos começavam a cantar. Evan não pregava no sentido convencional. Talvez sentisse uma certa repulsa pela retórica humana da maioria dos pregadores da época, que era muito popular nas igrejas. Ele se comunicava com o povo em sua própria linguagem. “Este é o caminho”, ele dizia. “O que eu experimentei, você também pode receber. É possível, você poder receber o que eu tenho. É excelente, é maravilhoso, é brilhante. Transformará sua vida”. Ele era muito real e prático. Suas palavras geravam uma ressonância no coração deles; o calor, a simplicidade, a intensidade os cativava. Era impressionante como as pessoas correspondiam, como gente de todas as idades e de todas as denominações vinha e era tocada por Deus. Ao ver alguns confessando os pecados, outros percebiam que Deus podia perdoar-lhes também e transformar suas vidas. Enquanto clamavam a Deus, as emoções cresciam. Tudo isso era mesclado com a trilha sonora dos hinos galeses. Quando os galeses cantavam seus grandes hinos, agora com o entusiasmo e o fogo do Espírito Santo, não havia nada igual. Eram composições e letras, em grande parte, dos metodistas do século dezoito. Faziam parte, podemos dizer, do próprio DNA do povo galês. Agora, porém, incendiadas pelo Espírito Santo, as pessoas estavam percebendo, pela primeira vez, o verdadeiro significado da letra que haviam cantado por décadas. Um grande mover de Deus estava nascendo. Como Evan Roberts e os outros líderes enfrentariam o enorme poder contido nesse mover e os perigos que o acompanhariam? Continuaremos a seguir a sua trajetória no próximo capítulo. Extraído do site www.reviveourhearts.com, do ministério de Nancy Leigh DeMoss, do texto “When the Fire Fell” (Quando o Fogo Caiu), de Maurice Smith, www.parousianetwork.org. e do livro “O Mundo em Chamas”, de Rick Joyner, Shemá Produções. May 12 Procura-se um Coração em Chamas!Para o líder cristão, não existe nenhuma alternativa para o Espírito Santo. É necessário que o líder tenha um coração abrasado pelo amor a Deus e aos homens. Como afirmou Dr. George W. Peters: “Deus, a igreja e o mundo estão à procura de homens com corações em chamas – corações cheios do amor de Deus; cheios de compaixão pelos males, tanto da igreja quanto do mundo; cheios de paixão pela glória de Deus, o Evangelho de Jesus Cristo e a salvação dos perdidos”.
“A resposta de Deus”, acrescenta ele, “para um mundo cheio de indiferença, materialismo, frieza e escárnio são corações ardentes nos púlpitos, nos bancos das igrejas, nas escolas bíblicas e nos colégios e seminários cristãos.”
Se você é um líder cristão, e o seu coração não está ardendo em chamas, com toda certeza a maioria dos membros de sua igreja terá um coração morno, que pouco ou nenhum impacto tem sobre o mundo. As nossas comunidades não se impressionam muito com nossos programas e infindáveis atividades. Para ter impacto sobre a comunidade, precisa ter algo além de uma igreja ativista, preocupada em atender e ajudar os visitantes. Precisa ser uma igreja em chamas, liderada por homens que têm o ardor de Deus em seus corações.
Samuel Chadwick, o falecido presidente do Cliff College, da Inglaterra, era uma “sarça ardente”. A partir do momento em que ficou cheio do Espírito, “milagres da graça divina eram realizados através da influência de uma vida que passou a ser incendiada pelo fogo de Deus”. Francis W. Dixon conta como “o poder de sua pregação e a influência moral dos membros de sua igreja foram tão poderosos, que o próprio Chefe de Polícia reconheceu publicamente como a cidade inteira ficara livre de crimes pela influência de homens e mulheres que haviam sido incendiados pelo amor de Deus”.
Dizem que uma vez um colega pastor perguntou a John Wesley, mensageiro do coração ardente, o que devia fazer para aumentar sua igreja. Ele respondeu: “Se o pregador estiver em chamas, todo o mundo virá para vê-lo queimar”.
Um dos biógrafos de Wesley o descreveu como um homem “sempre ofegante, correndo sem parar atrás das almas perdidas”. No túmulo de Adam Clarke, um dos primeiros estudiosos metodistas e um discípulo de Wesley, estão inscritas estas palavras: “Vivendo para os outros, fui totalmente consumido”.
Há um século, T. DeWitt Talmage escrevia: “Hoje, acima de qualquer outra necessidade, nos falta o fogo – o fogo sagrado de Deus, queimando nos corações dos homens, estimulando suas mentes, impelindo suas emoções, emocionando suas línguas, brilhando em seus rostos, vibrando em seus atos, expandindo seu potencial intelectual e fundindo todo o seu conhecimento, lógica e retórica em uma grande corrente inflamada. Que esse batismo de fogo venha sobre nós a fim de que milhares entre nós, que até hoje não passaram de ministros fracos e convencionais, sem qualquer contribuição marcante e que seriam facilmente esquecidos da memória da humanidade, sejam transformados em poderosos instrumentos de Deus”. Essa descrição continua tão válida hoje quanto naquela época.
Alguns anos atrás, quando a Polônia vivia sob o regime comunista, um soldado polonês comentou com o Dr. Harold John Okenga: “Existe na Polônia uma corrida entre o comunismo e o cristianismo. Aquele que conseguir transformar sua mensagem em uma chama de fogo ganhará”.
Um cristianismo sem paixão não conseguirá apagar as chamas do inferno. Para combater o fogo de uma floresta é necessário iniciar um outro incêndio para ir ao seu encontro. Um líder apático nunca conseguirá inflamar os outros. E um líder jovem sem ardor, como poderá acender a chama no coração dos outros jovens? Enquanto não formos inflamados, não conseguiremos alcançar o coração das pessoas. O bispo Ralph Spaulding Cushman orava:
Inflama-nos, Senhor, sacode-nos, nós te suplicamos! Enquanto o mundo perece, nós, indiferentes, Seguimos o nosso caminho Sem rumo, sem paixão, dia após dia Inflama-nos, Senhor, sacode-nos, nós te suplicamos!
Não há uma necessidade maior que essa em nossas igrejas e escolas hoje. Não basta ter uma fé cristã e bíblica; temos de ser possuídos por Cristo, totalmente tomados por seu amor e sua graça, inteiramente inflamados por seu poder e glória. Cada pequenina parte do nosso ser, como diz certo hino do passado, precisa estar incandescente com o fogo divino. Não é suficiente ter a lenha, não é suficiente ter o altar, não basta ter o sacrifício – precisamos do fogo! Oh, fogo de Deus, desce novamente sobre nós! Faz-nos arder, Senhor, inflama-nos totalmente!
Se quisermos ser uma força irresistível para Deus, no lugar onde ele nos colocou, precisaremos do batismo de fogo do Espírito Santo. Se quisermos despertar nossas igrejas sonolentas, precisaremos que aquele fogo, que veio sobre cada um que esperava no cenáculo no dia de Pentecostes, desça agora sobre nós. Você precisa disso, e eu preciso disso.
Num comovente artigo, intitulado “Queima Incessantemente, Fogo de Deus”, T. A. Hegre escreveu: “É de fogo que precisamos, fogo para derreter nossas emoções geladas e passivas, fogo para nos impelir a fazer algo em favor daqueles que descem diariamente à sepultura sem Cristo. Incontáveis milhões estão morrendo sem que ninguém lhes tenha falado do Evangelho, porque nós cristãos estamos apagados. Precisamos de fogo, do fogo do Espírito!”
Não precisamos de fogo fanático ou humano, que não glorifica o nome santo do Senhor. Precisamos é do fogo sagrado, daquele fogo que o Espírito traz e que usa para nos batizar. Precisamos do fogo e do zelo da igreja primitiva, quando praticamente todos os cristãos estavam prontos, se necessário fosse, a se tornarem mártires por Cristo.
Num sermão contundente, John R. Rice censurou nossa falta de fogo. “Ouçam, não são os pecadores que são duros. O problema de dureza está no coração dos pregadores. Os professores das escolas bíblicas, os diáconos, os obreiros e os superintendentes é que são duros. É mais fácil salvar uma alma e converter um bêbado ou uma prostituta do que inflamar um pregador para ganhar almas.”
George Whitefield foi grandemente usado por Deus, junto com John Wesley, quando viraram a Inglaterra de ponta-cabeça e, pela graça de Deus, evitaram que as Ilhas Britânicas passassem por uma réplica da Revolução Francesa. Diziam a respeito de Whitefield: “Desde o tempo em que começou a pregar, ainda garoto, até à hora de sua morte, nunca deixou que sua paixão se abatesse. Até o final de sua notável carreira, sua alma foi como uma fornalha ardente de dedicação em favor da salvação dos homens”.
Sua alma como uma fornalha ardente! Ah, aqui está o segredo! O problema trágico é que estamos tentando conduzir o povo de Deus com corações que nunca foram inflamados ou que perderam o ardor. Elias orou até o fogo descer sobre o monte Carmelo. E, então, os apóstatas caíram de joelhos e clamaram: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” (1 Rs 18.39).
Pode o fogo da Shekiná, que fez chamejar a sarça no deserto, atear fogo em nossos corações, até que sejamos sarças ardentes por Deus? (Êx 3.1-3). O fogo da Shekiná no monte Sinai difundiu-se pelo corpo de Moisés até que sua face refletisse a glória de Deus (Êx 34.29,30). Podemos nós nos aproximarmos de Deus até que o fogo da Shekiná comece a transfigurar nossos vasos de barro e as pessoas possam ver o reflexo da glória de Deus sobre nós e em nós?
Pode o fogo da Shekiná, que Ezequiel viu afastar-se passo a passo de Israel, voltar para nós hoje? (Ezequiel, capítulos 10,11). Ele voltou sobre os 120 que se encontravam no mesmo lugar, no cenáculo (At 2.1-21). Se precisássemos passar dez dias para buscar a face de Deus, seríamos mais do que recompensados se no final fôssemos inflamados por ele.
Mas esse batismo não vem por meio de esforços, méritos ou simulações. Só Deus pode batizar com fogo. Só Deus pode enviar a Shekiná. Só Deus pode satisfazer suas necessidades e as minhas. Já labutamos muito tempo sem esse fogo. Temos ficado muito aquém da glória de Deus, por causa da falta dele. Temos deixado nossas igrejas praticamente impassíveis, inalteradas, por falta da chama.
Nós não podemos acender esse fogo. Não podemos criá-lo por nós mesmos. Mas podemos humilhar-nos diante de Deus, com toda a honestidade e lisura, e confessar nossas carências. Podemos buscar a face de Deus, até que sua poderosa lanterna alumie nossos corações e nossas vidas e mostre o que neles nos impede de sermos capacitados e cheios de sua vida.
O fogo santo de Deus desce somente sobre os corações preparados, obedientes e famintos. Talvez a necessidade que está por baixo de todas as necessidades é que não estamos suficientemente famintos ou sedentos, nem somos intensos em nosso desejo.
“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem” (Lc 11.13). March 19 O Culto é Para Deus!O culto a Deus é o ato mais importante na vida de nós, cristãos, pois fomos feitos para o louvor da sua glória” Como é triste perceber que o real significado da palavra “culto” se perdeu nos dias de hoje. Muitos vão à Casa do Senhor para encontrar com os amigos, para conversarem durante todo o culto, atrapalhando consideravelmente o pregador. Pessoas que procedem dessa forma, certamente deixam de ser abençoadas. E depois reclamam que Deus não as ouve. Quando, na verdade, são elas que não querem dar ouvidos à voz de Deus. Elas só querem receber as bênçãos, mas não querem adorar ao Senhor das bênçãos. É freqüente observar pessoas reclamando do culto, da mensagem, observando quem entra e sai do Templo, ou, ainda, reparando a roupa dos outros, comentando e rindo como se estivem em casa. Aliás, estão em casa, só que não é qualquer casa. É a Casa de Deus e deveriam respeitá-la como tal. Muitos quando não se agradam da ministração do louvor, por exemplo, vão logo se assentando, fazem “cara de poucos amigos”, como se os ministrantes tivessem que tocar somente o que eles gostariam de ouvir. Mas as músicas não são ministradas para nós. O louvor e a adoração são totalmente voltados e dedicados ao nosso Deus. Ao único que é digno de toda honra e glória. Aleluia! O culto a Deus é o ato mais importante na vida de nós, cristãos, pois fomos feitos para o louvor da sua glória (Ef 1.6). O culto não é um ato humano, mas um ato divino. E isso é a chave para compreendermos a dimensão do culto cristão. A importância de adorar a Deus, de exaltá-lo, de falar com ele, de ouvir a sua doce voz e de, principalmente, termos reverência quando estamos na presença dele. Quando entendermos isso, certamente a nossa atitude será diferente diante de Deus, pois “Deus é Espírito, e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). Quem sabe você tem ido à Casa de Deus com tantos objetivos, menos o de adorá-lo. Comece a mudar as suas atitudes. São atitudes simples, mas que fazem a diferença na sua vida espiritual. Quando você pensar em reclamar dos louvores que estão sendo ministrados no decorrer do culto, lembre-se que eles não são para você, mas para Deus. Quando lhe pedirem para aplaudir ao Senhor, aplauda-o com intensidade. Quando for louvá-lo, louve-o com alegria, com vontade. Levante suas mãos, dê brados de louvor a ele. Solte sua voz. Não fique de braços cruzados ou se distraindo com pequenas coisas. Dê o seu melhor para Deus. July 16 Adoração é...
June 01 Adoração ProféticaNovidade? Moda? Esquisitice? Será que alguém explica o que é? May 03 Cair No Espírito!Cair sob o poder do Espírito Santo Nota introdutória: Esta apostilha NÃO foi preparada com o objetivo de defender o cair sob o toque do Espírito Santo, uma experiência comum em alguns segmentos da igreja pentecostal. O que nos propomos é mostrar apenas que tais experiências, longe de ser uma doutrina ou uma prática, também ocorreram em outros avivamentos da história da igreja, e é claro, apresentarmos o tema sob à luz da Escritura, nossa regra básica de Fé. Não estamos contestando aqui aqueles que pregam e escrevem contra; apenas queremos mostrar que muitas pessoas não conhecem a Escritura nem a história e quando têm conhecimento dos fatos, pensam no Espírito Santo como Alguém limitado, alguém que só faz e opera dentro de parâmetros teológicos estruturados. Mas o Espírito Santo opera como quer e em quem ele quer operar! Aqueles que dizem que somente o diabo derruba, desconhecem determinados textos bíblicos em que Deus é quem derruba e levanta! Há vários textos nas Escrituras que nos surpreendem quanto a ação do Espírito Santo. Não podemos limitá-lo em suas manifestações e temos indícios das Escrituras de algumas de suas ações. Usando as regras de interpretação bíblica, observamos que há mais de dois textos apresentados por diferentes autores a respeito do tema. Se houvesse apenas uma citação ou uma experiência apenas, não poderíamos estabelecer um ensino. Mas como há mais de uma citação, temos a autoridade da Palavra de Deus para abordar o tema. 1. A experiência de Saul. Mesmo depois do Espírito do Senhor o haver abandonado por causa de sua desobediência e entrado em Davi, (Compare 1 Sm 10.6 com 16.14), Saul teve uma experiência muito forte com o Espírito Santo. Ele mandou uma primeira escolta de soldados prender Davi na casa de Samuel em Ramá, mas o Espírito de Deus veio sobre os soldados que não regressaram a Saul; todos ficaram profetizando. Saul mandou, então uma segunda escolta que também ficou profetizando e ainda uma terceira que não pôde prender a Davi por causa do poder de Deus (1 Sm 19.18-21). O próprio Saul foi prender a Davi e o "mesmo Espírito de Deus veio sobre ele, e ia profetizando, até chegar a Naiote em Ramá" (vs 23). Veja bem, já pelo caminho Saul ia profetizando tomado pelo Espírito de Deus! Quando chegou a Ramá, diz a Bíblia na versão corrigida: "E ele também despiu os seus vestidos, e ele também profetizou diante de Samuel, e esteve nu por todo aquele dia e toda aquela noite..." Veja bem! Ele ficou todo um dia e toda uma noite caído por terra, profetizando diante de Deus! A impressão que se tem é que ele ficou fora de si, deitado e prostrado diante de Deus! 2. O tabernáculo no deserto e o templo de Salomão. Temos dois exemplos ainda: um anterior a Saul, na edificação do Tabernáculo e outro na inauguração do Templo de Salomão. No primeiro, diz a Bíblia que "Moisés não podia entrar na tenda da congregação" por causa da glória do Senhor! (Ex 40.34,35) indicando que ele tentava entrar, mas era impelido ou jogado para fora! O segundo exemplo está em 2 Crônicas 5.13,14 na inauguração do templo: "E não podiam os sacerdotes ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a casa de Deus" (Versão corrigida). Isto é, eles estavam ali dentro ministrando quando veio a glória de Deus; o que aconteceu não sabemos, mas o texto diz que "não podiam ficar em pé" o que quer dizer que todos caíram por terra! Será que não podemos, também nós, em nossos dias, experimentarmos um pouquinho desta glória do Senhor? Veja ainda 2 Crônicas 7.2. 3. Jeremias. Quando Deus falava com Jeremias ele se sentia tonto, embriagado pelo poder de Deus. Veja o que ele diz: "Sou como homem embriagado, e como homem vencido do vinho, por causa do Senhor, e por causa de suas santas palavras" (Jr 23.9). 4. Ezequiel em transe: Ezequiel teve uma experiência ainda mais forte. Ele estava reunido com os anciãos no cativeiro, na Babilônia. Era uma reunião daqueles que foram levados cativos, quando, de repente, o Espírito do Senhor o leva para Jerusalém em visões. Seu corpo fica ali, prostrado diante dos anciãos e ele passa a relatar, posteriormente tudo o que viu. Leia Ezequiel 8.1-3 com 11,24, o começo e o fim da visão. Como ficou o corpo de Ezequiel? Prostrado diante de várias pessoas enquanto era levado em espírito a Jerusalém nas visões de Deus! 5. Daniel ao contemplar o Senhor, desfaleceu, perdeu as forças e seus companheiros fugiram de medo. Leia o que ele mesmo diz (Dn 10.7-11). Ele caiu não pela fraqueza de estar em jejum há três semanas, mas pela presença de Deus, porque depois, sentindo-se fortalecido, ficou em pé! 6. Jesus. Bastou o Senhor Jesus dizer aos soldados, "Sou eu" e eles caíram por terra! (Jo 18.6). 7. Os discípulos e a voz de Deus. Quando Jesus foi transfigurado diante dos discípulos aconteceu este fenômeno. Eles ouviram a voz de Deus e caíram por terra. Veja em Mateus 17.5-7. 8. E como foi no dia de Pentecostes? Não podemos negar que as pessoas que os viam falando em línguas achavam que eles estavam embriagados! "Estão embriagados", diziam. Os moradores de Jerusalém, quando olhavam aqueles cento e vinte acharam que era fruto de uma bebedeira! Como procedem os bêbados? Falam alto, gritam, dão risadas, rolam pelo chão... e que respondeu-lhes Pedro? "Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando..." (At 2.13-15). A presença do Espírito Santo na vida dos 120 dava a impressão, para os de fora, de algo ridículo, como se fosse um bando de beberrões! 9. Paulo. A experiência de Paulo (que não deve ser tomada como algo corriqueiro), foi muito grande. Ele nem sabe como chegou aos céus, como ele próprio diz: "se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe" (2 Co 12.1-4). Será que muitos dos discípulos não teriam experimentado algumas das fortes manifestações do Espírito Santo que nem mesmo foram registradas nas Escrituras por acharem que era algo normal na vida deles? O próprio Paulo só foi contar a experiência doze anos depois! 10. Paulo também cita o que aconteceu com Moisés. Ele diz que sob a lei a glória de Deus foi tão forte que Moisés tinha que colocar um véu sobre o rosto cada vez que saia da tenda para falar ao povo. E como não será na época da graça? "Se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça" (2 Co 3.7-13). O que Paulo quer dizer? Ele explica que, se Moisés, que pregava a lei, tinha tanta glória, quanto maior glória terá os que pregam a justiça? 11. Paulo foi derrubado por terra pelo Senhor Jesus: "E caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 9.4). 12. E que dizer de João, na experiência que teve em Patmos? "Quando o vi, caí a seus pés como morto" (Ap 1.10-17). Ele ficou sem forças diante de Deus! 13. Estas são experiências relatadas nas Escrituras. Mas imagine algumas outras manifestações semelhantes ao cair, como êxtases, visões e percepções à distância que tiveram os profetas. Eliseu (1 Rs 5.19-27; 6.8-20; Pedro, (At 10.1-22). À luz de todos estes textos, podemos afirmar que é possível haver manifestações do Espírito em nossas vidas das maneiras mais diversas. A história da igreja registra muitas manifestações na vida de pessoas que se consagraram a Deus. A protestante Evelyn Underhill em vários de seus livros conta suas experiências de contemplação e o que ocorria com a presença do Espírito Santo (livros: Mysticism; The Mistery of Sacrifice; Practical Mysticism for Normal People e outros). João da Cruz, monge católico no seu livro, Obras Espirituais, Carmelo, ensina o caminho e as experiências da vida cristã com experiências semelhantes de êxtases e arrebatamentos. Numa das obras da Biblioteca de Autores Cristãos, em espanhol, o Padre I.G. Arintero trata de toda a mística da igreja onde há relatos surpreendentes do que aconteceu com alguns missionários da Igreja; alguns eram trasladados fisicamente para outras terras onde pregavam o evangelho e regressavam! 14. Algumas experiências, diz ele, aconteciam com o padre Gracián: "São efeitos do divino amor, os resultados de uma alma enamorada de Deus que se chama júbilo, gozo, paz, embriaguez, desmaio, morte e fogo de amor, zelo, devoção, êxtases e raptos, amalgamento em Deus, e a divina união". São Dionísio diz que o amor divino produz êxtases e o amante já não é seu, mas do amado! Um escritor anônimo mencionado por Sauvé diz: "As pessoas não têm consciência do que dizem ou fazem: dizem coisas sublimes e coisas que não podemos compreender... outras vezes o amor opera de modo mui distinto, deixando-as dormindo. Perdem o conhecimento como no sono e necessitam que sejam despertadas; e não é fácil despertá-las. A razão é que Deus as embriagou até deixá-las adormecidas...." 15. Nunca devemos tomar uma experiência e utilizá-la como base doutrinária. Entretanto, podemos usar o argumento histórico quando este abaliza o texto bíblico. Por isso podemos acrescentar algumas das experiências de homens de Deus do passado. Carl Brumback no livro "Que Quer Isto Dizer? (O S. Boyer, 1960), diz: "Como os críticos gostam de descrever os acontecimentos nos cultos pentecostais! Como se regozijam de se referir à maneira de eles tremerem, clamarem, dançarem, caírem e, então, dirigindo-se ao interessado perguntar seriamente: "isso tem alguma coisa em comum com o relato calmo e solene das Escrituras". O interessado, se for um verdadeiro estudante das Escrituras, pode retrucar: "A qual relato calmo e solene das Escrituras se refere? Ao relato do Pentecostes, quando as manifestações extraordinárias e barulhentas levaram os zombadores a dizerem : "Estão embriagados?" Ou refere-se a história da cura do coxo, que deu "um salto, pôs-se em pé e, começou a andar; e entrou no templo, andando, saltando e louvando a Deus?" Ao relato em Atos 4, onde os discípulos "levantaram unanimemente a voz?" A Saulo que caiu sob o poder de Deus? Ao regozijo e louvor a Deus em alta voz da multidão na entrada triunfal, o qual o Senhor Jesus apoiou, dizendo: "Declaro-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão"? Depois ele continua: "João Wesley exprimiu uma atitude sábia e com juízo, quanto às demonstrações do corpo, no seu jornal de domingo de 25 de novembro de 1759: ‘O perigo foi o de dar demasiada ênfase a acontecimentos extraordinários, tais como clamores, convulsões, visões, êxtases, como se fossem indispensáveis à obra interior até o ponto da obra não avançar sem esses acontecimentos. O perigo (diz Wesley) é o de não lhes dar ênfase suficiente; de condená-los inteiramente; de imaginar que não tivessem alguma coisa de Deus, e que impedissem a sua obra. Na realidade, João Wesley, fundador do Metodismo, está mostrando que em seus dias havia este tipo de manifestação do Espírito Santo! De todos os líderes do passado, João Wesley foi o que mais embasamento bíblico e histórico tinha a respeito do Espírito Santo e por isso o que ele acrescenta é muito importante: "A verdade, contudo, é: (1) Deus convenceu a muitos repentina e profundamente que eram pecadores perdidos e o resultado natural foram clamores e fortes convulsões do corpo; (2) os que creram foram fortalecidos e encorajados, e a obra de Deus ficava mais evidente. Ele concedeu a muitos deles sonhos divinos, a outros êxtases e visões; (3) Muitas vezes, depois de um intervalo a natureza se misturava com a graça; (4) Satanás, igualmente, imitava essa obra de Deus, para desacreditar toda a obra.... no início foi, sem dúvida, inteiramente de Deus. A sombra não desacredita a substância, nem o diamante falso deprecia o verdadeiro". E isto em 1759! 0 livro "O Fogo do Reavivamento" de Wesley Duewel (Editora Candeia, pg. 53) afirma que enquanto João Wesley pregava, "inúmeras pessoas caíram ao chão como se atingidas por um raio". George Whitefield, companheiro de Wesley diz que quando pregou em Edimburgo em junho de 1742 "... durante uma hora e meia houve tanto choro, tanta aflição, manifestada de várias formas, que fica impossível descrever. O povo parecia estar sendo atingido às centenas. As pessoas eram carregadas e levadas até suas casas como soldados feridos num campo de batalha. Sua agonia e gritos eram profundamente comoventes" (ibid pg. 58). Ele acrescenta o que aconteceu no dia 3 de outubro numa reunião que começou as 8.30 da manhã e terminou as 8.30 da noite: "Vi 10.000 pessoas afetadas num instante, algumas com alegria, outras com choro... algumas desmaiando nos braços de amigos" (pg. 59). Jônatham Edwards relata o acontecido quando pregou o sermão Pecadores nas Mãos de um Deus Irado: "Parecia que um espírito aterrador havia descido sobre as pessoas. A congregação começou a cair de seus assentos em todas as direções, clamando por misericórdia." E ele relata: "No grande avivamento americano de 1858, os navios, ao se aproximarem dos portos americanos, pareciam entrar numa zona de influência do Espírito. Navio após navio chegava com o relato de uma repentina convicção e conversão" (Citado na revista Atos, Vol. 12 No. 3 pg. 17). No avivamento de Cane Ridge em 1801 nos Estados Unidos um pastor presbiteriano relata: "O que vi foi para mim novo e realmente extraordinário...Muitas e muitas e muitas pessoas caíram ao chão, como homens mortos na batalha, e continuaram neste estado durante horas a fio, num estado aparentemente sem respiração e inerte – às vezes reavivando-se por alguns momentos e exibindo sintomas de vida através de um profundo gemido, ou de um grito penetrante e agudo..." (Idem pg. 31) 1. Portanto, não podemos ser sectários achando que Deus só opera de um jeito. O Espírito Santo tem muitas maneiras de se manifestar, algumas delas menciono no livro "Dons Espirituais, o Poder de Deus em Você". Leia a Bíblia e examine cuidadosamente a história da igreja e você descobrirá muitas maneiras do Espírito Santo operar em nós! Se, como afirmam alguns o cair não faz parte da obra do Espírito Santo, então temos que concordar que: 1. As experiências acima relatadas que aconteceram no Antigo Testamento, foram obras de um outro espírito. Mas não é o que diz a Bíblia. Saul, os sacerdotes, Jeremias, Ezequiel e Daniel foram tocados pelo Espírito de Deus! 2. Então, Deus estaria nos enganando. Mas isto não é verdade, pois a Palavra serve como fundamento do que acontece. O Espírito Santo é aquele que nos conduz à verdade. Ele não nos deixaria cair na mentira. 3. Se assim fosse os obreiros e os crentes que tiveram tal experiência estariam sob a influência de um outro espírito. Não creio, entretanto, que estejamos sendo enganados, pois tais experiências ajudaram a aumentar a percepção de Deus; a comunhão com ele e o crescimento na Fé, no amor e no ardor evangelístico. Cresceu a comunhão com Deus e solidificou o relacionamento entre os membros do corpo. Nenhum "espírito" teria interesse no crescimento espiritual dos fieis nem no reino de Deus! 4. Teríamos que negar nosso ministério, nosso chamamento e colocar em dúvida a conversão de tanta gente. Tais experiências têm servido para demonstrar o poder de Deus; a operação do Senhor nas vidas. É certo que há pessoas que caem sob forte convicção do Espírito Santo mas não permanecem. Este é um problema do homem e não de Deus. O fato de uma pessoa não ficar transformada quando cai, é problema da pessoa e não de Deus. É a mesma experiência que algumas pessoas têm quando, decidem-se por Cristo, choram, confessam seus pecados e continuam iguais! Temos que admitir, contudo, que muitos obreiros forçam, empurram as pessoas para que caiam e isto é criancice, infantilidade. Obreiros há que "forçam" este tipo de manifestação. Apesar da ignorância de alguns, precisamos afirmar que a manifestação do poder de Deus não precisa de nossa força humana da mesma forma que não precisamos nos agarrar a objetos, coisas ou práticas achando que desta ou daquela forma consegue-se algum favor de Deus. No caso de pessoas serem tocadas por Deus, quando o Espírito age, mesmo à distância as pessoas começam a cair, sem qualquer influência do homem. Outras vezes basta chegar perto da pessoa, dar um leve toque, soprar, e a pessoa está no chão!
April 29 O Caráter do Músico Cristão1. Deus deu a música para embelezar o mundo Pensaste alguma vez como seria o mundo sem música, seria um mundo feio. Já acordaste numa manha com o som de um passarinho na tua janela? Já acordaste com o som das águas de um rio ou com uma música linda? Se acordas com o rádio, e a música é estranha, sais a trabalhar alterado o dia todo por causa daquela música, mas tenta acordar com uma música de adoração e teu dia vai ser completamente diferente, isto é beleza. Deus pôs a música e os talento para embelezar o mundo. 2. Deus deu a música para edificar nossa alma A beleza da música edifica a alma do homem. Deixa em calma as pessoas mais inquietas. O diabo fez uma troca, uma perversão da música para dirigir a alma do homem. Desde o princípio do século a música não influenciava tanto na sociedade, mas no século XX, começaram a surgir movimentos em diferentes lugares do mundo que foram formando uma coisa mais expressiva para a carne, para a alma. Nos anos '50, chegou o "blues" com a influência africana. E também nos anos '50 começou o "rock and roll". O rock trouxe primeiramente, uma influência na sexualidade com Elvis Presley e outros cantores que trouxeram a sensualidade, os fãs clubes, e coisas deste estilo, que influenciaram toda uma geração. Depois, na década de '60 se aprofundou mais e o "rock" se associou com a rebeldia, através dos movimentos "hippies". Eu fui influenciado com esta rebeldia que entrou pelos anos '70. Veio a droga, a maconha, a liberalidade total, etc. Nos anos '80 a música foi influenciada pelo satanás, dedicada a escuridão. E agora, nos anos '90, se dá uma mescla de tudo isso. Todos estes movimentos tem a finalidade de roubar o propósito de Deus para a música na vida do homem, que é edificar, bendizer, fazer um homem melhor, mais completo, com uma boa música. 3. A música é uma forma de comunicação entre todos os homens Existe um poder tão grande na música, que eu escrevo algo hoje no Brasil, e ponho essa melodia no banco de melodias da Internet, e qualquer músico, em qualquer lugar do planeta pode ver a melodia que eu escrevi e compreende-la. Se esta mesma melodia for tocada em qualquer lugar, independente do povo, língua, tribo, cultura, nação, será compreendida, porque é uma comunicação que Deus estabeleceu entre os homens, que transcende as culturas, é algo tremendamente poderoso. De modo que existe muito poder nesta comunicação. Como disse Angel Negro, muitas vezes se lê algo na Palavra, e passamos por cima, mas quando cantamos gravamos de uma forma diferente, se sente e se começa a viver de uma forma diferente. No canto existe um poder de comunicação. 4. Deus pôs talento na música para expressar a glória de Deus Toda música em nossas vidas tem que expressar a glória de Deus. Se não está expressando a glória de Deus tem que ser questionada, verificada. A música na vida do músico tem que expressar a glória de Deus. a) todo talento tem Que ser santificado. Mas o talento em si mesmo não produz o que Deus quer. Uma pessoa, pelo fato de ter muito talento, não é apta, porque todo talento para ser usado por Deus tem que ser primeiramente santificado. II Tessalonicenses 4:3 diz: "Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação". A vontade de Deus não é usar nossos talentos, se não nossa santificação de vida, de motivações. Um talento antes de ser útil para Deus, tem que passar por um processo de profunda santificação, de profunda entrega e limpeza. Em um encontro no Brasil eu mencionava um homem muito querido que era cantor no mundo e veio ser cantor na igreja, mas estava fazendo horrores com as finanças, com seu caráter, e jogando todo seu talento e sua vontade de servir ao Senhor ao lixo, porque seu talento não havia sido santificado. Nosso talento, irmãos, tem que ser totalmente santificado ao Senhor, limpado, dirigido para Deus. b) Todo talento tem que estar submisso. Quando Deus levanta um talento, se esse talento não está submisso ao corpo, enxertado na vida da igreja, sob de uma liderança, muito facilmente vai perder a objetividade, profundidade, pelos interesses da carne do dono do talento. O talento tem que ser submetido ao corpo de Cristo, não pode estar solto. Muita gente que vem, logo se perde porque não se submete. Conheço grupos de gente talentosa, com os melhores músicos, mas quando se toca em sua vida, se escapam como sabonete molhado, assim são oS músicos. O músico talentoso, que come as teclas, que come o violão, se o apertas, foge como sabonete molhado. Grupos ou gente que vai de igreja em igreja procurando aprovação para seus pecados, para suas faltas de caráter, para seus problemas pessoais, para Sua vã glória, para sua soberba. Deus quer gente com talentos submissos, santificados, dedicados ao Senhor. Dá ao Senhor a possibilidade de modelar-te, de edificar-te, de curar-te. Coloca-te totalmente a disposição do Senhor. E a submissão de um ministério ou de um talento, traz benção e proteção. É um grande erro fugir da submissão. c) Deus tem ungir teu talento. Buscar a unção do Espírito Santo. E a unção do Espírito Santo implica em esperar o tempo preciso de Deus para usar teu Talento. O irmão Don me ensinou estes princípios e eu louvo ao Senhor, porque desde cedo (faz 23 anos) aprendi estes princípios. Quero focalizar o princípio de esperar o tempo de Deus. Em nosso primeiro encontro falamos sobre a ansiedade. Os músicos são muito ansiosos, tem ansiedade por tocar, sempre pensam "quando será minha oportunidade? Quando me darão um lugarzinho?" Existe muita gente esperando que lhe apareça um espaço, mas eu quero dizer-te que quem abre espaços é Deus. O espaço que Deus abre para uma vida ninguém pode fechá-lo. O espaço que Deus abriu para tua vida, nenhum homem, nenhum pastor, nenhum ministério, nenhuma força, nem dos céus nem da terra, vai fechar porque foi aberto por Deus. Deus tem um tempo para ti, para todos nós. Oferece teu talento, santificá-lo, submete-lo, busca a unção do Espírito para teu talento. Deus tem um tempo para cada um de nós. Não tenhas ansiedade, Deus tem um tempo, Ele é perfeito. Existe um tempo de Deus para começar a usar uma vida como a de Davi. Olhemos a vida de Davi, Samuel o ungiu e Davi sabia que ele ia ser rei, seu pai e seus irmãos sabiam, mas ainda não era a hora. Talvez você sinta em sua vida a unção do Espírito, sabes do chamado de Deus para sua vida, mas ainda não é a hora, o Senhor tem o tempo preciso, na congregação, no grupo de louvor, vai chegar tua hora. Asaph Borba April 21 A Manifesta Presença de Deus!Existe um lugar em Teu coração, ó Deus, que ansiamos encontrar; um lugar onde podemos nos esconder e encontrar a Tua verdade. Ó Pai, nos mostre e nos leve a este lugar. Amém! A grande necessidade da igreja hoje é a de descobrir, ver, reconhecer e viver em meio à glória inefável de Deus. Uma nova medida de intimidade com Deus é o que precisamos para que os nossos corações sejam completamente capturados e envoltos por Sua constante glória. Porém, é necessário que haja líderes, exemplos, condutores para que possa haver seguidores. Paulo não apenas ensinou o caminho, mas trilhou o mesmo, conduzindo gerações e gerações de seguidores. Ele mesmo disse: “Sejam meus imitadores como eu imito a Cristo.” O mundo não quer religião, e muito menos deseja que alguém lhe diga o que fazer ou deixar de fazer. Não devemos usar palavras persuasivas, mas sim a demonstração do poder de Deus. Só o poder de Deus e a atuação constante do Espírito Santo nas vidas dos membros de uma igreja é que irá convencer o mundo de seu pecado, levando-o aos pés de Jesus. Hoje em dia existem inúmeras denominações diferentes, divisões, vexames, erros escandalosos, heresias e amarguras em meio ao chamado “corpo de Cristo”. Há algum tempo estive na Itália e um pastor, líder de uma denominação pentecostal e que acredita que o avivamento começará em sua igreja, virou para mim e disse: “Eu sei que isto tudo que tem acontecido nos cultos provém de Deus, mas eu não aceito e não quero isto para mim e muito menos para os meus”. Incoerente porém interessante, não? Alguma coisa está errada em algum lugar. Temos que descobrir o erro e levá-lo ao pé da cruz. Uma pergunta importante que temos que fazer é a seguinte: Como podemos nos diferenciar das demais seitas, religiões e credos perante os olhos do mundo? O que diferencia os nossos cultos de qualquer outra reunião social? É a presença manifesta de Deus! Aquele que tiver a água da vida para oferecer irá saciar os sedentos. Gostaria de dificultar a questão, mas a realidade crua é que só a presença manifesta de Deus irá fazer a diferença. Como conseguir que este poder venha operar em nosso meio? Através da entronização de Deus sobre os nossos louvores e Sua habitação em nosso meio. Isto, conseguimos através da verdadeira adoração, do rendimento total, da entrega pessoal e da liberdade total, sem restrições, dada ao Espírito de Deus para que Ele seja o Senhor Supremo em nossas vidas como em nossos cultos. A nossa oração tem que ser: “Deus, seja DEUS em nosso meio! Eu quero mais de Ti e muito menos de mim!” Não podemos dar aquilo que não temos. A presença manifesta de Deus é a marca e o sinal distinto que nos diferencia do demais credos. Uma vez que os pecadores notam isto, correm atrás da realidade que todos almejam, que é conhecer e servir a um Deus vivo, que transforma, que opera milagres e que ainda revela o Seu amor, a Sua alegria, a paz, o fogo e a glória a quem realmente quiser. O Espírito Santo tem uma tarefa e tanto a realizar hoje: Ele está incumbido de preparar a noiva de Cristo. Baseando-me no que tenho visto em muitos lugares ao redor do mundo e no Brasil, contudo, eu garanto uma coisa: a noiva, quando pronta, não será uma noiva rabugenta, triste, destituída de força e poder, adúltera, que vive uma vida de amargura, apenas se agüentando da melhor maneira possível até o seu príncipe chegue. Não! Não! Não! A mesma será uma noiva vibrante, maravilhosa, deslumbrante, linda, sorridente, alegre, poderosa, VIVA! Muitos têm desejado posições sem ter caráter, poder sem ter autoridade, e a presença de Deus sem pagar o preço. Porém uma posição no reino de Deus só é possível uma vez que assumimos o caráter de Deus em nós mesmos. O poder de sermos testemunhas com manifestações de sinais e prodígios só é alcançado à medida que nos rendemos à autoridade do Espírito Santo (Zc 4.6). Só se consegue a presença de Deus uma vez que pagamos o preço de ter um coração puro e mãos limpas. Tudo que desejamos está em Deus. Como poderemos ensinar alguém o que não temos aprendido? Como poderemos guiá-los onde não temos ido? O mistério do reino é, segundo a epístola de Paulo aos irmãos em Colossos, “Cristo em nós – a esperança da glória.” (Cl 1.27) O mundo jamais notará que estivemos com Jesus se, de fato, não tivermos estado com Ele. Entretanto, ninguém terá de perguntar: “Onde você estava?”, tendo estado com Ele, com o grande Eu sou, pois a diferença será evidente. Qual foi a diferença notada pelos filhos de Israel na pessoa de Moisés, uma vez que ele desceu do monte Sinai após estar com Deus? O seu rosto brilhava. Sabemos onde temos que ir; contudo, o nosso problema, infelizmente, é chegar lá! A pureza de coração não é uma situação onde fazemos ou deixamos de fazer, e sim um clamor contínuo e um anseio melindroso que requerem uma atitude constante de querer ser agradável aos olhos de Deus. Tudo o que eu faço, digo e sou tem que expor a pureza divina que há em mim. Antes de ser proferido pelos lábios tem que gerar raízes no coração. Deus quer que tenhamos a eternidade em nossos corações. Viver não apenas pelo hoje e sim pela eternidade, evitando assim a “crise de santidade” – santos dia sim, dia não. Tenho sentido recentemente a necessidade de compartilhar isto com os sedentos pela Verdade, pois a Verdade nos liberta, não é mesmo? À medida que viajo ao redor do Brasil e do mundo tenho visto e sentido que muitos não entendem esta pequena palavra intrigante e ao mesmo tempo de potência explosiva: adoração. Aproveite toda e qualquer oportunidade que você tiver de se perder na presença de Deus. O homem falha; Deus nunca falha! Aos Seus pés, David M. Quinlan Ministério Paixão, Fogo e Glória www.fogoegloria.com.br March 28 Ninguém mora lá - A diferença entre os sonhos e a realidadeE ali estava ela: a casa dos seus sonhos. De repente você a achou depois de entrar num “daqueles bairros”, feliz pelo fato que o guarda não estava no posto dele, e você aproveitou sua sorte só para dar uma olhada. Você nunca visitou esse bairro; na verdade, você nem mora nessa cidade. Você está simplesmente tirando férias com sua família e sonhando em como seria morar numa cidade de praia, quando você teve a idéia de dirigir um pouco e olhar para aquelas casas que valem mais do que 10 da sua e sonhar. Novo Artigo do Pr. Jeff Fromholz Leia Mais em: http://www.gbinterligados.com/modules/wfsection/article.php?articleid=57
March 27 O Propósito Eterno de DeusEste é um tema básico, fundamental que devemos receber totalmente em nossos corações... Se quisermos de verdade cooperar com Deus, devemos conhecer bem seus desejos, seu propósito, seu coração.Tudo o que fizermos, só terá valor, na medida em que cooperar com o propósito de Deus.
Um erro muito comum
Por anos, muitos cristãos tem vivido sem conhecer qual é o propósito (objetivo) de Deus para com suas vidas. Muitos tem crido, equivocadamente, que nossa meta como cristãos é chegar aos céus. Baseiam-se para isso em textos como os de I Timóteo 2:3-4; II Pedro 3:9 e ainda João 3:16. Vendo a Bíblia com um enfoque humanista, (isto é, o homem no centro), concluem que o propósito de Deus é a salvação dos homens. Tudo gira em torno do homem e de suas necessidades. Esta visão equivocada ocorreu porque sempre víamos o propósito de Deus começando com a queda do homem. Sendo assim, como o homem está perdido, a salvação do homem se tornou o centro do propósito eterno de Deus. Aqui estava o erro e aqui devia ser feita a correção. É claro que Deus quer salvar a todos os homens. Isto vemos claramente nos textos de I Timóteo 2:3-4; II Pedro 3:9 e João 3:16. Mas nós não devemos confundir aquilo que Deus deseja com o que é o seu propósito. O propósito de Deus não surgiu com a queda do homem, é algo que já estava em seu coração desde antes da fundação do mundo (Efésios 1:4,11). Então podemos argumentar da seguinte forma: se antes da fundação do mundo Deus tinha o propósito de salvar o homem, e fez o homem para cumprir este propósito, então Deus é cúmplice do pecado. Deus necessitava que o homem pecasse para poder cumprir o seu propósito. Quando Deus disse: "Não coma deste fruto", na verdade, Ele queria que o homem comesse e pecasse, e ficasse perdido e em trevas, para, então, poder cumprir com seu propósito de salvar os homens. Tudo isso é uma grande contradição. É claro que Deus quer salvar os homens, mas isto foi necessário por causa da queda. Entretanto, necessitamos conhecer a primeira intenção de Deus, o propósito que Ele tinha em seu coração quando fez o homem, pois seu propósito é imutável. DEUS NÃO MUDOU DE PROPÓSITO POR CAUSA DA QUEDA.
Qual a Intensão de Deus ao Criar o Homem?
"Também disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gênesis 1:26). a) A intenção de Deus ao criar o homem era de ter uma grande família de muitos filhos à sua própria imagem, e encher a terra com uma família que expressasse a sua glória e autoridade (Gênesis 1:27-28). b) Como Adão tinha sido criado à imagem de Deus, e cada ser se reproduzia segundo a sua própria espécie, quando Adão e Eva se multiplicassem, reproduziriam filhos a imagem de Deus.
Todos nós conhecemos a triste história. O pecado de Adão foi uma intromissão violenta e diabólica no propósito de Deus. Por meio dele o homem se tornou culpado, alvo da ira de Deus, merecedor de castigo eterno, expulso da presença de Deus e sem comunhão com Ele. "O salário do pecado é a morte". Mas houve uma conseqüência ainda maior. O problema não foi apenas que o homem se tornou culpado diante de Deus, mas também a sua própria natureza se "estragou", se corrompeu. O homem perdeu a imagem de Deus, tornou-se numa outra criatura. Não era mais o mesmo homem, era um homem morto para Deus; inútil para cumprir seu propósito. Já sabemos que cada ser se reproduz segundo a sua própria espécie. Portanto, quando Adão se corrompeu, toda a sua descendência ficou arruinada. (Gênesis 5:3; Romanos 5:12).
Deus desistiu do Seu propósito?
Embora o homem pecasse, Deus não mudou o seu propósito inicial. Deus não tem diversos planos, nem muitos propósitos; não criou um novo alvo, nem abriu mão do que queria desde o princípio. Deus necessita agora criar uma nova raça, porque todos os descendentes do primeiro homem ficaram inúteis para o seu propósito. Como fez isso? "O primeiro homem, Adão, foi feito ser vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual e, sim, o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e como é o homem celestial, tais também os celestiais." (I Coríntios 15:45-48). Pelo nascimento natural (de carne e sangue), pertencemos a raça de Adão, estragada e inútil. Mas pelo novo nascimento nos tornamos participantes da raça celestial. Adão perdeu a imagem de Deus porque foi rebelde (Gênesis 3:1-7). Jesus, que é a imagem do Deus invisível (Colossenses 1:15), sempre fez a vontade do Pai (João 4:34), e em tudo lhe agradou (João 8:29), foi obediente até a morte (Filipenses 2:8). Todo o homem que crê naquele que o Pai enviou (João 6:29), nega-se a si mesmo e toma a sua cruz (Mateus 16:24), perde a sua vida (Mateus 16:25), recebe o senhorio de Jesus Cristo (Romanos 10:9) e se batiza em Jesus Cristo (Marcos 16:16), este se torna uma nova criatura (II Coríntios 5:17), recebe a natureza de Deus (II Pedro 1:4) e recebe a imagem daquele que o criou (Colossenses 3:10). Toda a glória do plano de Deus havia se perdido no pecado. Mas Deus Pai não desistiu. Qual a sua esperança? "Cristo em vós, a esperança da glória" (Colossenses 1:27). A Salvação é um Meio e não um Fim A obra redentora de Cristo Jesus é algo tão tremendo, tão maravilhoso, que corremos o risco de vê-la como se fosse o todo. Esta salvação é tão grandiosa que temos a tendência de confundi-la com o próprio propósito de Deus. Mas não é assim. Jesus Cristo, o admirável Filho de Deus, com sua obra redentora, deu uma nova vida ao homem, restaurando-lhe a comunhão com o Pai. E também deu a Deus os recursos de infinita graça, para que ele continue com o seu plano eterno. A redenção efetuada por Jesus Cristo e encarnada pela igreja, é O MEIO para Deus restaurar todas as coisas, e assim concluir seu propósito. A redenção nunca poderia ser UM FIM em si mesma, mas apenas UM MEIO de graça para consertar um grande erro. Para Paulo, a redenção nunca foi o propósito de Deus. Ele entendia que o propósito de Deus era a família eterna (Efésios 1:4-5; Romanos 8:28-29). Uma família perfeita em Cristo (Filipenses 3:12-14). Sua obra para o Senhor NÃO CONSISTIA EM BUSCAR APENAS A REDENÇÃO DO HOMEM, MAS EM APRESENTAR ESTE HOMEM A DEUS, RESTAURADO À IMAGEM DE JESUS CRISTO (Colossenses 1:28).
Como se Define o Propósito Eterno de Deus Hoje ?
"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados SEGUNDO O SEU PROPÓSITO. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem CONFORMES A IMAGEM DE SEU FILHO, a fim de que Ele seja o primogênito entre MUITOS IRMÃOS" Este texto nos mostra com clareza que Deus quer UMA FAMÍLIA DE MUITOS FILHOS SEMELHANTES A JESUS. Vejamos por etapas: UMA FAMÍLIA. Isto nos fala da UNIDADE. Este é um requisito indispensável para o cumprimento do propósito de Deus. Embora isto não esteja enfatizado no texto acima (nem seria necessário), porque filhos a imagem de Jesus não podem ser brigões e facciosos, está claro em outras passagens como: João 17:20-22; I Coríntios 1:10-12; 3:1-4; 10:16-17; Efésios 2:14-16; 3:15; 4:1-6, 12-16; Filipenses 1:27; 2:1-4. DE MUITOS FILHOS: Isto nos fala de MULTIPLICAÇÃO.Discípulos fazem discípulos, etc. (Mateus 28:18-20). SEMELHANTES A JESUS. Isto nos fala da EDIFICAÇÃO. Não é suficiente que sejam muitos; é necessário que tenham qualidade de vida (Efésios 1:4-5; II Coríntios 3:18; Efésios 4:13). Portanto, entendemos que o propósito de Deus envolve a MULTIPLICAÇÃO de vidas que vão ser edificadas em UNIDADE, para crescerem até a ESTATURA DE JESUS CRISTO. ".. até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo" Qual a nossa Posição dentro desse Propósito ?Aquilo que é um propósito no coração de Deus, para nós se constitui num CHAMADO, numa VOCAÇÃO (II Timóteo 1:8-9; Romanos 8:28-29). Devemos ter os olhos iluminados para compreender nosso chamamento, a fim de que o propósito eterno, seja para nós, muito mais do que um estudo de apostila (Efésios 1:18). De uma maneira simples definimos a nossa VOCAÇÃO como um CHAMADO para sermos participantes do propósito de Deus e COOPERADORES no seu cumprimento.Aquele que recebe o propósito de Deus em seu coração, compreende o seu chamamento e torna-se prisioneiro desta vocação (Filipenses 3:12-14). Devemos andar de modo digno desta vocação (Efésios 4:1-3) e esforçar-nos para confirmá-la (II Pedro 1:10). March 23 Andando na Luz“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” I Jo. 1:7
Vivemos em uma sociedade dominada pelo poder e pelo individualismo. Cada um procura defender sua própria reputação em prol de aceitação e reconhecimento, cada um por si e não interessa o outro, interessa sim o que cada pessoa ganha com sua imagem, mesmo que esta seja completamente falsa e hipócrita.
O cristianismo, desde seu início, traz princípios vivenciais completamente opostos aos da sociedade, confrontando-a constantemente, mesmo considerando as mudanças radicais constantes na mesma, essas mudanças só agravam as diferenças para com os princípios cristãos. Quando pensamos na proteção à reputação a fim de conquistarmos aceitação e proveito próprio sendo comparada com o ensino cristão de confissão de pecados e de uma vida inteiramente vivida na verdade, percebemos o quanto essas diferenças são acentuadas. Antes de abordarmos alguns textos bíblicos, seria de muito proveito lembrar de que os mesmos carregam em si um peso de inspiração divina e autoridade escriturística sobre nossas ações e comportamentos. Iniciaremos nossa reflexão no texto citado acima e em seu contexto, João escreve à igreja em sua primeira carta:
Alguns ensinos cristãos são claros nesse texto, (1) o de confissão de pecados, (2) da verdade intrínseca em Deus, (3) da incompatibilidade de Deus com o pecado, (4) da comunhão e purificação como consequência da confissão, (5) do perdão e graça e (6) da identidade do homem como pecador.
Não temos problemas em admitir esses ensinos, nem de repassá-los, nem de vivê-los; porém, temos um problema aqui de como o ensino de confissão é ensinado e vivenciado. Constantemente observamos esse ensino cristão sendo castrado, ensinado em parte, tolido, não completo e, o pior, sendo um reflexo do individualismo da sociedade pós-moderna e da proteção à própria reputação. Ensinamos que se deve confessar os pecados apenas ao Senhor e Ele perdoará os nossos pecados; sim, isso é uma verdade bíblica, mas não completa em si mesma; quando definimos um ensino como bíblico, devemos considerar todos os textos que tratam do mesmo assunto e, só então, depois de uma exegese séria, afirmarmos o ensino como tal. Quando ensinamos apenas a confissão à Deus, retiramos do processo de perdão, purificação e cura implícita na confissão uma parte muito importante - a humilhação. Quando confessamos nossos pecados apenas ao Senhor, não nos envergonhamos o bastante, não sentimos a dor do arrependimento necessária à cura; ela irá ocorrer quando cada um entender que o cristianismo exige um relacionamento interpessoal e interdependente, a igreja é isso, uma família onde o ambiente proporcione crescimento a cada um dos seus membros, onde um ajuda o outro, onde nossos relacionamentos sejam confiáveis, onde nos sentimos à vontade para falarmos a verdade sobre nós mesmos, onde assumimos nossos limites, nossos erros e pecados, bom, pelo menos esse ambiente é o que deveria existir no seio da igreja. Às vezes não nos sentimos aceitos por Deus, por tantas fraquezas e pecados ainda existentes em nós, lembremos quem é nosso mediador (sacerdote):
Bom, o escritor aos Hebreus define muito bem nosso sumo sacerdote; esse texto fortifica nosso ensino de confissão à Deus, pois Ele é alguém que, como nós foi tentado em tudo e não cedeu à tentação, o escritor também ressalta nossa aproximação ao Senhor, mesmo quando nossas fraquezas nos levam à maior distância d'Ele, e, acima de tudo, garante à nossa recepção graça e misericórdia. No capítulo 2 ele diz o seguinte:
O texto diz por si mesmo, não precisamos nos preocupar se somos aceitos ou não, sempre o seremos, o amor e misericórdia implícitos na natureza de Deus nos garante essa aceitação, claro que aliançada com a cruz e o arrependimento; Ele foi tentando com as mesmas tentações que hoje passamos, e, nos compreende, aceita, socorre e perdoa. Não temos dúvidas sobre sua graça e aceitação, Ele jamais lançará fora alguém que for até Ele.
Mas, somos obrigados a incluir nesse estudo alguns outros textos:
Tiago ensina de forma explícita a confissão uns aos outros, dizendo que essa confissão trás cura, observamos que aqui a humilhação é incluída, a vergonha que proporciona cura, o opróbrio que se transforma em honra é ensinado por um dos apóstolos.
Salomão muito antes do cristianismo existir já ensinava esse princípio herdado do judaísmo em sua mais remota forma:
Ele conhecia a misericórdia existente em Deus e como essa se torna verdade quando vivemos na verdade, quando andamos na luz, assumindo e compartilhando nossas limitações, erros e pecados, e o como somos dependentes uns dos outros.
Então, além de confessarmos nossos pecados a Deus devemos fazê-lo a um irmão de confiança, à alguém que mantém um relacionamento verdadeiro de amigo mais chegado que um irmão, que não fará mal uso das informações compartilhadas, alguém que conhece seu dever de cristão quando escuta uma confissão; nesse ponto se faz prudente algumas perguntas: Sabemos nosso dever quando escutamos uma confissão de pecado? Que atitudes temos tomado quando alguém compartilha uma fraqueza, um pecado ou uma tentação? E quando descobrimos alguém que está em pecado? O que temos feito? A Palavra de Deus se explica:
Não ficamos tão confortáveis com esse texto, talvez nos falta hombridade, ou coragem a fim de sermos completamente verdadeiros com as pessoas que declaramos amar. É muito mais fácil compartilhar com outras pessoas o que vemos de errado na vida do outro, ou até mesmo a dificuldade que vivenciamos com os limites dos outros a refletir a verdade e confrontar em amor o outro, a nos colocar à disposição de ajudar alguém que verificamos hábitos pecaminosos que necessitam de ser tratados com a verdade e o confronto. O ensino a ser vivido por cada cristão é muito claro no texto acima citado, não necessita de nenhum tipo de esclarecimento, mas sim de um grifo como um dos textos menos vivenciados por aqueles que se denominam cristãos.
Sobre as atitudes a serem tomadas quando alguém compartilha sua dor, seus erros e pecados mais vergonhosos ou os mais simples, também temos um texto que esclarece o comportamento devido:
João descreve com muita clareza um acontecimento que antecede o pentecostes e que tem uma importância tal qual o posterior, a primeira aparição de Jesus aos discípulos após a ressurreição e, com essa aparição o primeiro ensinamento de Jesus ressurreto paralelo a um comissionamento. Jesus ministra paz sobre os discípulos que estavam completamente atordoados pela morte brutal de seu mestre, os comissiona com o mesmo comissionamento que recebera, da mesma forma, com o mesmo propósito, ministra também o recebimento do Espírito Santo através de um sopro, e, após tudo isso trás seu primeiro ensino depois da experiência milagrosa da ressurreição (parafraseando): A todas as pessoas que vocês perdoarem os pecados, os mesmos serão perdoados, como vocês vivenciaram com aquela mulher adúltera que eu ministrei perdão, com o homem que estava paralítico, com o da mão ressequida, e com todos aqueles que eu ministrei que seus pecados estavam perdoados, vocês tem a mesma autoridade para espalhar essa graça sobre os homens, graça de que a culpa de cada um eu carreguei sobre mim e que os pescados de cada um são perdoados através do arrependimento e da confissão - vocês devem repetir o que vocês me viram fazer várias vezes.
Essa autoridade para declarar pecados perdoados não está sobre um clero, ou sobre uma classe sacerdotal específica, mas sim sobre todos aqueles que fazem parte de uma nação sacerdotal, membros do sacerdócio universal que a igreja carrega em sua natureza; daquele encontro dos discípulos com o Senhor aconteceu o pentecostes e daí um crescimento estrondoso da igreja sobre a face da terra, de onde somos frutos, bem como carregamos, como membros do corpo de Cristo, a mesma autoridade e comissionamento para perdoar os pecados uns dos outros. Essa sim é nossa atitude padrão de cada um para com seu irmão, de cada um para com o seu próximo. Se vivenciarmos esse comportamento destruiremos o individualismo pós-moderno que tem bombardeado a igreja, dilaceraremos aquela proteção à reputação, aquela venda de uma imagem falsa e hipócrita em busca de uma aceitação também limitada e em busca de um proveito próprio, vivenciaremos a verdade, nua e crua, com tudo o que está implícito na mesma e geraremos uma igreja viva que refletirá a graça original e a autoridade de um sacerdócio de todos os santos eficaz e verdadeiro, simplesmente CRISTÃO. Esse é o nosso desafio, desafio da simplicidade, desafio de sermos simplesmente igreja, desafio de refletirmos e vivermos a verdade e a luz que Deus é. March 14 Apaixonados e Fervorosos de Espírito
March 08 Uma atitude que transformaDeus é o mesmo de ontem, de hoje e será o mesmo Deus do seu dia de amanhã. Porém, a realidade da Palavra de Deus é deixada de lado na mente e no coração. O tempo passa e, muitas vezes, o primeiro amor se apaga. O homem está sujeito a erros, e esses erros podem ser reparados por meio de uma simples atitude – o pedido do perdão, a liberação do mesmo e a reconciliação.
March 06 Geração dos Radicais Adoradores![]() Geração dos Radicais Adoradores
Texto base: Mt 13: 3-9 Estamos vivendo dias muito especiais como igreja do Senhor aqui na terra. Deus tem derramado do Seu Espírito sobre nós de uma forma gloriosa. Muitas pessoas são impactadas e restauradas em seu relacionamento de intimidade com Deus e a conseqüência deste impacto é a transformação de suas vidas.Tantos “congressos de adoração e intercessão proféticos” têm surgido.Pessoas estão em busca da unção fresca, de um novo toque de Deus, do avivamento. Tudo isto é maravilhoso, vem de Deus pela Sua graça e Misericórdia para a preparação de Sua noiva aqui na terra.No meio disso tudo existem alguns fatores um pouco preocupantes: tenho visto pessoas que vão de congresso em congresso em busca do “novo mover de Deus”,a nova canção, o novo, o novo, o novo, (muito do que estamos vivendo hoje já aconteceu em avivamentos passados) mas, sem ter raízes, vínculos e laços em suas vidas.Pessoas denominam-se “radicais” mas sem o entendimento do que realmente significa ser um radical de verdade.O significado da palavra radical em sua essência é:Do Latim “radicale”, da raiz.Qual é a função da raiz em uma planta? É a de firmar a planta em terra e retirar do solo o alimento necessário para o seu crescimento saudável.Então pelo que entendemos aqui , uma planta sem raízes não tem crescimento e rapidamente morre. (Mt 13:20, Lc 8:13) Quais são as nossas raízes, o que realmente traz firmeza para a nossa vida e também alimento? Com certeza é a palavra de Deus - não simplesmente as letras - mas a palavra revelada pelo Espírito Santo em nós.Os verdadeiros “adoradores radicais”, tem uma vida de busca por mais de Deus na palavra. Não podemos viver apenas de arrepios ou sensações simplesmente à nível de alma,( não que isto seja ruim, creio que isto faz parte também quando somos tocados por Deus), mas existe algo mais profundo que realmente transforma as nossas vidas, é o Espírito gerando vida em nosso espírito e isto vem através da revelação da pessoa de Deus em nós.É importante, após participarmos de reuniões e momentos na presença de Deus sairmos dali com mais fome e sede de conhecer à Deus e fazê-lo conhecido à outros. Jesus era uma pessoa simples e com toda a sua simplicidade nos ensinou como viver uma vida de adoração alicerçada na rocha. Ele estava todo o tempo buscando fazer a vontade de Deus, se doando em amor ao Pai e à toda uma humanidade que até mesmo não o reconheceu como o Filho de Deus. Mas pelas suas raízes , pelo seu alicerce de vida ele perseverou até o fim, mesmo sofrendo tentações, sendo chamado de mentiroso , ele sabia onde ele estava firmado. (Mt 7:26) Uma planta que tem raízes fortes não é levada por ventos de doutrinas (Ef 4:14) Quero te encorajar a manter os olhos em Jesus e buscar conhecer e viver a palavra de Deus. A onda é algo que passa, mas o nosso Deus vai muito além de um movimento momentâneo. Ele quer que o conheçamos e prossigamos em conhece-lo a cada dia.Busque à Deus todos os dias, seja em sua casa , na rua, na igreja. Separe um tempo para você se alimentar da palavra, para oração, para adora-lo. Busque o infinitamente mais na presença de Deus. Seja realmente um radical extravagante!!!!!!!!!!!!!! “Estejam enraizados N’Ele, construam a sua vida sobre Ele e se tornem mais fortes na fé, como foi ensinado a vocês. E dêem sempre graças a Deus.” (Cl 2:7) Por Christie Tristão Ministério Asas da Adoração March 04 Dez Ordenanças Esquecidas
Crédito: www.amigosdonoivo.com.br December 13 Como ficar firme em um mundo relativo?O objetivo principal de nossa vida não deve ser enriquecer, nem estudar, nem constituir família, nem causar uma boa impressão em outros. Estamos aqui para mudar o mundo. Está escrito na Bíblia: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”( Ef 2.10). Deus não nos pôs neste mundo para nos amoldarmos a ele, nem para vivermos sem propósito, mas, sim, para ser uma bênção nele. Se pensarmos dessa maneira, estaremos nos decidindo a influenciar a outros, e não o contrário. Procuremos promover mudanças naqueles que nos cercam, em vez de permitir que ele nos mudem. Aquele que nos criou para sermos uma bênção nos dá duas palavras estimulantes que constituem uma ordem para nós: “FICAR FIRME”. “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo... para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes...”( Ef 6.11, 13, 14). Ficar firme, parados, não bater em retirada. Ficar firme é o oposto de seguir as tendências, agir como “todo mundo”, amoldar-se. É encarar o mundo todos os dias e ficar firme! Nós estabelecemos nossos limites, decidimos tudo aquilo que nunca iremos fazer e como queremos ser. Quando tomamos uma posição firme e decidimos ficar ao lado do que é certo, e contra o que é errado, podemos esperar alguma reações interessantes.
April 21 PEDI E DAR-SE VOS-A - parte IA palavra de Deus nos orienta a pedir para receber. Quem pede recebe, quem não pede não recebe – isso é um princípio. Entretanto, precisamos saber o que pedir, pois, Deus só atende aos pedidos que estão segundo a sua vontade, segundo a Sua palavra. Sendo assim, precisamos pedir de acordo com as Escrituras, pois Elas expressão a vontade do nosso Deus. Eu não vou através desta breve elucidação esgotar esse assunto. Quero apenas despertar você para pensar nisso de forma mais objetiva e então vascular as Escrituras sagradas em busca de preciosas revelações de Deus sobre esse assunto tão presente à nossa vida diária. Sempre que compramos um equipamento, por mais simples que seja ele traz consigo um manual de instrução do fabricante. E nenhuma avaria é ressarcida pelo fabricante se o equipamento não for usado de acordo com as especificações contidas no referido manual. É o famoso “mau uso”. A Bíblia é o manual de instrução do fabricante concernente a nós. Se quisermos funcionar na totalidade da nossa capacidade, sem risco, precisamos funcionar de acordo com ela. Para Ler todo este Estudo Acesse: http://www.santageracao.com.br/ Para Saber Mais Sobre o Ministério Santa Geração: |
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