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Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as OBRAS que eu faço e as fará MAIORES do que estas, porque eu vou para meu Pai.
Jo 14:12

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Ministério de Louvor & Adoração Obras Maiores

Abençoados para Abençoar...Jo 14:12
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October 04

Um Coração Perfeito Torna um Homem Perfeito

 "Temos o desejo ardente de sermos perfeitos diante de Deus?"

"Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus" (Gênesis 6:9).

"Perguntou ainda o Senhor a Satanás: Observaste a meu servo Jó? porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal" (Jó 1:8).

"E seu coração não foi perfeito para com o Senhor seu Deus como o coração de Davi, seu pai" (1 Reis 11:4 e 15:3).

"O coração de Asa foi, todos os seus dias, totalmente do Senhor" (1 Reis 15:14).

Agrupamos quatro homens, sobre todos os quais as Santas Escrituras testificam que foram homens perfeitos ou que seus corações eram perfeitos diante de Deus. Sobre cada um deles as Escrituras também testificam que não foram perfeitos no sentido de impecabilidade absoluta. Sabemos como Noé caiu, como Jó teve de humilhar-se perante Deus, e como lamentavelmente Davi pecou. A respeito de Asa, lemos que houve uma ocasião quando ele agiu insensatamente, tendo dependido dos sírios, e não do Senhor seu Deus; e quando, em sua enfermidade, buscou não ao Senhor, mas aos médicos. A despeito disso, o coração desses homens era perfeito para com o Senhor seu Deus.

Para compreendermos isso, há uma coisa que devemos ter em mente. O sentido do vocábulo "perfeito," em cada caso, tem de ser julgado por aquele período de ensino particular a respeito de Deus, ministrado a Seu povo. O que um pai ou um professor considera como perfeição em uma criança de dez anos, é muito diferente do que chamaria de perfeito a um jovem de vinte anos. Quanto à disposição ou espírito, a perfeição seria a mesma; em seu conteúdo, entretanto quanto às provas pelas quais isso possa ser atestado, haveria grande diferença. Posteriormente veremos como, no Velho Testamento, em realidade nada foi feito perfeito e como Cristo veio a fim de revelar e pôr em prática a autêntica perfeição . Veremos também como a perfeição, segundo nos é revelado no Novo Testamento, é algo infinitamente mais alto, mais espiritual e eficaz, do que sob a antiga dispensação. No entanto, em suas raízes, são a mesma coisa. Deus olha para o coração. Um coração que é perfeito diante dEle é objeto de complacência e aprovação. A consagração total de uma vida à Sua vontade e comunhão, a vida que tem como lema, "Tudo para Deus," mesmo quando o Espírito ainda não tenha sido dado para habitar em seu coração, e aceito pelo Senhor como sinal do homem perfeito.

O ensino dessas passagens bíblicas nos sugerem uma lição muito simples, e também muito penetrante. No registro divino sobre as vidas de Seus servos, sobre alguns deles foi escrito: "Seu coração foi perfeito para com o Senhor seu Deus." Quanto a isso, cada leitor deve perguntar: O que Deus vê e diz a meu respeito? A minha vida, aos olhos de Deus, traz as características de um coração inteiramente consagrado à vontade e ao serviço dEle? Possuo o desejo ardente de ser tão perfeito quanto a graça me possibilita? Coloquemo-nos debaixo da luz penetrante dessa pergunta. Devemos crer que com essa palavra, "perfeito," Deus tem em mente algo muito real e verdadeiro. Não evitemos a sua força, nem nos escondamos de seu poder condenador, apelando para o recurso de que não entendemos perfeitamente o que isso quer dizer. Primeiramente precisamos aceitá-lo, e então entregar nossas vidas a ela, antes de poder compreendê-la. Ninguém pode insistir demasiadamente que, nem na Igreja em geral e em seu ensino, nem na vida particular do crente, pode haver esperança de compreender o que seja a perfeição, enquanto não considerar tudo como perda, com a finalidade de apreender, viver, aceitar e possuir essa perfeição.

Isto, porém, podemos compreender. Aquilo que faço com coração perfeito, faço-o com amor e prazer, voluntariamente, e com todas as minhas forças. Isso implica na firmeza de propósitos e na concentração de esforços que torna tudo subordinado ao objetivo único de minha escolha. Isso é o que Deus pede e o que Seus santos têm dado. É o que nós devemos dar.

Aquele que deseja reunir-se a mim seguindo a Palavra de Deus, no ensino da Sua vontade sobre a perfeição, deve fazer a si mesmo estas perguntas:

  • Poderá Deus dizer a meu respeito o que declarou de Noé, Jó, Davi e de Asa, que meu coração é perfeito diante dEle?
  • Já me entreguei totalmente a ponto de poder afirmar que nada deve haver, nada de qualquer categoria, capaz de dividir o meu coração que pertence a Deus e Sua vontade?
  • O meu objetivo é ter um coração perfeito diante de Deus?
  • É o desejo da minha fé, esperança e a minha oração?
  • Se assim não tem sido, que isso seja uma realidade a partir de hoje.

Que seja sua a promessa da Palavra de Deus: "Ora, o Deus da paz... vos aperfeiçoe em todo bem" (Hebreus 13:20,21). O Deus cujo poder ultrapassa tudo quanto pedimos ou pensamos lhe abrirá a bendita possibilidade de uma vida, da qual Ele mesmo poderá dizer: "Seu coração era perfeito para com o Senhor seu Deus."

A Medida da Fé!

8 formas de medir a fé:

Romanos 12:3 - cada homem possui uma medida de fé. Então, todos receberam uma medida. O que cada um faz com essa medida fica à critério de cada indivíduo.

As 8 medidas de fé:

1. Deuteronômio 32: 20 - Deus disse que os filhos de Israel eram filhos em quem não havia fé

(lealdade).

2. Mateus 6:30 - homens de pequena fé.

3. Romanos 4:19 - fracos na fé.

4. Tiago 2:17 - fé morta, sem obras

5. Atos 6:5 - Estevão foi um homem cheio de fé.

6. Tiago 2:5 - rico na fé.

7. Romanos 4:20 - forte na fé.

8. Mateus 8:10 - Jesus disse que o centurião era um homem de grande fé.

A Bíblia diz que devemos crescer em algumas coisas, tais como:

1. Efésios 4:15 - crescer nEle.

2. 1 Pedro 2:2 - crescer espiritualmente.

3. 2 Pedro 3:18 - crescer em graça e no conhecimento de Deus.

4. Hebreus 12:2 - crescer em sua fé.

2 Tessalonicenses 1:3 - damos graças a Deus continuamente porque a sua fé cresce muitíssimo.

2 Coríntios 10:15 - o apóstolo Paulo fala sobre o que vai acontecer quando a fé deles aumentar.

Fé Provada:

Tiago 1:2-4 - sua fé é provada. Tiago diz, "Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Tenha porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma."

Como podemos ter fé?

Romanos 12:3 - você recebeu uma medida de fé. Agora ela precisa crescer. Tudo na sua vida Cristã depende da sua fé.

A sua única limitação é a sua fé.

Romanos 10:17 - a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.

Sua fé cresce ao ser exercitada.

Impedimentos a fé

O maior impedimento a fé é o seu próprio raciocínio humano.

Mateus 16:8 - "E Jesus, percebendo isso, disse: Por que arrazoais entre vós, homens de pequena fé?"

August 05

A Casa do Pai!

O mundo hoje está vivendo uma crise de identidade. Na realidade hoje nada se cria, tudo se copia. Existem padrões estabelecidos pelos próprios homens, que de alguma maneira têm gerado pessoas sem identidade. Um bom exemplo disso são os modismos nas áreas de: estética, vestuário, alimentação, vocabulário, entre tantas outras coisas.

Infelizmente, esta é uma debilidade que tem atingido a igreja. Creio que uma das maiores interrogações hoje é: QUEM SOU EU?

"Lembrem-se, porém disto, que se um pai morrer e deixar uma grande riqueza para seu filho pequeno, esta criança até crescer não é muito melhor do que um escravo, apesar de possuir efetivamente tudo quanto seu pai tinha. Ele tem de fazer aquilo que seus tutores e administradores mandarem, até atingir a idade determinada por seu pai. E era assim que acontecia conosco antes da vinda de Cristo. Éramos escravos das leis e das cerimônias judaicas, pois pensávamos que elas podiam nos salvar. Mas quando chegou o tempo certo, o tempo determinado por Deus, Ele enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido judeu, para comprar liberdade para nós que éramos escravos da lei, a fim de que Ele nos pudesse adotar como seus próprios filhos. E porque nós somos seus Filhos, Deus mandou o Espírito de seu Filho aos nossos corações para que tenhamos o direito de falar de Deus como nosso querido Pai. Agora não somos mais escravos, mas verdadeiros filhos de Deus. E uma vez que somos seus filhos, tudo quanto Ele tem nos pertence, pois foi assim que Deus planejou." (Gálatas 4:1-7 B.V)

Deus sempre sonhou com essa relação "pai e filho". Tanto que o quesito de herança surgiu a partir Dele. Somos herdeiros da identidade de Deus, e desta forma expressamos porções de Seu caráter às pessoas.

Aquele que me odeia, odeia também a meu Pai. Jo 15:23

Somos uma extensão do Pai aqui na terra.

"Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar." Jo 16:15

Somos testemunhas vivas de tudo quanto nosso Pai possui. Tal qual podemos observar uma criança e detectar traços do caráter paterno, das condições físicas e financeiras, assim também, quando o mundo nos observar, deverá testemunhar dos atributos adquiridos de uma vida na presença de Deus

"JESUS falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a Ti;" Jo 17:1

É Ele quem nos dá a autoridade e as propriedades de um filho de Deus. É Ele quem estabelece a paternidade.

"Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim." Jo 17:25

Quanto mais conhecemos este Pai, mais nos identificamos com Ele e também, refletimos sua essência para o mundo.

"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai." Rm 8:15

Ele quem nos escolheu e nos designou. Ele quem nos adota e nos retira desta posição de criaturas e escravos. É Ele quem nos abraça e nos permite chamá-lo de Papai.

"E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso." II Co 6:18

A figura paterna é muito importante para compreendermos esta realidade. Fica aqui uma mensagem: Pais, procurem perceber a importância da imagem que vocês passam para os seus filhos.

Filhos, ainda que seus pais não correspondam ao que vocês compreendem como paternidade, fixem os olhos no nosso Pai Celestial, que é o verdadeiro criador e pai de todos.

Lembrem-se, nós fomos feitos filhos de Deus. Não somos órfãos nem estamos sem exemplos a serem seguidos. Sua paternidade é o nosso maior exemplo.

O clamor por pais espirituais

O clamor por pais espirituais.

De acordo com a Bíblia nós passamos por três estágios espirituais em nossa vida: de filhinhos a jovens e depois a pais. Em cada ponto da nossa jornada, funcionamos de uma maneira específica e temos tarefas distintas a cumprir.

"Filhinhos, eu lhes escrevo porque vocês conhecem o Pai. Pais, eu lhes escrevi porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi... porque vocês venceram o maligno." (1 João 2.12-14)

O clamor do coração de Deus é para que alcancemos a paternidade, não apenas para que sejamos homens fortes que saibam como vencer o maligno, mas por pais que realmente conheçam a Deus e que se coloquem à disposição para servir como pais para a igreja. Se os homens e mulheres se tornassem pais e mães fortes de acordo com o padrão bíblico - em casa, na igreja e na sociedade - a maioria dos nossos problemas sociais desapareceria e o império de Satanás seria severamente restringido. A paternidade é o fundamento sobre o qual Deus escolheu construir a estrutura da sociedade. E isto deriva de Deus, o nosso Pai.

Visto que a paternidade é crucial para o padrão de Deus, ele estabeleceu uma base de treinamento natural que consiste em "estágios de crescimento" (filhos - jovens - pais).

Vamos nos tornar pais espirituais à medida que passarmos por estes estágios. Somente depois disto recebemos o coração e a percepção de um verdadeiro pai.

May 15

O Avivamento do País de Gales!

Parte III – Quando o Fogo Caiu
 
 
De acordo com alguns estudiosos, o avivamento no País de Gales, um minúsculo principado da Grã-Bretanha, que ocorreu de 1904 a 1905, foi um dos maiores avivamentos na história, dado o curto tempo de duração e o impacto que causou, não só nas regiões circunvizinhas, mas através do mundo inteiro. Sem dúvida alguma, foi um dos grandes acontecimentos que viriam a marcar significativamente o início do século XX. Nesta série de artigos, o foco principal será como Deus usou instrumentos comuns para trazer acontecimentos extraordinários.


Depois da “grande reunião de Blaenanerch”, em 29 de setembro de 1904, que foi descrita na Parte II desta série, Evan Roberts tentou voltar para os seus estudos em Newcastle. Mas o fogo que Deus acendera no seu coração, quando o “dobrou” aquele dia, continuou a arder, e tanto ele como seu colega de quarto, Sydney Evans, tiveram dificuldades para se concentrar nas suas lições de grego. Um desejo ardente de ganhar almas os consumia.
O diretor da escola preparatória (para o exame de admissão para o seminário), Evan Phillips, era veterano de um outro avivamento, muitos anos antes, em 1859. Descrevendo os acontecimentos daqueles dias, ele disse: “Evan Roberts era como uma pedra radioativa no nosso meio. Havia um fogo que emanava dele e que consumia, tirava o sono, desentupia os canais de lágrimas e impelia as pessoas à oração”.

Deus Fala em Visão
Num certo domingo à noite, no mês de outubro, durante o culto na capela, Evan teve uma visão insistente.

Vi, claro como se estivesse diante dos meus olhos, a sala de aula da minha antiga escola na vila onde fui criado. Lá, sentados em fileiras, estavam alguns ex-colegas junto com muitos outros jovens, e eu estava discursando para eles. Impaciente, tentei apagar a visão, sacudir minha cabeça e voltar à realidade, mas ela insistia em voltar vez após vez. Ouvi, então, uma voz no meu ouvido interior, tão clara como qualquer voz que já ouvira, dizendo: “Vá falar com essas pessoas”.
Durante muito tempo, eu não quis aceitar. Contudo, a pressão foi aumentando e aumentando. Não consegui ouvir uma palavra do sermão daquele culto. Finalmente, não consegui mais resistir e respondi a Deus: “Bem, Senhor, se for a tua vontade, irei”.
No mesmo instante, a visão desapareceu, e toda a capela ficou cheia de uma luz tão ofuscante que mal conseguia distinguir o pastor no púlpito. Entre mim e ele havia uma glória como a luz do sol no céu.

Logo depois, Evan foi conversar com o diretor da escola, Evan Phillips. “Estou ouvindo continuamente uma voz, dizendo que devo voltar para casa e falar com os jovens de lá sobre Cristo. Será que é a voz do Espírito ou a voz do diabo?”
“O diabo não traz tais pensamentos para nós”, aconselhou-o sabiamente o diretor. “Você ouviu a voz do Espírito.”

Uma Recepção Fria
Evan Roberts chegou em casa numa segunda-feira, dia 31 de outubro de 1904. Ninguém o estava esperando.
“O que você está fazendo aqui?”, os pais lhe perguntaram. “Você não deveria estar na escola? Está doente?”
“Eu vim aqui para fazer umas reuniões especiais com os jovens”, ele respondeu.
“Mas estivemos no culto ontem à noite, e o pastor não disse nada a respeito”, contestaram.
“Ele ainda não sabe”, foi a resposta de Evan.
Em seguida, foi conversar com o pastor. Contou-lhe que viera trazer uma palavra de Deus para os jovens. O pastor foi um pouco relutante. Disse que o solo era cheio de pedras e que não seria uma tarefa fácil. Se ele quisesse, porém, poderia conversar com aqueles que se dispusessem a permanecer depois da reunião de oração, naquela mesma noite.
Era uma reunião de oração. Assim que o pastor despediu as pessoas, Evan se levantou. Apenas dezessete pessoas ficaram, talvez em parte por sentirem pena do moço que estava em pé, desajeitado, lá na frente.
A reunião não foi muito fácil. Evan contou sobre a visão que tivera, sobre as suas experiências e sobre sua convicção de que logo Deus enviaria um poderoso avivamento. As pessoas não correspondiam muito, e Evan parou para orar três vezes durante seu longo apelo. Apesar da relutância que os ouvintes tinham em confessar publicamente a sua fé, quando a reunião foi encerrada às dez horas da noite, todos haviam levantado e confessado a Cristo, inclusive um irmão e três irmãs da sua própria família.
O resultado foi uma grande mudança no ambiente em sua casa. Começaram a fazer o culto doméstico e, uma semana depois, durante uma reunião de oração, o pai de Evan orou em voz alta pela primeira vez. Um dos maiores avivamentos da história estava alcançando, logo no começo, a própria família daquele que seria o seu maior líder.
O pastor ficou tão impressionado com a primeira reunião que convidou Evan para falar novamente na terça. E assim continuou durante toda aquela semana, com um número de participantes cada vez maior.

Uma Palavra de Deus Que Virou Fundamento
Na quarta-feira, depois do culto, um grupo ainda continuou com ele até mais tarde. “Eu tenho uma palavra de Deus para vocês”, Evan lhes declarou.
A palavra tinha quatro pontos. Naquela noite, com certeza, ele não imaginava que esses quatro pontos passariam a ser o fundamento e a linha mestra de todo o avivamento que estava prestes a irromper em Gales. Os quatro pontos eram estes:
1. Arrependa-se de todo pecado conhecido e abandone qualquer hábito duvidoso. É preciso haver confissão e arrependimento. Se houver alguma coisa em sua vida que cause dúvida, se não tem certeza se está certa ou errada – então, elimine-a imediatamente!
2. Reconcilie-se, se houver alguma barreira com qualquer pessoa. Restitua, se tiver causado prejuízo a alguém. Acerte qualquer mal, não deixe nenhuma sombra. Não podemos ser perdoados por Deus, se não perdoarmos nosso irmão.
3. Obedeça ao Espírito imediatamente. Faça o que o Espírito o inste a fazer. Se quisermos a presença dele, devemos oferecer-lhe obediência pronta, implícita, inquestionável.
4. Confesse a Jesus publicamente. Não é um ato único, após a conversão. É um estilo de vida.

Eram pontos simples e objetivos. Ele estava descrevendo a essência do cristianismo. Você pode ser livre dos seus pecados. Você pode ter certeza de que seus pecados foram perdoados. Depois, comece a andar com Deus. Ouça o que ele vai lhe dizer. Obedeça-lhe. E, finalmente, fale com os outros a respeito do que ele fez em sua vida.

A Vinda do Espírito
Na sexta-feira daquela primeira semana, o culto estava cheio. Havia jovens e velhos, pessoas de várias igrejas e denominações. Evan descreveu o que aconteceu nessas primeiras reuniões da seguinte forma:
A grande marca desta obra de Deus é que as pessoas estão sendo despertadas e estão aprendendo a obedecer. Aquelas que já eram religiosas tiveram uma experiência nova e muito abençoada. Nunca imaginaram a alegria que vem quando se confessa Jesus abertamente.
Solicitei essas reuniões para falar com jovens, mas os adultos e velhos estão correndo para participar também.

No domingo, o pastor pediu a Evan para continuar por mais uma semana. À noite, ele falou com o povo sobre a importância da obediência. Ele enfatizou:
Estou entregando esta reunião nas mãos do Espírito Santo. Lembre-se: o Espírito Santo não é “alguma coisa”, é uma pessoa. Quando entrego a reunião nas suas mãos, estou entregando nas mãos de uma pessoa.

Durante a reunião, que durou seis horas, Evan circulou entre as pessoas, instando com elas para confessarem a Jesus. No final, ele pediu que apenas as sessenta e tantas pessoas que haviam confessado a Jesus ficassem mais um pouco. Por volta da meia-noite, ele lhes pediu que orassem, uma após outra: “Envie o Espírito Santo agora, por amor a Jesus”. Cada pessoa fazia essa oração em voz alta. Depois que todos oraram, começaram outra vez, orando assim: “Envie o Espírito Santo agora, com mais poder, por amor a Jesus”.
Enquanto oravam assim, duas mulheres foram batizadas no Espírito Santo e gritavam de alegria. Em seguida, houve um derramamento geral. Alguns clamavam por misericórdia. Outros ficavam prostrados em agonia de convicção, ou até desmaiavam. O barulho era uma mistura de choro, clamor, cânticos e louvor; jamais se ouvira algo semelhante naquele lugar. Eram mais de três horas da manhã quando Evan finalmente chegou em casa. E assim terminou a primeira semana do grande Avivamento de Gales.

Reuniões de Poder e Reuniões de Batalha
Segunda-feira, dia 7 de novembro, era o dia da reunião de oração. Como em tantas outras igrejas, era uma das reuniões menos freqüentadas da semana. Mas, naquele dia, a capela estava superlotada pela primeira vez na sua história. Evan Roberts pregou sobre o último capítulo de Malaquias.

Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas... (Ml 4.2)

Evan espantou os ouvintes ao declarar com ousadia que essa Escritura seria cumprida imediatamente no País de Gales. Era como Jesus, quando leu Isaías 61.1-3 na sinagoga no início do seu ministério (Lc 4.21) e declarou que aquela profecia havia se cumprido diante dos olhos deles. Evan Roberts também era um jovem, conhecido por todos em sua cidade como simples trabalhador nas minas de carvão. Como o povo acreditaria em suas palavras?
Deus, entretanto, tratou de confirmar sua presença. Novamente, Evan levou as pessoas a orar, uma após outra, para “Deus enviar o Espírito Santo agora, por amor a Jesus”. Depois de completar uma rodada completa, começaram de novo. Antes de completar a segunda vez, a congregação inteira sentiu uma “influência irresistível”. Alguns ouviram um forte estrondo, “o lugar ficou temível”. Muitos clamavam e choravam em agonia. O senso da presença do Espírito estava muito forte.
Porém, na noite seguinte, terça-feira, o ambiente ficou pesado na reunião. Dispuseram-se a orar, mesmo assim, e perseveraram até às quatro da manhã. A mãe de Evan foi embora antes do final, reclamando que estava muito tarde e que todos teriam de trabalhar logo de manhã. No outro dia, porém, Evan e seu irmão encontraram a mãe em agonia, chorando em desespero, por ter perdido uma oportunidade de vigiar junto com seu Senhor. Ela sentiu a dor e a solidão de Jesus no Getsêmani, pouco antes da cruz, quando seus discípulos não conseguiram permanecer com ele. Era como se ela tivesse abandonado o Senhor num momento crítico semelhante àquele.
Deus estava ensinando ao povo que nem todas as reuniões são de gozo e poder, como na noite anterior. Às vezes, ele precisa trabalhar no silêncio, na batalha, na aprendizagem da perseverança.
Ao mesmo tempo que isso estava acontecendo em Loughor, a cidade de Evan, Deus estava operando simultaneamente em vários outros lugares em Gales. De forma totalmente independente, sem um instrumento humano para levar de um lugar para outro, o Espírito estava agindo soberanamente, visitando vidas, trazendo arrependimento e profundas conversões. As chamas realmente estavam espalhando-se rapidamente.

Um “Caos Organizado”
De acordo com um dos historiadores do avivamento, as reuniões deste ponto em diante poderiam ser descritas como um “caos organizado”, controlado pelo Espírito. Não havia ordem humana, nem tentavam mais dar abertura à reunião ou fazer um planejamento. Eram caóticas, em termos da lógica humana, mas havia uma perfeita ordem do Espírito.
Uma pessoa se levantava para citar uma passagem bíblica, enquanto outras sentiam-se tocadas pelo Espírito e clamavam por misericórdia, em arrependimento. Depois, como se alguém tivesse dado um sinal, todos começavam a cantar.
Evan não pregava no sentido convencional. Talvez sentisse uma certa repulsa pela retórica humana da maioria dos pregadores da época, que era muito popular nas igrejas. Ele se comunicava com o povo em sua própria linguagem.
“Este é o caminho”, ele dizia. “O que eu experimentei, você também pode receber. É possível, você poder receber o que eu tenho. É excelente, é maravilhoso, é brilhante. Transformará sua vida”.
Ele era muito real e prático. Suas palavras geravam uma ressonância no coração deles; o calor, a simplicidade, a intensidade os cativava. Era impressionante como as pessoas correspondiam, como gente de todas as idades e de todas as denominações vinha e era tocada por Deus.
Ao ver alguns confessando os pecados, outros percebiam que Deus podia perdoar-lhes também e transformar suas vidas. Enquanto clamavam a Deus, as emoções cresciam.
Tudo isso era mesclado com a trilha sonora dos hinos galeses. Quando os galeses cantavam seus grandes hinos, agora com o entusiasmo e o fogo do Espírito Santo, não havia nada igual. Eram composições e letras, em grande parte, dos metodistas do século dezoito. Faziam parte, podemos dizer, do próprio DNA do povo galês. Agora, porém, incendiadas pelo Espírito Santo, as pessoas estavam percebendo, pela primeira vez, o verdadeiro significado da letra que haviam cantado por décadas.
Um grande mover de Deus estava nascendo. Como Evan Roberts e os outros líderes enfrentariam o enorme poder contido nesse mover e os perigos que o acompanhariam? Continuaremos a seguir a sua trajetória no próximo capítulo.


Extraído do site www.reviveourhearts.com, do ministério de Nancy Leigh DeMoss, do texto “When the Fire Fell” (Quando o Fogo Caiu), de Maurice Smith, www.parousianetwork.org. e do livro “O Mundo em Chamas”, de Rick Joyner, Shemá Produções.
 
 
May 12

Procura-se um Coração em Chamas!

Para o líder cristão, não existe nenhuma alternativa para o Espírito Santo. É necessário que o líder tenha um coração abrasado pelo amor a Deus e aos homens. Como afirmou Dr. George W. Peters: “Deus, a igreja e o mundo estão à procura de homens com corações em chamas – corações cheios do amor de Deus; cheios de compaixão pelos males, tanto da igreja quanto do mundo; cheios de paixão pela glória de Deus, o Evangelho de Jesus Cristo e a salvação dos perdidos”.


 


“A resposta de Deus”, acrescenta ele, “para um mundo cheio de indiferença, materialismo, frieza e escárnio são corações ardentes nos púlpitos, nos bancos das igrejas, nas escolas bíblicas e nos colégios e seminários cristãos.”


 


Se você é um líder cristão, e o seu coração não está ardendo em chamas, com toda certeza a maioria dos membros de sua igreja terá um coração morno, que pouco ou nenhum impacto tem sobre o mundo. As nossas comunidades não se impressionam muito com nossos programas e infindáveis atividades. Para ter impacto sobre a comunidade, precisa ter algo além de uma igreja ativista, preocupada em atender e ajudar os visitantes. Precisa ser uma igreja em chamas, liderada por homens que têm o ardor de Deus em seus corações.


 


Samuel Chadwick, o falecido presidente do Cliff College, da Inglaterra, era uma “sarça ardente”. A partir do momento em que ficou cheio do Espírito, “milagres da graça divina eram realizados através da influência de uma vida que passou a ser incendiada pelo fogo de Deus”. Francis W. Dixon conta como “o poder de sua pregação e a influência moral dos membros de sua igreja foram tão poderosos, que o próprio Chefe de Polícia reconheceu publicamente como a cidade inteira ficara livre de crimes pela influência de homens e mulheres que haviam sido incendiados pelo amor de Deus”.


 


Dizem que uma vez um colega pastor perguntou a John Wesley, mensageiro do coração ardente, o que devia fazer para aumentar sua igreja. Ele respondeu: “Se o pregador estiver em chamas, todo o mundo virá para vê-lo queimar”.


 


Um dos biógrafos de Wesley o descreveu como um homem “sempre ofegante, correndo sem parar atrás das almas perdidas”. No túmulo de Adam Clarke, um dos primeiros estudiosos metodistas e um discípulo de Wesley, estão inscritas estas palavras: “Vivendo para os outros, fui totalmente consumido”.


 


Há um século, T. DeWitt Talmage escrevia: “Hoje, acima de qualquer outra necessidade, nos falta o fogo – o fogo sagrado de Deus, queimando nos corações dos homens, estimulando suas mentes, impelindo suas emoções, emocionando suas línguas, brilhando em seus rostos, vibrando em seus atos, expandindo seu potencial intelectual e fundindo todo o seu conhecimento, lógica e retórica em uma grande corrente inflamada. Que esse batismo de fogo venha sobre nós a fim de que milhares entre nós, que até hoje não passaram de ministros fracos e convencionais, sem qualquer contribuição marcante e que seriam facilmente esquecidos da memória da humanidade, sejam transformados em poderosos instrumentos de Deus”. Essa descrição continua tão válida hoje quanto naquela época.


 


Alguns anos atrás, quando a Polônia vivia sob o regime comunista, um soldado polonês comentou com o Dr. Harold John Okenga: “Existe na Polônia uma corrida entre o comunismo e o cristianismo. Aquele que conseguir transformar sua mensagem em uma chama de fogo ganhará”.


 


Um cristianismo sem paixão não conseguirá apagar as chamas do inferno. Para combater o fogo de uma floresta é necessário iniciar um outro incêndio para ir ao seu encontro. Um líder apático nunca conseguirá inflamar os outros. E um líder jovem sem ardor, como poderá acender a chama no coração dos outros jovens? Enquanto não formos inflamados, não conseguiremos alcançar o coração das pessoas. O bispo Ralph Spaulding Cushman orava:


 


Inflama-nos, Senhor, sacode-nos, nós te suplicamos!


Enquanto o mundo perece, nós, indiferentes,


Seguimos o nosso caminho


Sem rumo, sem paixão, dia após dia


Inflama-nos, Senhor, sacode-nos, nós te suplicamos!


 


Não há uma necessidade maior que essa em nossas igrejas e escolas hoje. Não basta ter uma fé cristã e bíblica; temos de ser possuídos por Cristo, totalmente tomados por seu amor e sua graça, inteiramente inflamados por seu poder e glória. Cada pequenina parte do nosso ser, como diz certo hino do passado, precisa estar incandescente com o fogo divino. Não é suficiente ter a lenha, não é suficiente ter o altar, não basta ter o sacrifício – precisamos do fogo! Oh, fogo de Deus, desce novamente sobre nós! Faz-nos arder, Senhor, inflama-nos totalmente!


 


Se quisermos ser uma força irresistível para Deus, no lugar onde ele nos colocou, precisaremos do batismo de fogo do Espírito Santo. Se quisermos despertar nossas igrejas sonolentas, precisaremos que aquele fogo, que veio sobre cada um que esperava no cenáculo no dia de Pentecostes, desça agora sobre nós. Você precisa disso, e eu preciso disso.


 


Num comovente artigo, intitulado “Queima Incessantemente, Fogo de Deus”, T. A. Hegre escreveu: “É de fogo que precisamos, fogo para derreter nossas emoções geladas e passivas, fogo para nos impelir a fazer algo em favor daqueles que descem diariamente à sepultura sem Cristo. Incontáveis milhões estão morrendo sem que ninguém lhes tenha falado do Evangelho, porque nós cristãos estamos apagados. Precisamos de fogo, do fogo do Espírito!”


 


Não precisamos de fogo fanático ou humano, que não glorifica o nome santo do Senhor. Precisamos é do fogo sagrado, daquele fogo que o Espírito traz e que usa para nos batizar. Precisamos do fogo e do zelo da igreja primitiva, quando praticamente todos os cristãos estavam prontos, se necessário fosse, a se tornarem mártires por Cristo.


 


Num sermão contundente, John R. Rice censurou nossa falta de fogo. “Ouçam, não são os pecadores que são duros. O problema de dureza está no coração dos pregadores. Os professores das escolas bíblicas, os diáconos, os obreiros e os superintendentes é que são duros. É mais fácil salvar uma alma e converter um bêbado ou uma prostituta do que inflamar um pregador para ganhar almas.”


 


George Whitefield foi grandemente usado por Deus, junto com John Wesley, quando viraram a Inglaterra de ponta-cabeça e, pela graça de Deus, evitaram que as Ilhas Britânicas passassem por uma réplica da Revolução Francesa. Diziam a respeito de Whitefield: “Desde o tempo em que começou a pregar, ainda garoto, até à hora de sua morte, nunca deixou que sua paixão se abatesse. Até o final de sua notável carreira, sua alma foi como uma fornalha ardente de dedicação em favor da salvação dos homens”.


 


Sua alma como uma fornalha ardente! Ah, aqui está o segredo! O problema trágico é que estamos tentando conduzir o povo de Deus com corações que nunca foram inflamados ou que perderam o ardor. Elias orou até o fogo descer sobre o monte Carmelo. E, então, os apóstatas caíram de joelhos e clamaram: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” (1 Rs 18.39).


 


Pode o fogo da Shekiná, que fez chamejar a sarça no deserto, atear fogo em nossos corações, até que sejamos sarças ardentes por Deus? (Êx 3.1-3). O fogo da Shekiná no monte Sinai difundiu-se pelo corpo de Moisés até que sua face refletisse a glória de Deus (Êx 34.29,30). Podemos nós nos aproximarmos de Deus até que o fogo da Shekiná comece a transfigurar nossos vasos de barro e as pessoas possam ver o reflexo da glória de Deus sobre nós e em nós?


 


Pode o fogo da Shekiná, que Ezequiel viu afastar-se passo a passo de Israel, voltar para nós hoje? (Ezequiel, capítulos 10,11). Ele voltou sobre os 120 que se encontravam no mesmo lugar, no cenáculo (At 2.1-21). Se precisássemos passar dez dias para buscar a face de Deus, seríamos mais do que recompensados se no final fôssemos inflamados por ele.


 


Mas esse batismo não vem por meio de esforços, méritos ou simulações. Só Deus pode batizar com fogo. Só Deus pode enviar a Shekiná. Só Deus pode satisfazer suas necessidades e as minhas. Já labutamos muito tempo sem esse fogo. Temos ficado muito aquém da glória de Deus, por causa da falta dele. Temos deixado nossas igrejas praticamente impassíveis, inalteradas, por falta da chama.  


 


Nós não podemos acender esse fogo. Não podemos criá-lo por nós mesmos. Mas podemos humilhar-nos diante de Deus, com toda a honestidade e lisura, e confessar nossas carências. Podemos buscar a face de Deus, até que sua poderosa lanterna alumie nossos corações e nossas vidas e mostre o que neles nos impede de sermos capacitados e cheios de sua vida.


 


 O fogo santo de Deus desce somente sobre os corações preparados, obedientes e famintos. Talvez a necessidade que está por baixo de todas as necessidades é que não estamos suficientemente famintos ou sedentos, nem somos intensos em nosso desejo.


 


Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem” (Lc 11.13).


March 19

Como Liderar uma equipe adoradora?

Há alguns meses estive fazendo pesquisas e estudos na área da adoração, e tive a oportunidade de aprender preciosas lições sobre a liderança de uma equipe de adoradores. Tenho visto a fome das pessoas por material que trate deste assunto, assim como eu sempre tive. Bem... com este artigo não tenho a pretensão de tratar o tema com profundidade, mas, com certeza, proporcionarei uma boa ajuda aos leitores comentando e respondendo à grande questão: “Como liderar uma equipe adoradora?” Vamos lá.

Primeiramente, seja um líder que recebe instruções de Deus, seja um líder sensível à voz do Pai, um líder em constante contato com ele. Gaste tempo, tempo e mais tempo falando com Deus, conhecendo a sua vontade. Este contato ou relacionamento deve ser sempre constante.

Trabalhe com pessoas que são mais compromissadas com Deus do que com seus instrumentos. É preferível ter um músico com o coração voltado para Deus do que 10 músicos que não sabem o que é ministrar diante do Senhor. Ore para que Deus envie estas pessoas ao seu ministério.

Adore a Deus também nos ensaios. Assim, quando o grupo for ministrar diante da congregação, ele se sentirá muito mais confortável para levar as pessoas à presença de Deus. Além do mais, na adoração dos ensaios, o grupo também é “treinado”, adquirindo discernimento, experiência, coragem, segurança, direção de Deus, revelação etc. Tente fazer isto e sinta a diferença!

Saiba escolher músicas que levem você à presença de Deus. Se você é levado à presença de Deus por elas, há uma grande chance de a congregação também ser levada à sua presença. Tome cuidado com cânticos que desviam as atenções de Deus. Lembre-se sempre: Ele é o centro de tudo!

Conclusão

Caro leitor, há vários outros tópicos que serão discutidos em outros artigos, porém, creio que este texto pode dar uma “luz” à sua vida como líder. Se você está à frente de uma equipe de adoradores, ponha em prática os itens estudados acima e veja a diferença após algum tempo. Leve o seu grupo a estar sempre sintonizado com a vontade de Deus. Aleluia!

O Culto é Para Deus!

O culto a Deus é o ato mais importante na vida de nós, cristãos, pois fomos feitos para o louvor da sua glória”

Como é triste perceber que o real significado da palavra “culto” se perdeu nos dias de hoje. Muitos vão à Casa do Senhor para encontrar com os amigos, para conversarem durante todo o culto, atrapalhando consideravelmente o pregador. Pessoas que procedem dessa forma, certamente deixam de ser abençoadas. E depois reclamam que Deus não as ouve. Quando, na verdade, são elas que não querem dar ouvidos à voz de Deus. Elas só querem receber as bênçãos, mas não querem adorar ao Senhor das bênçãos.

É freqüente observar pessoas reclamando do culto, da mensagem, observando quem entra e sai do Templo, ou, ainda, reparando a roupa dos outros, comentando e rindo como se estivem em casa. Aliás, estão em casa, só que não é qualquer casa. É a Casa de Deus e deveriam respeitá-la como tal.

Muitos quando não se agradam da ministração do louvor, por exemplo, vão logo se assentando, fazem “cara de poucos amigos”, como se os ministrantes tivessem que tocar somente o que eles gostariam de ouvir. Mas as músicas não são ministradas para nós. O louvor e a adoração são totalmente voltados e dedicados ao nosso Deus. Ao único que é digno de toda honra e glória. Aleluia!

O culto a Deus é o ato mais importante na vida de nós, cristãos, pois fomos feitos para o louvor da sua glória (Ef 1.6). O culto não é um ato humano, mas um ato divino. E isso é a chave para compreendermos a dimensão do culto cristão. A importância de adorar a Deus, de exaltá-lo, de falar com ele, de ouvir a sua doce voz e de, principalmente, termos reverência quando estamos na presença dele. Quando entendermos isso, certamente a nossa atitude será diferente diante de Deus, pois “Deus é Espírito, e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24).

Quem sabe você tem ido à Casa de Deus com tantos objetivos, menos o de adorá-lo. Comece a mudar as suas atitudes. São atitudes simples, mas que fazem a diferença na sua vida espiritual. Quando você pensar em reclamar dos louvores que estão sendo ministrados no decorrer do culto, lembre-se que eles não são para você, mas para Deus. Quando lhe pedirem para aplaudir ao Senhor, aplauda-o com intensidade. Quando for louvá-lo, louve-o com alegria, com vontade. Levante suas mãos, dê brados de louvor a ele. Solte sua voz. Não fique de braços cruzados ou se distraindo com pequenas coisas. Dê o seu melhor para Deus.

December 28

A Integridade do Líder

“Não há lugar oculto para uma carpa dourada no aquário”. Ditado Chinês Você é um líder. Ficou surpreso com o impacto da palavra Líder? Antes de estar na posição de líder, talvez você tenha pensado que os Líderes tinham uma vida sobre-humana, vivendo numa relação face a face com Deus como Moisés e que suas idéias eram absolutas e suas respostas perfeitas, sem ambivalências. O tempo passou e, quando menos percebemos, fomos chamados a assumir uma posição de liderança e sentimos a mesma insegurança que Moisés ou Josué: Eu??? Líder??? Não Senhor, deve haver algum engano... Chegar à posição de guiar outras pessoas não é algo que acontece subitamente, é uma evolução a que vamos nos acostumando e seguimos sem que haja uma reflexão mais profunda dos papéis que assumimos e também da necessidade de uma evolução ética, essencial para a nova etapa. Assim como um prédio mais alto precisa de alicerces mais profundos, um líder com mais influência precisa de um padrão ético mais firme na Rocha. Quando nos damos conta de que muitas pessoas se apóiam em nossa Visão para construírem - total ou parcialmente - a sua definição pessoal, percebemos uma desconfortável sensação de poder que se opõe à insegurança e à fragilidade de estar na frente, sendo avaliado pelo que faz ou decide não fazer. Ao mesmo tempo, nós também precisamos também de direções: “Que condições Deus nos apresenta para seguir crescendo dentro da Sua Visão? Quais armadilhas que o cristão precisa atravessar para fazer a Sua Vontade aqui na Terra como ela é feita no Céu?” A resposta está na busca da Integridade. Integridade “O que você não quiser comer, não cheire”. Ditado Nigeriano. Sua liderança depende de sua Integridade. O vocábulo “Integridade” vem do latim “Integrare” que significa “fazer inteiro, uno, total” por exemplo: integrais são números inteiros, integrar é combinar as partes em algo único, holístico, um total. Então Integridade tem a ver com totalidade, unicidade, indivisibilidade. Uma pessoa íntegra ou de Integridade é a que é una, a mesma: O que ela diz é o mesmo que ela faz. O que ela é em público é o mesmo em sua vida privada. As duas coisas são uma só e não duas. Na verdade, os maiores problemas de caráter acontecem nas menores coisas. Quando o cristão começa sua jornada de guiar outras pessoas percebe-se tendo que encarar sentimentos, impulsos e limitações que nunca imaginou que enfrentaria quando chegasse a tal posição. Há uma relação direta entre ser um cristão e apontar o caminho para outras pessoas. Por isso nos referimos a cada cristão como um líder. As tentações não se materializam como grandes desafios éticos, mas sim em pequenas coisas que estão ao alcance do líder em seu dia a dia. O amadurecimento de um cristão começa quando ele aprende a lidar com suas pequenas fraquezas e também a compreender a fraqueza dos outros. Sabemos que não se pode medir o nível de Integridade de uma pessoa. É uma avaliação subjetiva. Mas podemos dizer que existe uma linha imaginária que a mede e que as pessoas, de maneira geral, vêem esta linha e respondem a ela. Esta linha é medida inconscientemente pelas pessoas quando percebem a distância entre fazer o que se fala e falar o que se faz. Quanto maior a Integridade de um cristão mais ele pode fazer o que fala e falar o que faz. Muitas pessoas, quando em público, são doces e amorosas, mas em sua vida pessoal são vistas como algozes impiedosos. Freqüentemente não somos a mesma pessoa em nossa vida pessoal e na vida privada. É claro que sua privacidade não precisa ser invadida a todo o momento mas vale lembrar que um dia ela será e tudo o que está oculto em sua vida será descoberto. Então a vida cristã e o caráter cristão são uma só experiência. Experiência essa marcada pela frustração e pela busca de socorro em Deus. A Integridade dá: Poder às nossas palavras. Força aos nossos planos. Impacto às nossas ações. Quando se estabelece a Integridade muito pode ser feito. Mas se há uma dúvida quanto à Integridade de um líder ou de uma Igreja, quase nada pode ser feito. Tito 2; 7-8 7 Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra integridade, sobriedade, 8 Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se confunda, não tendo nenhum mal que dizer de nós. Um dos primeiros ataques a um cristão ou a qualquer líder é quanto à sua Integridade, depois quanto à legitimidade de sua liderança. Estes ataques não acontecem “fora das muralhas”, advindos da estratégia do inimigo, mas sim de dentro de nossa sala mais íntima e segura, transbordando daqueles com quem dividimos o pão. Esta maldição se manifesta sem que ninguém perceba o seu poder de corrosão. Um reino não pode prevalecer quando está dividido e a falta de confiança no líder gera a divisão e a rebelião. Cultivando a Integridade Tome cuidado com as pequenas coisas Mat.25.21 Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Nos pequenos detalhes, no segundo olhar, nas pequenas e inocentes provas que parecem sem risco algum... nos detalhes quebramos a relação de intimidade com Deus. Integridade só é conseguida na relação de amor e dependência de Deus. Diga não à tentação... o mais rápido possível. I Tim 6.11 Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. Não deixe sua mente negociar. Uma das cenas mais sutis do filme “O Advogado do Diabo” o jovem advogado está conversando com o dono do escritório de advocacia sem saber que ele e o próprio diabo e pergunta: “Você está negociando?” e o diabo responde: “Estou sempre negociando!” Não separe Vida Privada de Vida Pública. I Sam 15.30 Ao que disse Saul: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel, e volta comigo, para que eu adore ao Senhor teu Deus. Em qualquer dúvida diga não! Sua consciência é seu bem mais valioso e deve ser treinada para fazer o que é certo tendo como base princípios e não quantidades ou quantias. Mantenha sua consciência limpa. Atenção para motivos escusos. Quando assumimos o nosso papel como cristãos e como líderes, estamos querendo que as pessoas nos sigam e elas não seguem idéias, seguem pessoas. Quando a pessoa não é fidedigna, ninguém a seguirá. Seja transparente diante dos homens e de Deus. Atos 24.16 Por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensas diante de Deus e dos homens. Não se permita caminhar com pendências em nenhuma área de sua vida. A Palavra de Deus nos convoca a limpar as pendências com os irmãos antes de fazer o mais sagrado: ofertar no altar do Senhor. Se algo é levantado contra a imagem ou o ministério de um líder, não é suficiente que ele tenha boas justificativas. É necessário que ele saiba lidar com o processo por detrás da queixa. Se é algo a ser consertado, reparado ou resgatado, resolva com o irmão. Se é uma insurreição dentro da Igreja ou do ministério, dissolva as causas. Se é uma armadilha do diabo, resista e lute dentro da Palavra de Deus. Mas em todos os casos entenda que há um chamado de Deus para um conserto, portanto humilhe-se diante do Pai, e Ele te exaltará diante dos homens. Integridade é essencial para a Liderança porque toda liderança é uma liderança moral. David Wong Há uma Visão para seguirmos e um caminho para construirmos. Somos um povo que tem um Deus fiel para dar a Visão e as condições para sua realização, por isso é chamado “O Senhor do Impossível”. Deus não tem Seu maior interesse no que você faz mas sim no que você se transforma enquanto faz. Ele observa suas motivações e o oculto de seu coração. É isso que Ele deseja: adoradores que vivem a ação como adoração e sua busca de santidade é um processo natural de derramar-se diante do Seu Altar. Que Deus nos desafie e nos transforme. Com amor e gratidão pelos homens e mulheres de Deus da Igreja Batista da Lagoinha, vocês que investem sua vida na verdadeira videira e frutificam no deserto deste mundo. Com amor Dr. Roberto Aylmer
September 01

Não olhar mais para trás...

 

Não olhar mais para trás Imprimir E-mail

 

Se Deus prometeu não nos abandonar, porque nós não deveríamos fazer o mesmo?Prometer isso com o coração e também com sua boca,da mesma forma como um cônjuge se compromete com outro:sabendo que é para sempre e que não se pode mais voltar atrás. Imagine uma noiva dizendo ao seu noivo, no dia do casamento, que não poderia garantir se conseguiria ser fiel ou não, que seria melhor não prometer nada para não correr o risco de quebrar a promessa...

“A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. Outro lhe disse: Seguir-te-ei,Senhor,mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa.Mas Jesus lhe replicou:Ninguém que ,tendo posto a mão no arado,olha para trás é apto para o reino de Deus.” Lucas 9:59-62

Temos aqui um chamado de Deus a duas pessoas diferentes, mas que lhe responderam de modo semelhante. Enquanto Jesus esperava de cada uma delas um profundo comprometimento, elas, por sua vez, estavam presas demais ás coisas terrenas e valores familiares.

A primeira queria sepultar seu pai, a segunda queria ao menos despedir-se dos seus. Mas Jesus deixa claro que depois de terem se envolvido com ele, essas pessoas não tinham mais a opção de olhar para trás. Se o fizessem, não seriam aptas para o reino de Deus.

A verdade é que todos temos dificuldades de abrir mão de determinados valores. Ficamos presos a algumas coisas de nossa vida. Mas quando se trata de seguir ao Senhor, não podemos ter nada que nos prenda.

Quem põe a mão no arado, precisa olhar para frente, focar sua meta. Se olhar para trás não será bem sucedido. Semelhantemente, se queremos servir ao Senhor, a poção de olhar para trás não deve existir.

Olhar para trás significa ter saudades do que deixamos, e Deus não admite isso. Jesus também ensinou acerca disso:

“Lembrai-vos da mulher de Ló”. Lucas 17:32

Além der validar o relato do velho testamento sobre o que ocorreu com a mulher de Ló,Jesus está nos dizendo que precisamos aprender com ela.

O Velho testamento está cheio de memoriais, monumentos ou episódios que não deveriam ser esquecidos. Não para que o povo de Deus ficasse preso à história, mas para que retivesse as lições que serviriam sempre ao mesmo propósito.

A mulher de Ló

 

Quando o Senhor tirou Ló e sua família de Sodoma. Advertiu-lhes claramente a que não olhassem para trás (Gênesis 19:17)

Temos uma figura aqui. Sodoma e Gomorra figuram este mundo perdido e devasso que há der ser julgado por Deus. Mas o livramento de Ló e sua família figuram nossa salvação e livramento do juízo e condenação deste mundo. Mas para não ser julgado com este mundo, não adianta sair geograficamente dele. É preciso que o nosso coração também saia de lá.

Ao ordenar que não olhassem para trás, Deus estava dizendo que seria o fim de tudo aquilo, e que o coração deles deveria estar totalmente desprendido.

Mas a mulher de Ló desobedeceu a ordem divina. A concordância de Strong mostra que a palavra hebraica traduzida para olhar “habat” também significa “contemplar, mostrar consideração, prestar atenção” Não fala de ninguém que olhou por curiosidade para ver o tamanho do estrago produzido pelo juízo divino. Fala de alguém que tinha seu coração preso ao que deixou, mostrando com isso consideração pelas coisas que havia abandonado. A mulher de Ló é uma figura do comportamento de muitos crentes de nossos dias, e, por isso deve ser lembrada.

Há muita gente que não consegue se desprender das coisas das quais, Deus os libertou. Aquilo que um dia te prendeu, potencialmente ainda é um perigo. Por isso Paulo advertiu aos gálatas dizendo: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão” Gálatas 5:1.
            O apóstolo nos revela que o  mesmo jugo de escravidão que nos oprimiu um dia, tentará pesar sobre nossos ombros novamente.

Precisamos entender que o fascínio do mundo e os pecados que nos acorrentaram um dia, ainda são um perigo. Se não quebrarmos os vínculos com o passado, podemos nos ver presos de novo. Assim como a mulher de Ló foi roubada de sua vida tornando-se uma estátua de sal, podemos perder a vida de Deus em nós pelo fato de olhar para trás.

            É por isso que nossa primeira mensagem deve ser sempre o arrependimento. Esta era a mensagem de Jesus (Mc 1:15).Era a mensagem que ele deu aos apóstolos(Lc. 24:47).É um dos rudimentos da doutrina de Cristo (Hb.6:1,2).Quando mostramos a alguém que ele é um pecador,qual sua condição em conseqüência disto,bem como o preço colhido do pecado,estamos levando-o a uma possível quebra de vínculos como seu passado.

            Sem profundo arrependimento e dor pelo pecado, o crente pode ter saudades daquilo que deixou e olhar para trás.

No coração voltaram ao Egito

 

            Existem dois tipos distintos de desviados. Há aquele tipo de desviado que vira as costas para Jesus e a igreja e volta para o mundo como em II Tm 4:10. E também há aquele tipo de desviado que se desvia só em seu coração, embora continue fisicamente no caminho. Foi a estes que Estevão se referiu em sua mensagem, quando mencionou a geração de israelitas que saiu do Egito e rejeitou o ministério de Moisés (At 7:38-41)

            A frase: ”no seu coração voltaram ao Egito” revela a atitude de olhar para trás e desejar aquilo que foi antes deixado. Eles não voltaram literalmente ao Egito, da mesma forma como muitos crentes não chegam a abandonar a igreja, mas no seu íntimo viviam lá, como muito crente faz, sem se desligar das práticas (ou fantasias) mundanas.

            A Bíblia descreve seu comportamento no texto de Nm11:4-6,onde eles sentiam saudades do que tinham no Egito.Tem muito crente assim na igreja.Gente que sente saudades da bebida,das drogas,do sexo ilícito,das festas e de toda a sujeira mundana e do pecado da qual foram libertos por Jesus.Eu acho isso muito,muito curioso.Não se lembram que antes eram escravos,que sofriam,que era um tempo difícil e de perseguição.Conseguem ter saudades apenas do que eles achavam que era bom.Esta atitude interior  de saudade do que foi deixado,é olhar para trás como a mulher de Ló olhou.É voltar ao Egito,ainda que não seja de modo literal.

            No coração estão voltando para lá. Na verdade, acredito que antes do desvio, que envolve o abandono de tudo, a pessoa começa se desviando em seu coração. Alguém disse que tirar o povo do Egito não é tão difícil como tirar o Egito do povo.

            Por isso a experiência de conversão não deve ser banal. A pessoa tem que saber valorizar aquilo que esta abraçando e saber rejeitar para sempre o que foi abandonado. O arrependimento genuíno produzirá este tipo de atitude em nós.

Consciência Espiritual

 

            O senhor Jesus instituiu a ceia da aliança como propósito de nos manter conscientes da sua morte e redenção por nós (I Co 11:24,25) Isto nos faz perceber que devemos alimentar a gratidão e o compromisso através da lembrança do que foi feito por nós.Esquecer-se do que éramos e do que Cristo fez por nós é pura ingratidão.Pedro se refere de forma negativa aqueles que se esqueceram da purificação de seus pecados de outrora:’mas aqueles em quem não há estas coisas,é cego,vendo só o que está perto,porque se tem esquecido da purificação dos seus pecados antigos’.II Pe 1:9

            Para olhar para trás é preciso se esquecer do que éramos e do preço que foi pago. Portanto, uma boa forma de nos guardar é manter o nosso coração consciente destes fatos em todo o tempo. Assim, não mais olharemos atrás e nos conservaremos firmes em nossa fé.

Firmeza

 

            Alguns acham que nada devemos fazer por nossa perseverança e firmeza, mas o fato é que as escrituras nos ensinam que devemos intencionalmente fazer mais firme a nossa vocação, evitando assim de tropeçar, ou voltar atrás (II Pe 1:10,11).Somos ordenados pela palavra do Senhor a vigiar e cuidar de nossa própria firmeza.Contudo,muitos crentes vivem como nunca tivessem recebido essa ordem.Transferem o cuidado de si sobre os outros,mas o fato é que isto é responsabilidade pessoal, e de mais ninguém.

Voto de compromisso

 

            Acredito que em nosso coração devemos firmar um compromisso formal com Cristo de não deixá-lo jamais. Ele prometeu que estaria conosco todos os dias (Mt 28:18).Também prometeu não nos abandar (Hb 13:5).

            Se Deus prometeu não nos abandonar, porque nós não deveríamos fazer o mesmo?Prometer isso com o coração e também com sua boca,da mesma forma como um cônjuge se compromete com outro:sabendo que é para sempre e que não se pode mais voltar atrás.Imagine uma noiva dizendo ao seu noivo,no dia do casamento,que não poderia garantir se conseguiria ser fiel ou não,que seria melhor não prometer nada para não correr o risco de quebrar a promessa...

            Deus está nos chamando a renovar nosso compromisso e aliança com Ele, e firmarmos-nos cada dia mais em nossa fé e andar n’Ele.

E você?Como responderá a Ele?

 
July 16

Adoração é...

...A arte de expressar o seu coração

David Quinlan


A música, no contexto cristão, tem como objetivo conquistar o interesse de Deus atraindo o seu olhar e coração para o nosso meio, edificando-lhe um trono de louvores para que se sinta à vontade e livre para apenas receber nossa admiração, amor e adoração, ou envolver-nos completamente com a sua irresistível e inefável presença.

Tenho aprendido algo nestes anos de ministério, Deus não consegue resistir a uma verdadeira e apaixonada adoração; ele sempre se manifesta e, caro leitor, não há nada que supere o prazer de se perder no aconchego do seu abraço. Não buscamos a sua mão, e sim a sua face. Temos aprendido que " a busca pelas bênçãos nem sempre gera intimidade, mas a busca pela intimidade sempre gera bênçãos". E como Davi disse em Salmos 37.4: " Deleita-se (sinta muito prazer) no Senhor e ele concederá os desejos do teu coração".

É prazeroso, real e divertido; nosso noivo, Jesus, é tremendo, o melhor, e a sua alegria é a nossa força! Por intermédio da pregação direta e sem desculpas da Palavra de Deus e de ensinamentos bíblicos que nos dizem respeito à verdadeira adoração; aquela que Deus procura.

Precisamos almejar ser segundo o coração de Deus. E em função disto, necessitamos aplicar a sua santa Palavra às nossas vidas diariamente, lembrando-nos que a Palavra de Deus é um mapa que nos conduz a algo melhor - nos conduz ao Deus da palavra... ( Sl 119.105) - por meio do incentivo ao cântico novo.

A Bíblia nos instrui a cantarmos ao Senhor em mais de (200) duzentos lugares. Repetidamente enfatiza o cântico novo. Ele não está apenas interessado na canção ou no poema que você decorou há um mês, ou há dez anos. A Bíblia diz que ele está interessado é na verdade que está no seu íntimo ( Sl 51.6). Ele deseja beber dos rios de adoração que fluem do seu interior e estes rios podem ser envoltos por música gerando, assim, um novo cântico, um cântico seu, baseado num amor tão intenso que você não consegue ficar sem expressá-lo.

Certa vez, eu li uma descrição da palavra "" adoração" que me fez irromper em alegria, dizia: "" Adoração é a arte de expressar o seu coração".

Vivemos expressando o nosso coração no dia a dia e se isto já é algo tão natural por que não o fazermos na adoração por meio da espontaneidade de uma dança, nova canção, pintura, ou malabarismo?

Aos seus pés
David M. Quinlan
http://www.fogoegloria.com.br
contato@fogoegloria.com.br

June 01

Adoração Profética

Novidade? Moda? Esquisitice? Será que alguém explica o que é? 

O Espírito Santo está falando com a Igreja ainda em nossos dias. Apocalipse 2 e 3 nos ensinam que o Espírito Santo tem algo a falar com a Igreja desde os dias da ascensão de Jesus. Ele foi enviado para conduzir a Igreja na Sua missão de agente de Deus para implantar o Seu Reino na terra. 

Este princípio está por trás das palavras de Jesus que finaliza cada carta que Ele dirigiu às sete igrejas: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas". Também explica as palavras de Jesus em João 16:13 "Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir." De acordo com as palavras de Jesus, a Igreja deve ter um relacionamento vivo e dinâmico em que o Espírito Santo fala, a Igreja ouve e obedece a direção que o Espírito dá. 

Na verdade é o mesmo paradigma que Jesus vivia: dependência plena do Espírito Santo. Creio que Jesus viveu assim na terra para exemplificar este paradigma para a Igreja. Seria necessário seguir o mesmo para cumprir a vontade de Deus em estabelecer o Seu Reino na terra. O Espírito Santo é quem nos conduz em nosso papel como cooperadores com Deus para implantar o Seu reino aqui. Atos 3:21 ensina que Deus está conduzindo a “restauração de todas as coisas”. Eu creio que este termo: adoração profética é algo que o Espírito Santo está falando para a Igreja nos nossos dias e não é novidade, nem moda, e muito menos, esquisitice.

Uma maneira para discernir quando o Espírito Santo está falando com a Igreja hoje e de observar a Igreja dentre os povos e nações. Se o Espírito está falando com as igrejas observaremos que o que Ele fala surgirá simultaneamente nas igrejas de cidades e nações e assim haverá uma testificação objetiva de que é Ele que está falando. Um  levantamento simples entre os povos indica que este termo começou a ser usado na Igreja simultaneamente em muitos lugares em nossos dias. Sei que o Espírito Santo, no Seu papel de “parakletos”, fala com a Igreja no propósito de conduzi-la na implantação do Reino de Deus na terra. Precisamos entender o que Ele quer dizer com o termo “adoração profética” para podermos experimentar o que Deus propõe ao introduzir esta idéia na linguagem da Igreja. Então o que podemos entender?

Adoração profética
Vamos entender o “profético” para poder entender o que o Espírito Santo está falando. Vamos definir o “profético” como aquilo que Deus faz e fala para se dirigir ao ser humano para expressar os Seus pensamentos, sentimentos, desejos, determinações, e propósitos para com os habitantes da terra. Neste sentido, o “profético” traz à terra o que está no céu. Isso é coerente com o propósito de Deus em estabelecer o Seu reino aqui na terra. Lembramos que Jesus orou: Venha Teu reino, seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu. Esta frase revela que é a vontade de Deus estabelecer o Seu reino na terra e Ele irá fazer isso. O reino/governo que Ele tem no céu será estabelecido na terra.

O profético traz à terra o que está no céu. O propósito de Deus no profético é de propor uma visão, gerar uma expectativa, e revelar o Seu coração. Em falar sobre “adoração profética”, eu creio que Deus está gerando na Igreja uma visão e uma expectativa de algo que Ele deseja ver na terra: que a adoração da terra entre em concordância com a adoração do céu. Que adoremos a Deus na terra como Ele é adorado no céu. Que sejamos arrebatados pelo Seu Amor, Sua Santidade, Sua Bondade como os quatro seres viventes, os vinte e quatro anciãos e todos os adoradores celestiais. Que sejamos apaixonados como uma noiva que anseia o dia do seu casamento com Seu Noivo. Que os nossos “cultos” se tornem em momentos de encontro íntimo entre o Pai e seus filhos, entre o Noivo e a sua noiva. 

E qual seria a razão do Espírito Santo falar isso para a Igreja? Será que há algo que precisa ser corrigido, transformado, modificado? Eu diria que sim. Vamos entender, Jesus está chamando a Igreja ao arrependimento desde o momento que Ele ditou as cartas às Igrejas do Apocalipse. Neste sentido o João foi profeta de Deus para chamar a Igreja ao arrependimento nas áreas que Jesus estava denunciando. Se olharmos para os profetas nas Escrituras, veremos que eles também tinham levantado suas vozes no mesmo sentido.

Podemos observar em Isaias 1:10-16: Ouvi a palavra do SENHOR... De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos... nem me agrado de sangue de ... Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. 

O profeta está denunciando que a adoração da nação não está agradando mais ao Senhor. O Senhor declara que embora estejam adorando normalmente, Ele nem está recebendo esta adoração. 

O seu contemporâneo Amós (9:11) também denunciou a adoração de Israel: Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de Davi... No momento em que Amós escrevia seu livro, o templo estava em pleno funcionamento. Com sua denúncia, Amós estava revelando o coração de Deus: Ele via a adoração do templo como “caído”.

“Adoração profética” não se trata de nenhuma “novidade” porque o que Deus propõe já existe no céu. Não se trata de “modismos”, pois adorar ao Senhor é a vocação sublime de todo ser e não moda. Torna-se “moda” por causa da nossa falta de discernimento do mover de Deus. Não se trata de “esquisitice” para aquele que sabe que adorar a Deus é algo que começou no céu e é sobrenatural. 

Eu creio que o Espírito Santo está falando “adoração profética” como um chamado ao arrependimento. Creio que o Espírito de Deus está denunciando que a adoração da Igreja deixa a desejar como a adoração de Israel nos dias de Isaías e de Amós. Ele chama a Igreja para olhar para o padrão universal de adoração: a adoração dada a Deus no céu. Nas próximas edições pretendo tratar de várias implicações desta reflexão.

Por Mike Shea
Ministério Casa de Davi

May 03

Cair No Espírito!

Cair sob o poder do Espírito Santo
Por que achar que o Espírito Santo só opera de um jeito?

Nota introdutória: Esta apostilha NÃO foi preparada com o objetivo de defender o cair sob o toque do Espírito Santo, uma experiência comum em alguns segmentos da igreja pentecostal. O que nos propomos é mostrar apenas que tais experiências, longe de ser uma doutrina ou uma prática, também ocorreram em outros avivamentos da história da igreja, e é claro, apresentarmos o tema sob à luz da Escritura, nossa regra básica de Fé. Não estamos contestando aqui aqueles que pregam e escrevem contra; apenas queremos mostrar que muitas pessoas não conhecem a Escritura nem a história e quando têm conhecimento dos fatos, pensam no Espírito Santo como Alguém limitado, alguém que só faz e opera dentro de parâmetros teológicos estruturados. Mas o Espírito Santo opera como quer e em quem ele quer operar! Aqueles que dizem que somente o diabo derruba, desconhecem determinados textos bíblicos em que Deus é quem derruba e levanta!

Há vários textos nas Escrituras que nos surpreendem quanto a ação do Espírito Santo. Não podemos limitá-lo em suas manifestações e temos indícios das Escrituras de algumas de suas ações. Usando as regras de interpretação bíblica, observamos que há mais de dois textos apresentados por diferentes autores a respeito do tema. Se houvesse apenas uma citação ou uma experiência apenas, não poderíamos estabelecer um ensino. Mas como há mais de uma citação, temos a autoridade da Palavra de Deus para abordar o tema.

1. A experiência de Saul. Mesmo depois do Espírito do Senhor o haver abandonado por causa de sua desobediência e entrado em Davi, (Compare 1 Sm 10.6 com 16.14), Saul teve uma experiência muito forte com o Espírito Santo. Ele mandou uma primeira escolta de soldados prender Davi na casa de Samuel em Ramá, mas o Espírito de Deus veio sobre os soldados que não regressaram a Saul; todos ficaram profetizando. Saul mandou, então uma segunda escolta que também ficou profetizando e ainda uma terceira que não pôde prender a Davi por causa do poder de Deus (1 Sm 19.18-21). O próprio Saul foi prender a Davi e o "mesmo Espírito de Deus veio sobre ele, e ia profetizando, até chegar a Naiote em Ramá" (vs 23). Veja bem, já pelo caminho Saul ia profetizando tomado pelo Espírito de Deus! Quando chegou a Ramá, diz a Bíblia na versão corrigida: "E ele também despiu os seus vestidos, e ele também profetizou diante de Samuel, e esteve nu por todo aquele dia e toda aquela noite..." Veja bem! Ele ficou todo um dia e toda uma noite caído por terra, profetizando diante de Deus! A impressão que se tem é que ele ficou fora de si, deitado e prostrado diante de Deus!

2. O tabernáculo no deserto e o templo de Salomão. Temos dois exemplos ainda: um anterior a Saul, na edificação do Tabernáculo e outro na inauguração do Templo de Salomão. No primeiro, diz a Bíblia que "Moisés não podia entrar na tenda da congregação" por causa da glória do Senhor! (Ex 40.34,35) indicando que ele tentava entrar, mas era impelido ou jogado para fora! O segundo exemplo está em 2 Crônicas 5.13,14 na inauguração do templo: "E não podiam os sacerdotes ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a casa de Deus" (Versão corrigida). Isto é, eles estavam ali dentro ministrando quando veio a glória de Deus; o que aconteceu não sabemos, mas o texto diz que "não podiam ficar em pé" o que quer dizer que todos caíram por terra! Será que não podemos, também nós, em nossos dias, experimentarmos um pouquinho desta glória do Senhor? Veja ainda 2 Crônicas 7.2.

3. Jeremias. Quando Deus falava com Jeremias ele se sentia tonto, embriagado pelo poder de Deus. Veja o que ele diz: "Sou como homem embriagado, e como homem vencido do vinho, por causa do Senhor, e por causa de suas santas palavras" (Jr 23.9).

4. Ezequiel em transe: Ezequiel teve uma experiência ainda mais forte. Ele estava reunido com os anciãos no cativeiro, na Babilônia. Era uma reunião daqueles que foram levados cativos, quando, de repente, o Espírito do Senhor o leva para Jerusalém em visões. Seu corpo fica ali, prostrado diante dos anciãos e ele passa a relatar, posteriormente tudo o que viu. Leia Ezequiel 8.1-3 com 11,24, o começo e o fim da visão. Como ficou o corpo de Ezequiel? Prostrado diante de várias pessoas enquanto era levado em espírito a Jerusalém nas visões de Deus!

5. Daniel ao contemplar o Senhor, desfaleceu, perdeu as forças e seus companheiros fugiram de medo. Leia o que ele mesmo diz (Dn 10.7-11). Ele caiu não pela fraqueza de estar em jejum há três semanas, mas pela presença de Deus, porque depois, sentindo-se fortalecido, ficou em pé!

6. Jesus. Bastou o Senhor Jesus dizer aos soldados, "Sou eu" e eles caíram por terra! (Jo 18.6).

7. Os discípulos e a voz de Deus. Quando Jesus foi transfigurado diante dos discípulos aconteceu este fenômeno. Eles ouviram a voz de Deus e caíram por terra. Veja em Mateus 17.5-7.

8. E como foi no dia de Pentecostes? Não podemos negar que as pessoas que os viam falando em línguas achavam que eles estavam embriagados! "Estão embriagados", diziam. Os moradores de Jerusalém, quando olhavam aqueles cento e vinte acharam que era fruto de uma bebedeira! Como procedem os bêbados? Falam alto, gritam, dão risadas, rolam pelo chão... e que respondeu-lhes Pedro? "Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando..." (At 2.13-15). A presença do Espírito Santo na vida dos 120 dava a impressão, para os de fora, de algo ridículo, como se fosse um bando de beberrões!

9. Paulo. A experiência de Paulo (que não deve ser tomada como algo corriqueiro), foi muito grande. Ele nem sabe como chegou aos céus, como ele próprio diz: "se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe" (2 Co 12.1-4). Será que muitos dos discípulos não teriam experimentado algumas das fortes manifestações do Espírito Santo que nem mesmo foram registradas nas Escrituras por acharem que era algo normal na vida deles? O próprio Paulo só foi contar a experiência doze anos depois!

10. Paulo também cita o que aconteceu com Moisés. Ele diz que sob a lei a glória de Deus foi tão forte que Moisés tinha que colocar um véu sobre o rosto cada vez que saia da tenda para falar ao povo. E como não será na época da graça? "Se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça" (2 Co 3.7-13). O que Paulo quer dizer? Ele explica que, se Moisés, que pregava a lei, tinha tanta glória, quanto maior glória terá os que pregam a justiça?

11. Paulo foi derrubado por terra pelo Senhor Jesus: "E caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 9.4).

12. E que dizer de João, na experiência que teve em Patmos? "Quando o vi, caí a seus pés como morto" (Ap 1.10-17). Ele ficou sem forças diante de Deus!

13. Estas são experiências relatadas nas Escrituras. Mas imagine algumas outras manifestações semelhantes ao cair, como êxtases, visões e percepções à distância que tiveram os profetas. Eliseu (1 Rs 5.19-27; 6.8-20; Pedro, (At 10.1-22). À luz de todos estes textos, podemos afirmar que é possível haver manifestações do Espírito em nossas vidas das maneiras mais diversas. A história da igreja registra muitas manifestações na vida de pessoas que se consagraram a Deus. A protestante Evelyn Underhill em vários de seus livros conta suas experiências de contemplação e o que ocorria com a presença do Espírito Santo (livros: Mysticism; The Mistery of Sacrifice; Practical Mysticism for Normal People e outros). João da Cruz, monge católico no seu livro, Obras Espirituais, Carmelo, ensina o caminho e as experiências da vida cristã com experiências semelhantes de êxtases e arrebatamentos. Numa das obras da Biblioteca de Autores Cristãos, em espanhol, o Padre I.G. Arintero trata de toda a mística da igreja onde há relatos surpreendentes do que aconteceu com alguns missionários da Igreja; alguns eram trasladados fisicamente para outras terras onde pregavam o evangelho e regressavam!

14. Algumas experiências, diz ele, aconteciam com o padre Gracián: "São efeitos do divino amor, os resultados de uma alma enamorada de Deus que se chama júbilo, gozo, paz, embriaguez, desmaio, morte e fogo de amor, zelo, devoção, êxtases e raptos, amalgamento em Deus, e a divina união". São Dionísio diz que o amor divino produz êxtases e o amante já não é seu, mas do amado! Um escritor anônimo mencionado por Sauvé diz: "As pessoas não têm consciência do que dizem ou fazem: dizem coisas sublimes e coisas que não podemos compreender... outras vezes o amor opera de modo mui distinto, deixando-as dormindo. Perdem o conhecimento como no sono e necessitam que sejam despertadas; e não é fácil despertá-las. A razão é que Deus as embriagou até deixá-las adormecidas...."

15. Nunca devemos tomar uma experiência e utilizá-la como base doutrinária. Entretanto, podemos usar o argumento histórico quando este abaliza o texto bíblico. Por isso podemos acrescentar algumas das experiências de homens de Deus do passado. Carl Brumback no livro "Que Quer Isto Dizer? (O S. Boyer, 1960), diz: "Como os críticos gostam de descrever os acontecimentos nos cultos pentecostais! Como se regozijam de se referir à maneira de eles tremerem, clamarem, dançarem, caírem e, então, dirigindo-se ao interessado perguntar seriamente: "isso tem alguma coisa em comum com o relato calmo e solene das Escrituras". O interessado, se for um verdadeiro estudante das Escrituras, pode retrucar: "A qual relato calmo e solene das Escrituras se refere? Ao relato do Pentecostes, quando as manifestações extraordinárias e barulhentas levaram os zombadores a dizerem : "Estão embriagados?" Ou refere-se a história da cura do coxo, que deu "um salto, pôs-se em pé e, começou a andar; e entrou no templo, andando, saltando e louvando a Deus?" Ao relato em Atos 4, onde os discípulos "levantaram unanimemente a voz?" A Saulo que caiu sob o poder de Deus? Ao regozijo e louvor a Deus em alta voz da multidão na entrada triunfal, o qual o Senhor Jesus apoiou, dizendo: "Declaro-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão"?

Depois ele continua: "João Wesley exprimiu uma atitude sábia e com juízo, quanto às demonstrações do corpo, no seu jornal de domingo de 25 de novembro de 1759: ‘O perigo foi o de dar demasiada ênfase a acontecimentos extraordinários, tais como clamores, convulsões, visões, êxtases, como se fossem indispensáveis à obra interior até o ponto da obra não avançar sem esses acontecimentos. O perigo (diz Wesley) é o de não lhes dar ênfase suficiente; de condená-los inteiramente; de imaginar que não tivessem alguma coisa de Deus, e que impedissem a sua obra.

Na realidade, João Wesley, fundador do Metodismo, está mostrando que em seus dias havia este tipo de manifestação do Espírito Santo! De todos os líderes do passado, João Wesley foi o que mais embasamento bíblico e histórico tinha a respeito do Espírito Santo e por isso o que ele acrescenta é muito importante: "A verdade, contudo, é: (1) Deus convenceu a muitos repentina e profundamente que eram pecadores perdidos e o resultado natural foram clamores e fortes convulsões do corpo; (2) os que creram foram fortalecidos e encorajados, e a obra de Deus ficava mais evidente. Ele concedeu a muitos deles sonhos divinos, a outros êxtases e visões; (3) Muitas vezes, depois de um intervalo a natureza se misturava com a graça; (4) Satanás, igualmente, imitava essa obra de Deus, para desacreditar toda a obra.... no início foi, sem dúvida, inteiramente de Deus. A sombra não desacredita a substância, nem o diamante falso deprecia o verdadeiro". E isto em 1759!

0 livro "O Fogo do Reavivamento" de Wesley Duewel (Editora Candeia, pg. 53) afirma que enquanto João Wesley pregava, "inúmeras pessoas caíram ao chão como se atingidas por um raio". George Whitefield, companheiro de Wesley diz que quando pregou em Edimburgo em junho de 1742 "... durante uma hora e meia houve tanto choro, tanta aflição, manifestada de várias formas, que fica impossível descrever. O povo parecia estar sendo atingido às centenas. As pessoas eram carregadas e levadas até suas casas como soldados feridos num campo de batalha. Sua agonia e gritos eram profundamente comoventes" (ibid pg. 58). Ele acrescenta o que aconteceu no dia 3 de outubro numa reunião que começou as 8.30 da manhã e terminou as 8.30 da noite: "Vi 10.000 pessoas afetadas num instante, algumas com alegria, outras com choro... algumas desmaiando nos braços de amigos" (pg. 59).
Um outro avivamento aconteceu nos dias de Finney. Onde ele pregava as pessoas caíam sob o poder de Deus. Diz o texto que, enquanto Finney pregava "a congregação começou a cair de seus assentos, e caíam em todas as direções, pedindo misericórdia" (ibid pg. 87). "Algumas pessoas desmaiavam sob a convicção nos cultos da igreja e outras mais tarde em suas casas" (pg. 90). As biografias de Finney falam deste mover de Deus que derrubava as pessoas no chão!

Jônatham Edwards relata o acontecido quando pregou o sermão Pecadores nas Mãos de um Deus Irado: "Parecia que um espírito aterrador havia descido sobre as pessoas. A congregação começou a cair de seus assentos em todas as direções, clamando por misericórdia." E ele relata: "No grande avivamento americano de 1858, os navios, ao se aproximarem dos portos americanos, pareciam entrar numa zona de influência do Espírito. Navio após navio chegava com o relato de uma repentina convicção e conversão" (Citado na revista Atos, Vol. 12 No. 3 pg. 17).

No avivamento de Cane Ridge em 1801 nos Estados Unidos um pastor presbiteriano relata: "O que vi foi para mim novo e realmente extraordinário...Muitas e muitas e muitas pessoas caíram ao chão, como homens mortos na batalha, e continuaram neste estado durante horas a fio, num estado aparentemente sem respiração e inerte – às vezes reavivando-se por alguns momentos e exibindo sintomas de vida através de um profundo gemido, ou de um grito penetrante e agudo..." (Idem pg. 31)

1. Portanto, não podemos ser sectários achando que Deus só opera de um jeito. O Espírito Santo tem muitas maneiras de se manifestar, algumas delas menciono no livro "Dons Espirituais, o Poder de Deus em Você". Leia a Bíblia e examine cuidadosamente a história da igreja e você descobrirá muitas maneiras do Espírito Santo operar em nós!

Se, como afirmam alguns o cair não faz parte da obra do Espírito Santo, então temos que concordar que:

1. As experiências acima relatadas que aconteceram no Antigo Testamento, foram obras de um outro espírito. Mas não é o que diz a Bíblia. Saul, os sacerdotes, Jeremias, Ezequiel e Daniel foram tocados pelo Espírito de Deus!

2. Então, Deus estaria nos enganando. Mas isto não é verdade, pois a Palavra serve como fundamento do que acontece. O Espírito Santo é aquele que nos conduz à verdade. Ele não nos deixaria cair na mentira.

3. Se assim fosse os obreiros e os crentes que tiveram tal experiência estariam sob a influência de um outro espírito. Não creio, entretanto, que estejamos sendo enganados, pois tais experiências ajudaram a aumentar a percepção de Deus; a comunhão com ele e o crescimento na Fé, no amor e no ardor evangelístico. Cresceu a comunhão com Deus e solidificou o relacionamento entre os membros do corpo. Nenhum "espírito" teria interesse no crescimento espiritual dos fieis nem no reino de Deus!

4. Teríamos que negar nosso ministério, nosso chamamento e colocar em dúvida a conversão de tanta gente. Tais experiências têm servido para demonstrar o poder de Deus; a operação do Senhor nas vidas. É certo que há pessoas que caem sob forte convicção do Espírito Santo mas não permanecem. Este é um problema do homem e não de Deus. O fato de uma pessoa não ficar transformada quando cai, é problema da pessoa e não de Deus. É a mesma experiência que algumas pessoas têm quando, decidem-se por Cristo, choram, confessam seus pecados e continuam iguais!

Temos que admitir, contudo, que muitos obreiros forçam, empurram as pessoas para que caiam e isto é criancice, infantilidade. Obreiros há que "forçam" este tipo de manifestação. Apesar da ignorância de alguns, precisamos afirmar que a manifestação do poder de Deus não precisa de nossa força humana da mesma forma que não precisamos nos agarrar a objetos, coisas ou práticas achando que desta ou daquela forma consegue-se algum favor de Deus. No caso de pessoas serem tocadas por Deus, quando o Espírito age, mesmo à distância as pessoas começam a cair, sem qualquer influência do homem. Outras vezes basta chegar perto da pessoa, dar um leve toque, soprar, e a pessoa está no chão!


João A de Souza Filho
Copyright ©2000 João
Pastor e Escritor

April 29

O Caráter do Músico Cristão

1. Deus deu a música para embelezar o mundo

Pensaste alguma vez como seria o mundo sem música, seria um mundo feio. Já acordaste numa manha com o som de um passarinho na tua janela? Já acordaste com o som das águas de um rio ou com uma música linda? Se acordas com o rádio, e a música é estranha, sais a trabalhar alterado o dia todo por causa daquela música, mas tenta acordar com uma música de adoração e teu dia vai ser completamente diferente, isto é beleza. Deus pôs a música e os talento para embelezar o mundo.

2. Deus deu a música para edificar nossa alma

A beleza da música edifica a alma do homem. Deixa em calma as pessoas mais inquietas. O diabo fez uma troca, uma perversão da música para dirigir a alma do homem.

Desde o princípio do século a música não influenciava tanto na sociedade, mas no século XX, começaram a surgir movimentos em diferentes lugares do mundo que foram formando uma coisa mais expressiva para a carne, para a alma. Nos anos '50, chegou o "blues" com a influência africana. E também nos anos '50 começou o "rock and roll". O rock trouxe primeiramente, uma influência na sexualidade com Elvis Presley e outros cantores que trouxeram a sensualidade, os fãs clubes, e coisas deste estilo, que influenciaram toda uma geração.

Depois, na década de '60 se aprofundou mais e o "rock" se associou com a rebeldia, através dos movimentos "hippies". Eu fui influenciado com esta rebeldia que entrou pelos anos '70. Veio a droga, a maconha, a liberalidade total, etc. Nos anos '80 a música foi influenciada pelo satanás, dedicada a escuridão. E agora, nos anos '90, se dá uma mescla de tudo isso. Todos estes movimentos tem a finalidade de roubar o propósito de Deus para a música na vida do homem, que é edificar, bendizer, fazer um homem melhor, mais completo, com uma boa música.

3. A música é uma forma de comunicação entre todos os homens

Existe um poder tão grande na música, que eu escrevo algo hoje no Brasil, e ponho essa melodia no banco de melodias da Internet, e qualquer músico, em qualquer lugar do planeta pode ver a melodia que eu escrevi e compreende-la.

Se esta mesma melodia for tocada em qualquer lugar, independente do povo, língua, tribo, cultura, nação, será compreendida, porque é uma comunicação que Deus estabeleceu entre os homens, que transcende as culturas, é algo tremendamente poderoso. De modo que existe muito poder nesta comunicação.

Como disse Angel Negro, muitas vezes se lê algo na Palavra, e passamos por cima, mas quando cantamos gravamos de uma forma diferente, se sente e se começa a viver de uma forma diferente. No canto existe um poder de comunicação.

4. Deus pôs talento na música para expressar a glória de Deus

Toda música em nossas vidas tem que expressar a glória de Deus. Se não está expressando a glória de Deus tem que ser questionada, verificada. A música na vida do músico tem que expressar a glória de Deus.

a) todo talento tem Que ser santificado.

Mas o talento em si mesmo não produz o que Deus quer. Uma pessoa, pelo fato de ter muito talento, não é apta, porque todo talento para ser usado por Deus tem que ser primeiramente santificado.

II Tessalonicenses 4:3 diz: "Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação". A vontade de Deus não é usar nossos talentos, se não nossa santificação de vida, de motivações. Um talento antes de ser útil para Deus, tem que passar por um processo de profunda santificação, de profunda entrega e limpeza.

Em um encontro no Brasil eu mencionava um homem muito querido que era cantor no mundo e veio ser cantor na igreja, mas estava fazendo horrores com as finanças, com seu caráter, e jogando todo seu talento e sua vontade de servir ao Senhor ao lixo, porque seu talento não havia sido santificado.

Nosso talento, irmãos, tem que ser totalmente santificado ao Senhor, limpado, dirigido para Deus.

b) Todo talento tem que estar submisso.

Quando Deus levanta um talento, se esse talento não está submisso ao corpo, enxertado na vida da igreja, sob de uma liderança, muito facilmente vai perder a objetividade, profundidade, pelos interesses da carne do dono do talento. O talento tem que ser submetido ao corpo de Cristo, não pode estar solto. Muita gente que vem, logo se perde porque não se submete. Conheço grupos de gente talentosa, com os melhores músicos, mas quando se toca em sua vida, se escapam como sabonete molhado, assim são oS músicos.

O músico talentoso, que come as teclas, que come o violão, se o apertas, foge como sabonete molhado. Grupos ou gente que vai de igreja em igreja procurando aprovação para seus pecados, para suas faltas de caráter, para seus problemas pessoais, para Sua vã glória, para sua soberba. Deus quer gente com talentos submissos, santificados, dedicados ao Senhor. Dá ao Senhor a possibilidade de modelar-te, de edificar-te, de curar-te. Coloca-te totalmente a disposição do Senhor. E a submissão de um ministério ou de um talento, traz benção e proteção. É um grande erro fugir da submissão.

c) Deus tem ungir teu talento.

Buscar a unção do Espírito Santo. E a unção do Espírito Santo implica em esperar o tempo preciso de Deus para usar teu Talento. O irmão Don me ensinou estes princípios e eu louvo ao Senhor, porque desde cedo (faz 23 anos) aprendi estes princípios. Quero focalizar o princípio de esperar o tempo de Deus.

Em nosso primeiro encontro falamos sobre a ansiedade. Os músicos são muito ansiosos, tem ansiedade por tocar, sempre pensam "quando será minha oportunidade? Quando me darão um lugarzinho?" Existe muita gente esperando que lhe apareça um espaço, mas eu quero dizer-te que quem abre espaços é Deus. O espaço que Deus abre para uma vida ninguém pode fechá-lo. O espaço que Deus abriu para tua vida, nenhum homem, nenhum pastor, nenhum ministério, nenhuma força, nem dos céus nem da terra, vai fechar porque foi aberto por Deus. Deus tem um tempo para ti, para todos nós.

Oferece teu talento, santificá-lo, submete-lo, busca a unção do Espírito para teu talento. Deus tem um tempo para cada um de nós. Não tenhas ansiedade, Deus tem um tempo, Ele é perfeito. Existe um tempo de Deus para começar a usar uma vida como a de Davi.

Olhemos a vida de Davi, Samuel o ungiu e Davi sabia que ele ia ser rei, seu pai e seus irmãos sabiam, mas ainda não era a hora. Talvez você sinta em sua vida a unção do Espírito, sabes do chamado de Deus para sua vida, mas ainda não é a hora, o Senhor tem o tempo preciso, na congregação, no grupo de louvor, vai chegar tua hora.

Asaph Borba
asaphrosana@terra.com.br

April 21

A Manifesta Presença de Deus!

Existe um lugar em Teu coração, ó Deus, que ansiamos encontrar; um lugar onde podemos nos esconder e encontrar a Tua verdade. Ó Pai, nos mostre e nos leve a este lugar. Amém!

A grande necessidade da igreja hoje é a de descobrir, ver, reconhecer e viver em meio à glória inefável de Deus. Uma nova medida de intimidade com Deus é o que precisamos para que os nossos corações sejam completamente capturados e envoltos por Sua constante glória. Porém, é necessário que haja líderes, exemplos, condutores para que possa haver seguidores. Paulo não apenas ensinou o caminho, mas trilhou o mesmo, conduzindo gerações e gerações de seguidores. Ele mesmo disse: “Sejam meus imitadores como eu imito a Cristo.

O mundo não quer religião, e muito menos deseja que alguém lhe diga o que fazer ou deixar de fazer. Não devemos usar palavras persuasivas, mas sim a demonstração do poder de Deus. Só o poder de Deus e a atuação constante do Espírito Santo nas vidas dos membros de uma igreja é que irá convencer o mundo de seu pecado, levando-o aos pés de Jesus. Hoje em dia existem inúmeras denominações diferentes, divisões, vexames, erros escandalosos, heresias e amarguras em meio ao chamado “corpo de Cristo”. Há algum tempo estive na Itália e um pastor, líder de uma denominação pentecostal e que acredita que o avivamento começará em sua igreja, virou para mim e disse: “Eu sei que isto tudo que tem acontecido nos cultos provém de Deus, mas eu não aceito e não quero isto para mim e muito menos para os meus”. Incoerente porém interessante, não? Alguma coisa está errada em algum lugar. Temos que descobrir o erro e levá-lo ao pé da cruz.

Uma pergunta importante que temos que fazer é a seguinte: Como podemos nos diferenciar das demais seitas, religiões e credos perante os olhos do mundo? O que diferencia os nossos cultos de qualquer outra reunião social? É a presença manifesta de Deus! Aquele que tiver a água da vida para oferecer irá saciar os sedentos. Gostaria de dificultar a questão, mas a realidade crua é que só a presença manifesta de Deus irá fazer a diferença.

Como conseguir que este poder venha operar em nosso meio? Através da entronização de Deus sobre os nossos louvores e Sua habitação em nosso meio. Isto, conseguimos através da verdadeira adoração, do rendimento total, da entrega pessoal e da liberdade total, sem restrições, dada ao Espírito de Deus para que Ele seja o Senhor Supremo em nossas vidas como em nossos cultos. A nossa oração tem que ser: “Deus, seja DEUS em nosso meio! Eu quero mais de Ti e muito menos de mim!”

Não podemos dar aquilo que não temos. A presença manifesta de Deus é a marca e o sinal distinto que nos diferencia do demais credos. Uma vez que os pecadores notam isto, correm atrás da realidade que todos almejam, que é conhecer e servir a um Deus vivo, que transforma, que opera milagres e que ainda revela o Seu amor, a Sua alegria, a paz, o fogo e a glória a quem realmente quiser. O Espírito Santo tem uma tarefa e tanto a realizar hoje: Ele está incumbido de preparar a noiva de Cristo. Baseando-me no que tenho visto em muitos lugares ao redor do mundo e no Brasil, contudo, eu garanto uma coisa: a noiva, quando pronta, não será uma noiva rabugenta, triste, destituída de força e poder, adúltera, que vive uma vida de amargura, apenas se agüentando da melhor maneira possível até o seu príncipe chegue. Não! Não! Não! A mesma será uma noiva vibrante, maravilhosa, deslumbrante, linda, sorridente, alegre, poderosa, VIVA!

Muitos têm desejado posições sem ter caráter, poder sem ter autoridade, e a presença de Deus sem pagar o preço. Porém uma posição no reino de Deus só é possível uma vez que assumimos o caráter de Deus em nós mesmos. O poder de sermos testemunhas com manifestações de sinais e prodígios só é alcançado à medida que nos rendemos à autoridade do Espírito Santo (Zc 4.6). Só se consegue a presença de Deus uma vez que pagamos o preço de ter um coração puro e mãos limpas. Tudo que desejamos está em Deus. Como poderemos ensinar alguém o que não temos aprendido? Como poderemos guiá-los onde não temos ido? O mistério do reino é, segundo a epístola de Paulo aos irmãos em Colossos, “Cristo em nós – a esperança da glória.” (Cl 1.27)

O mundo jamais notará que estivemos com Jesus se, de fato, não tivermos estado com Ele. Entretanto, ninguém terá de perguntar: “Onde você estava?”, tendo estado com Ele, com o grande Eu sou, pois a diferença será evidente. Qual foi a diferença notada pelos filhos de Israel na pessoa de Moisés, uma vez que ele desceu do monte Sinai após estar com Deus? O seu rosto brilhava. Sabemos onde temos que ir; contudo, o nosso problema, infelizmente, é chegar lá! A pureza de coração não é uma situação onde fazemos ou deixamos de fazer, e sim um clamor contínuo e um anseio melindroso que requerem uma atitude constante de querer ser agradável aos olhos de Deus. Tudo o que eu faço, digo e sou tem que expor a pureza divina que há em mim. Antes de ser proferido pelos lábios tem que gerar raízes no coração.

Deus quer que tenhamos a eternidade em nossos corações. Viver não apenas pelo hoje e sim pela eternidade, evitando assim a “crise de santidade” – santos dia sim, dia não. Tenho sentido recentemente a necessidade de compartilhar isto com os sedentos pela Verdade, pois a Verdade nos liberta, não é mesmo? À medida que viajo ao redor do Brasil e do mundo tenho visto e sentido que muitos não entendem esta pequena palavra intrigante e ao mesmo tempo de potência explosiva: adoração.

Aproveite toda e qualquer oportunidade que você tiver de se perder na presença de Deus. O homem falha; Deus nunca falha!
Aos Seus pés,

David M. Quinlan
Ministério Paixão, Fogo e Glória
www.fogoegloria.com.br

March 28

Ninguém mora lá - A diferença entre os sonhos e a realidade

E ali estava ela: a casa dos seus sonhos. De repente você a achou depois de entrar num “daqueles bairros”, feliz pelo fato que o guarda não estava no posto dele, e você aproveitou sua sorte só para dar uma olhada. Você nunca visitou esse bairro; na verdade, você nem mora nessa cidade. Você está simplesmente tirando férias com sua família e sonhando em como seria morar numa cidade de praia, quando você teve a idéia de dirigir um pouco e olhar para aquelas casas que valem mais do que 10 da sua e sonhar.

Novo Artigo do Pr. Jeff Fromholz Leia Mais em:

http://www.gbinterligados.com/modules/wfsection/article.php?articleid=57

 


March 27

O Propósito Eterno de Deus

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Este é um tema básico, fundamental que devemos receber totalmente em nossos corações... Se quisermos de verdade cooperar com Deus, devemos conhecer bem seus desejos, seu propósito, seu coração.Tudo o que fizermos, só terá valor, na medida em que cooperar com o propósito de Deus.

 

Um erro muito comum

 

Por anos, muitos cristãos tem vivido sem conhecer qual é o propósito (objetivo) de Deus para com suas vidas. Muitos tem crido, equivocadamente, que nossa meta como cristãos é chegar aos céus. Baseiam-se para isso em textos como os de I Timóteo 2:3-4; II Pedro 3:9 e ainda João 3:16. Vendo a Bíblia com um enfoque humanista, (isto é, o homem no centro), concluem que o propósito de Deus é a salvação dos homens. Tudo gira em torno do homem e de suas necessidades.

Esta visão equivocada ocorreu porque sempre víamos o propósito de Deus começando com a queda do homem. Sendo assim, como o homem está perdido, a salvação do homem se tornou o centro do propósito eterno de Deus. Aqui estava o erro e aqui devia ser feita a correção. É claro que Deus quer salvar a todos os homens. Isto vemos claramente nos textos de I Timóteo 2:3-4; II Pedro 3:9 e João 3:16. Mas nós não devemos confundir aquilo que Deus deseja com o que é o seu propósito. O propósito de Deus não surgiu com a queda do homem, é algo que já estava em seu coração desde antes da fundação do mundo (Efésios 1:4,11).

Então podemos argumentar da seguinte forma: se antes da fundação do mundo Deus tinha o propósito de salvar o homem, e fez o homem para cumprir este propósito, então Deus é cúmplice do pecado. Deus necessitava que o homem pecasse para poder cumprir o seu propósito. Quando Deus disse: "Não coma deste fruto", na verdade, Ele queria que o homem comesse e pecasse, e ficasse perdido e em trevas, para, então, poder cumprir com seu propósito de salvar os homens.

Tudo isso é uma grande contradição. É claro que Deus quer salvar os homens, mas isto foi necessário por causa da queda. Entretanto, necessitamos conhecer a primeira intenção de Deus, o propósito que Ele tinha em seu coração quando fez o homem, pois seu propósito é imutável. DEUS NÃO MUDOU DE PROPÓSITO POR CAUSA DA QUEDA.

 

Qual a Intensão de Deus ao Criar o Homem?

 

"Também disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gênesis 1:26).

a) A intenção de Deus ao criar o homem era de ter uma grande família de muitos filhos à sua própria imagem, e encher a terra com uma família que expressasse a sua glória e autoridade (Gênesis 1:27-28).

b) Como Adão tinha sido criado à imagem de Deus, e cada ser se reproduzia segundo a sua própria espécie, quando Adão e Eva se multiplicassem, reproduziriam filhos a imagem de Deus.

Como o Pecado Interferiu ?

 

Todos nós conhecemos a triste história. O pecado de Adão foi uma intromissão violenta e diabólica no propósito de Deus. Por meio dele o homem se tornou culpado, alvo da ira de Deus, merecedor de castigo eterno, expulso da presença de Deus e sem comunhão com Ele. "O salário do pecado é a morte".

Mas houve uma conseqüência ainda maior. O problema não foi apenas que o homem se tornou culpado diante de Deus, mas também a sua própria natureza se "estragou", se corrompeu. O homem perdeu a imagem de Deus, tornou-se numa outra criatura. Não era mais o mesmo homem, era um homem morto para Deus; inútil para cumprir seu propósito.

Já sabemos que cada ser se reproduz segundo a sua própria espécie. Portanto, quando Adão se corrompeu, toda a sua descendência ficou arruinada. (Gênesis 5:3; Romanos 5:12).

 

Deus desistiu do Seu propósito?

 

Embora o homem pecasse, Deus não mudou o seu propósito inicial. Deus não tem diversos planos, nem muitos propósitos; não criou um novo alvo, nem abriu mão do que queria desde o princípio.

Deus necessita agora criar uma nova raça, porque todos os descendentes do primeiro homem ficaram inúteis para o seu propósito. Como fez isso?

"O primeiro homem, Adão, foi feito ser vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual e, sim, o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e como é o homem celestial, tais também os celestiais." (I Coríntios 15:45-48).

Pelo nascimento natural (de carne e sangue), pertencemos a raça de Adão, estragada e inútil. Mas pelo novo nascimento nos tornamos participantes da raça celestial.

Adão perdeu a imagem de Deus porque foi rebelde (Gênesis 3:1-7). Jesus, que é a imagem do Deus invisível (Colossenses 1:15), sempre fez a vontade do Pai (João 4:34), e em tudo lhe agradou (João 8:29), foi obediente até a morte (Filipenses 2:8).

Todo o homem que crê naquele que o Pai enviou (João 6:29), nega-se a si mesmo e toma a sua cruz (Mateus 16:24), perde a sua vida (Mateus 16:25), recebe o senhorio de Jesus Cristo (Romanos 10:9) e se batiza em Jesus Cristo (Marcos 16:16), este se torna uma nova criatura (II Coríntios 5:17), recebe a natureza de Deus (II Pedro 1:4) e recebe a imagem daquele que o criou (Colossenses 3:10).

Toda a glória do plano de Deus havia se perdido no pecado. Mas Deus Pai não desistiu. Qual a sua esperança? "Cristo em vós, a esperança da glória" (Colossenses 1:27).

A Salvação é um Meio e não um Fim

A obra redentora de Cristo Jesus é algo tão tremendo, tão maravilhoso, que corremos o risco de vê-la como se fosse o todo. Esta salvação é tão grandiosa que temos a tendência de confundi-la com o próprio propósito de Deus. Mas não é assim.

Jesus Cristo, o admirável Filho de Deus, com sua obra redentora, deu uma nova vida ao homem, restaurando-lhe a comunhão com o Pai. E também deu a Deus os recursos de infinita graça, para que ele continue com o seu plano eterno. A redenção efetuada por Jesus Cristo e encarnada pela igreja, é O MEIO para Deus restaurar todas as coisas, e assim concluir seu propósito.

A redenção nunca poderia ser UM FIM em si mesma, mas apenas UM MEIO de graça para consertar um grande erro. Para Paulo, a redenção nunca foi o propósito de Deus. Ele entendia que o propósito de Deus era a família eterna (Efésios 1:4-5; Romanos 8:28-29). Uma família perfeita em Cristo (Filipenses 3:12-14). Sua obra para o Senhor NÃO CONSISTIA EM BUSCAR APENAS A REDENÇÃO DO HOMEM, MAS EM APRESENTAR ESTE HOMEM A DEUS, RESTAURADO À IMAGEM DE JESUS CRISTO (Colossenses 1:28).

 

Como se Define o Propósito Eterno de Deus Hoje ?

 

"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados SEGUNDO O SEU PROPÓSITO. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem CONFORMES A IMAGEM DE SEU FILHO, a fim de que Ele seja o primogênito entre MUITOS IRMÃOS"
(Rm8:28-29).

Este texto nos mostra com clareza que Deus quer UMA FAMÍLIA DE MUITOS FILHOS SEMELHANTES A JESUS. Vejamos por etapas:

UMA FAMÍLIA. Isto nos fala da UNIDADE. Este é um requisito indispensável para o cumprimento do propósito de Deus. Embora isto não esteja enfatizado no texto acima (nem seria necessário), porque filhos a imagem de Jesus não podem ser brigões e facciosos, está claro em outras passagens como: João 17:20-22; I Coríntios 1:10-12; 3:1-4; 10:16-17; Efésios 2:14-16; 3:15; 4:1-6, 12-16; Filipenses 1:27; 2:1-4.

DE MUITOS FILHOS: Isto nos fala de MULTIPLICAÇÃO.Discípulos fazem discípulos, etc. (Mateus 28:18-20).

SEMELHANTES A JESUS. Isto nos fala da EDIFICAÇÃO. Não é suficiente que sejam muitos; é necessário que tenham qualidade de vida (Efésios 1:4-5; II Coríntios 3:18; Efésios 4:13). Portanto, entendemos que o propósito de Deus envolve a MULTIPLICAÇÃO de vidas que vão ser edificadas em UNIDADE, para crescerem até a ESTATURA DE JESUS CRISTO.

".. até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo"
(Efésios 4:13).

Qual a nossa Posição dentro desse Propósito ?Aquilo que é um propósito no coração de Deus, para nós se constitui num CHAMADO, numa VOCAÇÃO (II Timóteo 1:8-9; Romanos 8:28-29).

Devemos ter os olhos iluminados para compreender nosso chamamento, a fim de que o propósito eterno, seja para nós, muito mais do que um estudo de apostila (Efésios 1:18).

De uma maneira simples definimos a nossa VOCAÇÃO como um CHAMADO para sermos participantes do propósito de Deus e COOPERADORES no seu cumprimento.Aquele que recebe o propósito de Deus em seu coração, compreende o seu chamamento e torna-se prisioneiro desta vocação (Filipenses 3:12-14).

Devemos andar de modo digno desta vocação (Efésios 4:1-3) e esforçar-nos para confirmá-la (II Pedro 1:10).

 

Ignition Point Ministry         Ignition Point Ministry
 

March 23

Andando na Luz

 
“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” I Jo. 1:7
Vivemos em uma sociedade dominada pelo poder e pelo individualismo. Cada um procura defender sua própria reputação em prol de aceitação e reconhecimento, cada um por si e não interessa o outro, interessa sim o que cada pessoa ganha com sua imagem, mesmo que esta seja completamente falsa e hipócrita.
O cristianismo, desde seu início, traz princípios vivenciais completamente opostos aos da sociedade, confrontando-a constantemente, mesmo considerando as mudanças radicais constantes na mesma, essas mudanças só agravam as diferenças para com os princípios cristãos.
Quando pensamos na proteção à reputação a fim de conquistarmos aceitação e proveito próprio sendo comparada com o ensino cristão de confissão de pecados e de uma vida inteiramente vivida na verdade, percebemos o quanto essas diferenças são acentuadas.
Antes de abordarmos alguns textos bíblicos, seria de muito proveito lembrar de que os mesmos carregam em si um peso de inspiração divina e autoridade escriturística sobre nossas ações e comportamentos.
Iniciaremos nossa reflexão no texto citado acima e em seu contexto, João escreve à igreja em sua primeira carta:

“Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.“
I João 1:5-10

Alguns ensinos cristãos são claros nesse texto, (1) o de confissão de pecados, (2) da verdade intrínseca em Deus, (3) da incompatibilidade de Deus com o pecado, (4) da comunhão e purificação como consequência da confissão, (5) do perdão e graça e (6) da identidade do homem como pecador.
Não temos problemas em admitir esses ensinos, nem de repassá-los, nem de vivê-los; porém, temos um problema aqui de como o ensino de confissão é ensinado e vivenciado.
Constantemente observamos esse ensino cristão sendo castrado, ensinado em parte, tolido, não completo e, o pior, sendo um reflexo do individualismo da sociedade pós-moderna e da proteção à própria reputação.
Ensinamos que se deve confessar os pecados apenas ao Senhor e Ele perdoará os nossos pecados; sim, isso é uma verdade bíblica, mas não completa em si mesma; quando definimos um ensino como bíblico, devemos considerar todos os textos que tratam do mesmo assunto e, só então, depois de uma exegese séria, afirmarmos o ensino como tal. Quando ensinamos apenas a confissão à Deus, retiramos do processo de perdão, purificação e cura implícita na confissão uma parte muito importante - a humilhação.
Quando confessamos nossos pecados apenas ao Senhor, não nos envergonhamos o bastante, não sentimos a dor do arrependimento necessária à cura; ela irá ocorrer quando cada um entender que o cristianismo exige um relacionamento interpessoal e interdependente, a igreja é isso, uma família onde o ambiente proporcione crescimento a cada um dos seus membros, onde um ajuda o outro, onde nossos relacionamentos sejam confiáveis, onde nos sentimos à vontade para falarmos a verdade sobre nós mesmos, onde assumimos nossos limites, nossos erros e pecados, bom, pelo menos esse ambiente é o que deveria existir no seio da igreja.
Às vezes não nos sentimos aceitos por Deus, por tantas fraquezas e pecados ainda existentes em nós, lembremos quem é nosso mediador (sacerdote):

“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” Hebreus 4:14-16


Bom, o escritor aos Hebreus define muito bem nosso sumo sacerdote; esse texto fortifica nosso ensino de confissão à Deus, pois Ele é alguém que, como nós foi tentado em tudo e não cedeu à tentação, o escritor também ressalta nossa aproximação ao Senhor, mesmo quando nossas fraquezas nos levam à maior distância d'Ele, e, acima de tudo, garante à nossa recepção graça e misericórdia. No capítulo 2 ele diz o seguinte:

“Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.” Hebreus 2:18


O texto diz por si mesmo, não precisamos nos preocupar se somos aceitos ou não, sempre o seremos, o amor e misericórdia implícitos na natureza de Deus nos garante essa aceitação, claro que aliançada com a cruz e o arrependimento; Ele foi tentando com as mesmas tentações que hoje passamos, e, nos compreende, aceita, socorre e perdoa. Não temos dúvidas sobre sua graça e aceitação, Ele jamais lançará fora alguém que for até Ele.
Mas, somos obrigados a incluir nesse estudo alguns outros textos:

“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” Tiago 5:16


Tiago ensina de forma explícita a confissão uns aos outros, dizendo que essa confissão trás cura, observamos que aqui a humilhação é incluída, a vergonha que proporciona cura, o opróbrio que se transforma em honra é ensinado por um dos apóstolos.
Salomão muito antes do cristianismo existir já ensinava esse princípio herdado do judaísmo em sua mais remota forma:

“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” Provérbios 28:13


Ele conhecia a misericórdia existente em Deus e como essa se torna verdade quando vivemos na verdade, quando andamos na luz, assumindo e compartilhando nossas limitações, erros e pecados, e o como somos dependentes uns dos outros.
Então, além de confessarmos nossos pecados a Deus devemos fazê-lo a um irmão de confiança, à alguém que mantém um relacionamento verdadeiro de amigo mais chegado que um irmão, que não fará mal uso das informações compartilhadas, alguém que conhece seu dever de cristão quando escuta uma confissão; nesse ponto se faz prudente algumas perguntas: Sabemos nosso dever quando escutamos uma confissão de pecado? Que atitudes temos tomado quando alguém compartilha uma fraqueza, um pecado ou uma tentação? E quando descobrimos alguém que está em pecado? O que temos feito? A Palavra de Deus se explica:

“Se teu irmão pecar [contra ti], vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus.” Mateus 18:15-18

Não ficamos tão confortáveis com esse texto, talvez nos falta hombridade, ou coragem a fim de sermos completamente verdadeiros com as pessoas que declaramos amar. É muito mais fácil compartilhar com outras pessoas o que vemos de errado na vida do outro, ou até mesmo a dificuldade que vivenciamos com os limites dos outros a refletir a verdade e confrontar em amor o outro, a nos colocar à disposição de ajudar alguém que verificamos hábitos pecaminosos que necessitam de ser tratados com a verdade e o confronto. O ensino a ser vivido por cada cristão é muito claro no texto acima citado, não necessita de nenhum tipo de esclarecimento, mas sim de um grifo como um dos textos menos vivenciados por aqueles que se denominam cristãos.
Sobre as atitudes a serem tomadas quando alguém compartilha sua dor, seus erros e pecados mais vergonhosos ou os mais simples, também temos um texto que esclarece o comportamento devido:

“Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! E, dizendo isto, lhes mostrou as mãos e o lado. Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos.” João 20:19-23

João descreve com muita clareza um acontecimento que antecede o pentecostes e que tem uma importância tal qual o posterior, a primeira aparição de Jesus aos discípulos após a ressurreição e, com essa aparição o primeiro ensinamento de Jesus ressurreto paralelo a um comissionamento. Jesus ministra paz sobre os discípulos que estavam completamente atordoados pela morte brutal de seu mestre, os comissiona com o mesmo comissionamento que recebera, da mesma forma, com o mesmo propósito, ministra também o recebimento do Espírito Santo através de um sopro, e, após tudo isso trás seu primeiro ensino depois da experiência milagrosa da ressurreição (parafraseando): A todas as pessoas que vocês perdoarem os pecados, os mesmos serão perdoados, como vocês vivenciaram com aquela mulher adúltera que eu ministrei perdão, com o homem que estava paralítico, com o da mão ressequida, e com todos aqueles que eu ministrei que seus pecados estavam perdoados, vocês tem a mesma autoridade para espalhar essa graça sobre os homens, graça de que a culpa de cada um eu carreguei sobre mim e que os pescados de cada um são perdoados através do arrependimento e da confissão  - vocês devem repetir o que vocês me viram fazer várias vezes.
Essa autoridade para declarar pecados perdoados não está sobre um clero, ou sobre uma classe sacerdotal específica, mas sim sobre todos aqueles que fazem parte de uma nação sacerdotal, membros do sacerdócio universal que a igreja carrega em sua natureza; daquele encontro dos discípulos com o Senhor aconteceu o pentecostes e daí um crescimento estrondoso da igreja sobre a face da terra, de onde somos frutos, bem como carregamos, como membros do corpo de Cristo, a mesma autoridade e comissionamento para perdoar os pecados uns dos outros. Essa sim é nossa atitude padrão de cada um para com seu irmão, de cada um para com o seu próximo. Se vivenciarmos esse comportamento destruiremos o individualismo pós-moderno que tem bombardeado a igreja, dilaceraremos aquela proteção à reputação, aquela venda de uma imagem falsa e hipócrita em busca de uma aceitação também limitada e em busca de um proveito próprio, vivenciaremos a verdade, nua e crua, com tudo o que está implícito na mesma e geraremos uma igreja viva que refletirá a graça original e a autoridade de um sacerdócio de todos os santos eficaz e verdadeiro, simplesmente CRISTÃO.
Esse é o nosso desafio, desafio da simplicidade, desafio de sermos simplesmente igreja, desafio de refletirmos e vivermos a verdade e a luz que Deus é.
Programas Evangelicos
 
March 14

Apaixonados e Fervorosos de Espírito

 

Por Asaph Borba

Rom. 12:11 - "No zelo não sejais remissos; sede fervorosos de espírito servindo ao Senhor"

At. 18:24,25 - Apolo - não sabia tudo, mas marcou sua geração por proclamar o Evangelho com fervor e paixão

O que faz diferença em uma pessoa e em um ministério - em tudo que ela faz - é o fervor e a paixão com a qual realiza todas as coisas.

Paixão e fervor são a força motriz de um coração que quer servir a Deus.

POR QUE NOS FALTAM FERVOR E PAIXÃO?

Quando deixamos que coisas preciosas se tornem comuns e sem valor:
Ministério
Vida familiar
Estratégia do diabo: tirar ou depreciar o valor do que é precioso para Deus
Definir valores

Quando começamos a depender de motivações externas (2 Cor. 4:18)

Quando queremos aceitação e aprovação

Retorno financeiro

Valorizamos o exterior mais do que a presença interior de Deus

Vivemos em uma sociedade apática - (Rom.12:1) Não vos conformeis com este século

Perda da iniciativa

Perda da criatividade

Dificuldade de desenvolvimento

Apatia cresce com a idade

Não termos os alvos bem definidos de Deus à nossa frente

Propósito do Senhor projetado em nossa mente e coração

O Reino de Deus como prioridade

As promessas de Deus para nossa vida Israel em Num.13 e 14 - perdeu a visão do alvo quando olhou para as dificuldades

O PODER DO FERVOR E DA PAIXÃO / Por que são tão importantes? E o que promovem em nós?

É o primeiro passo para qualquer realização

a. Na nossa vida prática

Ministério - pessoas bem sucedidas no reino, são apaixonadas

O exemplo de Jesus - Jo. 4:34 - (minha comida e bebida)

O exemplo de Paulo - II Cor 11:24

O que mais quero ver na vida dos que trabalham comigo é este fervor e esta paixão por Deus e pelo Seu reino

Paixão desenvolve a força interior de uma pessoa

Ativa nosso potencial (como você agüenta?)

Aumenta o potencial existente

Paixão muda a vida de outras pessoas ao nosso redor.

Uma vida vivida com paixão muda e motiva as vidas ao meu redor

A paixão muda minhas prioridades

O que queima por dentro faz a diferença por fora ( fogo)

O exemplo de Jesus

O exemplo dos discípulos

A paixão faz o impossível tornar-se possível

Nossos sonhos e projetos

Nossas realizações

Minha paixão por Deus me protege do erro, do pecado e do tropeço

COMO TER UMA VIDA DE FERVOR E PAIXÃO

Creia que paixão é algo decisivo em sua vida e é o que Deus quer para você

Reativando inteiramente sua comunhão com Deus - é o princípio de tudo João 4:23 - vida de adoração

Ore para ser apaixonado e fervoroso - Deus não rejeita oração

Identifique diante de Deus tudo que lhe rouba fervor e paixão

a. Rompa com todo o pecado

Retorne ao primeiro amor. Ap.2:4 - abandonaste o teu primeiro amor em todos os níveis: familiares, ministeriais, sonhos, carreiras e principalmente Deus

Ative seus dons diante de Deus. Ef 4.8 - Deus deu dons aos homens

Identifique seus dons (descubra quais são)

Santifique-os ao Senhor

Submeta-os a palavra, aos líderes e ao corpo

Busque a unção específica para seus dons

Comece a otimizá-los diante de Deus:

Direcionando-os

Prosperando -os

Utilizando-os

Frustração começa quando alguém opera fora de seus dons e capacidades naturais.

Quando um dom é bem ativado em uma vida, os outros, que as vezes nem aparecem, começam também a prosperar

Não esqueça o que Deus fez por você - lembre-se diariamente - Num. 13 e 14

Ex: O povo no deserto - perdeu o alvo e a visão da terra

a. Apatia
b. Medo
c. Insegurança
d. Falta de compromisso

Associe-se com gente fervorosa e apaixonada por Deus e pelo Seu reino

Rejeite o desânimo e os desanimados. Ex: Neemias na reconstrução dos muros

ONDE COLOCAR O FERVOR E A PAIXÃO

Na comunhão com Deus (no eterno) - 2 Cor. 4:18

No Reino de Deus - Intercessão, semeadura, colheita e cuidado de vidas - Lucas 12:33 e 34

Em nossa família - em seus pais, esposa e filhos - Efésios 5: 25 a 28

Em preparar a próxima geração - Mateus 28:18 e 19

Em nosso chamado

* Inspirado em uma palestra de John Maxwell

Asaph Borba
www.adorar.net

 

March 10

AVIVAMENTO DE GALES

 
 
 
“Este homem foi usado poderosamente por Deus para um grande avivamento que varreu o país de Gales, um pequeno principado das ilhas britânicas em 1904.

Evan Roberts é um exemplo de um seguidor dinâmico do Senhor, encorajando a Igreja a ser uma hospedeira adequada do Espírito Santo.

Um mover verdadeiro de Deus não tem como combustível o dinheiro, a organização ou a propaganda. O avivamento autêntico só vem quando a coluna de fogo, que é a presença de Deus, levanta-se e se move. Tentar organizar, promover ou vender um mover de Deus é profanação na sua forma mais baixa.

Os historiadores relataram que a característica mais surpreendente do avivamento de Gales foi à falta de mercantilismo. Não havia hinários, líderes musicais, comitês, coros, grandes pregadores, ofertas e nem organizações. Contudo, almas foram redimidas, famílias foram curadas e cidades inteiras se converteram numa escala nunca vista antes.

Durante o avivamento de Gales as pessoas iam às reuniões por causa de Deus, não por causa de uma superestrela.

Evan Roberts não permitia que seu nome fosse anunciado com antecedência, para que não houvesse nenhuma expectativa na sua pessoa, mas em Jesus.

F.B.Meyer, um líder cristão maduro e renomado após observar Evan Roberts disse: “Ele não irá à frente do Espírito Santo, mas está desejoso de ficar do lado e permanecer atrás, a menos que esteja perfeitamente seguro de que o Espírito de Deus está se movendo”.

Aquele que sabe quando não falar, falará com mais autoridade quando falar.

Em meio ao avivamento, Evan Roberts, esteve em “silêncio” uma semana. Evan não revelou publicamente o que aconteceu nos seus encontros com o Senhor nessa semana, mas todos noticiaram que havia sobre ele uma unção ainda maior. No quinto dia desta semana, Evan anotou quatro princípios simples aos quais ele tinha que se devotar:

  1. Preciso tomar muito cuidado, primeiramente, em fazer tudo aquilo que Deus diz-comanda - e somente aquilo. Moisés se perdeu aqui – ele bateu na rocha.
  2. Segundo, levar todos os assuntos, mesmo os insignificantes a Deus na oração. Josué se perdeu aqui: ele fez uma aliança com os gibeonitas que fingiram que moravam numa terra distante, enquanto estavam morando bem perto.
  3. Terceiro, obedecer ao Espírito Santo.
  4. Quarto, dar toda glória a Ele.

A seguinte oração de Evan que foi registrada captura sucintamente a ênfase central e a devoção dos evangelistas do avivamento:

“Senhor Jesus, ajuda-nos agora através do Espírito Santo a estarmos face a face com a Cruz. Qualquer que seja o impedimento, nós nos comprometermos a Te servir. Coloca todos nós debaixo do Sangue. Ó, Senhor, coloca o Sangue sobre todo nosso passado até este momento. Nós Te damos graças pelo Sangue. No nome de Jesus Cristo, amarra o diabo neste momento. Apontamos para a Cruz de Cristo. É a nossa Cruz e tomamos posse na Sua conquista. Revela a Cruz através do nome de Jesus. Ó, abre os Céus! Desce sobre nós agora. Despedaça os nossos corações, dá-nos tal visão do Calvário que nossos corações sejam quebrantados. Ó, Senhor, desce agora, abre os nossos corações para recebermos o coração que sangrou por nós. Se tivermos que ser feitos de bobos – torna-nos bobos por Ti. Toma-nos, espírito, alma e corpo. Somos Teus. Tu nos comprastes.

Revela a Cruz por Jesus – a Cruz que vence o mundo. Coloca-nos sob o Sangue. Livra-nos de pensarmos no que os outros falam de nós. Ó, fala – fala – fala Senhor Jesus. Tuas palavras são verdadeiramente vinho. Ó revela a Cruz, amado Jesus – a Cruz na sua glória.

Reina em todos os corações por Jesus, ajuda-nos a ver o Salvador agonizante. Capacita-nos a vê-Lo conquistando os exércitos das trevas. Declara a vitória pelo Teu filho, Senhor, agora. Ele é digno de ter a vitória. Tu és o Deus todo-poderoso. Ó declara a vitória! Daremos toda glória ao Teu nome. Ninguém tem mais direito a glória do que Tu. Toma-a, Senhor. Glorifica o teu Filho nesta reunião. Ó, Espírito Santo – faze a Tua obra através de nós e em nós agora. Fala a Tua palavra com poder, por causa do Teu nome. Amém – e amém!”.

Extraído do Livro ‘O mundo em Chamas” de Rick Joiner.

March 08

Uma atitude que transforma

 
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Deus é o mesmo de ontem, de hoje e será o mesmo Deus do seu dia de amanhã. Porém, a realidade da Palavra de Deus é deixada de lado na mente e no coração. O tempo passa e, muitas vezes, o primeiro amor se apaga. O homem está sujeito a erros, e esses erros podem ser reparados por meio de uma simples atitude – o pedido do perdão, a liberação do mesmo e a reconciliação.


Reconhecer o erro é primeiro passo para a vitória no mundo espiritual. É o momento no qual é vencida a barreira do orgulho, da superioridade e da atuação de Satanás na vida de qualquer um.


O perdão quebra barreiras tanto no mundo real quanto no mundo espiritual. O poder das simples frases “Me perdoe…” e “Eu te perdôo…” é tremendo, inexplicável por palavras. Satanás tenta plantar o orgulho, a avareza, a superioridade nos corações dos pais e dos filhos, porém o amor do Senhor, o verdadeiro amor que desce do trono do Altíssimo, supera e esmaga as mentiras do diabo. E quando os sentimentos do maligno são jogados por terra, a cura, a alegria, a paz, o amor, enfim, a vida plena que Deus nos prometeu é restaurada.


É necessário que você abra os lábios para serem quebradas as barreiras a seu favor. E quando essa atitude é tomada, a atitude de perdoar e ser perdoado, sua vida é liberta e são quebradas as cadeias que estavam postas sobre sua vida.


Não deixe Satanás lhe condenar por erros passados, pois o maior perdão de todos já nos foi dado, que é o perdão do Senhor. Você é livre para viver a vida plena que Deus tem reservada para você, mas antes vá até a pessoa a qual você tem alguma mágoa, ou foi magoada por você e se reconcilie, mesmo que já tenha se passado 1, 5 ou 10 anos, pois no mundo espiritual o tempo não apaga as coisas; porém as atitudes sim.


Porque tu, Senhor, és bom, e pronto a PERDOAR, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam. (Sl. 86.5)


É chegada a hora de voltar à casa do Senhor plenamente. Peça e libere o perdão…

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March 06

Geração dos Radicais Adoradores

www.adoradoresnet.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=35&Itemid=71
 
Geração dos Radicais Adoradores

Texto base: Mt 13: 3-9


Estamos vivendo dias muito especiais como igreja do Senhor aqui na terra. Deus tem derramado do Seu Espírito sobre nós de uma forma gloriosa. Muitas pessoas são impactadas e restauradas em seu relacionamento de intimidade com Deus e a conseqüência deste impacto é a transformação de suas vidas.Tantos “congressos de adoração e intercessão proféticos” têm surgido.Pessoas estão em busca da unção fresca, de um novo toque de Deus, do avivamento. Tudo isto é maravilhoso, vem de Deus pela Sua graça e Misericórdia para a preparação de Sua noiva aqui na terra.No meio disso tudo existem alguns fatores um pouco preocupantes: tenho visto pessoas que vão de congresso em congresso em busca do “novo mover de Deus”,a nova canção, o novo, o novo, o novo, (muito do que estamos vivendo hoje já aconteceu em avivamentos passados) mas, sem ter raízes, vínculos e laços em suas vidas.Pessoas denominam-se “radicais” mas sem o entendimento do que realmente significa ser um radical de verdade.O significado da palavra radical em sua essência é:Do Latim “radicale”, da raiz.Qual é a função da raiz em uma planta? É a de firmar a planta em terra e retirar do solo o alimento necessário para o seu crescimento saudável.Então pelo que entendemos aqui , uma planta sem raízes não tem crescimento e rapidamente morre. (Mt 13:20, Lc 8:13)
Quais são as nossas raízes, o que realmente traz firmeza para a nossa vida e também alimento? Com certeza é a palavra de Deus - não simplesmente as letras - mas a palavra revelada pelo Espírito Santo em nós.Os verdadeiros “adoradores radicais”, tem uma vida de busca por mais de Deus na palavra. Não podemos viver apenas de arrepios ou sensações simplesmente à nível de alma,( não que isto seja ruim, creio que isto faz parte também quando somos tocados por Deus), mas existe algo mais profundo que realmente transforma as nossas vidas, é o Espírito gerando vida em nosso espírito e isto vem através da revelação da pessoa de Deus em nós.É importante, após participarmos de reuniões e momentos na presença de Deus sairmos dali com mais fome e sede de conhecer à Deus e fazê-lo conhecido à outros.
Jesus era uma pessoa simples e com toda a sua simplicidade nos ensinou como viver uma vida de adoração alicerçada na rocha. Ele estava todo o tempo buscando fazer a vontade de Deus, se doando em amor ao Pai e à toda uma humanidade que até mesmo não o reconheceu como o Filho de Deus. Mas pelas suas raízes , pelo seu alicerce de vida ele perseverou até o fim, mesmo
sofrendo tentações, sendo chamado de mentiroso , ele sabia onde ele estava firmado. (Mt 7:26)
Uma planta que tem raízes fortes não é levada por ventos de doutrinas (Ef 4:14)
Quero te encorajar a manter os olhos em Jesus e buscar conhecer e viver a palavra de Deus. A onda é algo que passa, mas o nosso Deus vai muito além de um movimento momentâneo. Ele quer que o conheçamos e prossigamos em conhece-lo a cada dia.Busque à Deus todos os dias, seja em sua casa , na rua, na igreja. Separe um tempo para você se alimentar da palavra, para oração, para adora-lo. Busque o infinitamente mais na presença de Deus. Seja realmente um radical extravagante!!!!!!!!!!!!!! “Estejam enraizados N’Ele, construam a sua vida sobre Ele e se tornem mais fortes na fé, como foi ensinado a vocês. E dêem sempre graças a Deus.” (Cl 2:7)

Por Christie Tristão
Ministério Asas da Adoração
 
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March 04

Dez Ordenanças Esquecidas

 

 

                                                  

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O primeiro artigo deste ano, começa relembrando algumas ordenças básicas na vida da igreja cristã, que andam esquecidas por lideres e congregados. O dia a dia e o cotidiano eclesiástico nos afastam delas, fazendo-nos esquecer os propósitos pela qual existimos como igreja. Esperamos atualizar esta seção semanalmente com novas palavras. Bom proveito!



1ª Orar.
“... a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Is 56:7).
Por incrível que pareça é o que menos se faz na igreja. Às vezes, se gasta mais tempo com anúncios e outras atividades que orando; a própria reunião de oração está comprometida. Além disso, durante o culto, algumas orações feitas são litúrgicas, o tipo de oração que Jesus chamaria de oração repetitiva, e nós de reza. Criticamos os católicos por causa da ladainha, mas nós mesmos estamos incorrendo no mesmo erro.

2ª ministrar às viúvas e aos órfãos. “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1:27). “Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas” (I Tm 5:3).
Há uma ênfase divina com respeito às viúvas e os órfãos em toda a bíblia. Sim, Ele é o pai dos órfãos e marido das viúvas, mas a eles ministra através da igreja. Em I Tm 5:9, Paulo indica que havia um registro das viúvas. Para que seria esse registro? Apenas para constar na ficha de membro, ou para que a igreja assumisse a viúva e dela cuidasse (At 6:1)?

3ª Fazer coletas para os santos necessitados. “Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam coletas quando eu chegar” (I Co 16:1, 2).

Hoje em dia se tira oferta para tudo, principalmente para a importante reforma do templo. Eu não sou contra tirar ofertas para suprir uma necessidade, contanto que seja plausível, mas, existe um templo mais importante para se aplicar o dinheiro: os santos necessitados, e que são os verdadeiros templos de Deus, tendo em vista, que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. São santos porque foram separados, e a santificação é para a habitação de Deus nos santificados. Enquanto os grandes projetos da igreja são levados a cabo, o projeto divino de suprir financeiramente os santos fica para trás. O que adianta ter uma igreja bonita e, paralelamente, estar cheia de membros necessitados?

4ª Partilhar o pão. "E a multidão o interrogava dizendo: que faremos pois? E, respondendo ele, disse-lhes: quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira” (Lc 3:10, 11). “E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister – necessidade” (At 2:44, 45).

Certa vez eu estava ministrando a Palavra e parafraseei o que João, o batista, disse em Lc 3:10, 11. Declarei: “Quem tiver dois carros, reparta com quem não tem; quem tiver vários imóveis, procure um irmão necessitado para doar...”. No final da Palavra (fiquei sabendo depois), uma pessoa bem sucedida financeiramente da minha igreja procurou um de meus pastores e disse: “O que o Arthur falou é um absurdo! Quando Deus toca no meu coração eu abençôo”. Olha, deixa eu te dizer uma coisa, se eu vir meu irmão necessitado e Deus ainda tiver que tocar no meu coração é porque eu estou ainda muito endurecido! “Quem, pois tiver bens no mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as entranhas, como estará nele o amor de Deus (I Jo 3:17)?

É bom lembrar que a distribuição era feita segundo a necessidade de cada um, e não apenas um quebra-galho; o problema era resolvido. A igreja primitiva não fazia uso de paliativos.   

5ª Não extinguir o Espírito (I Ts 5:19). 
O termo extinguir tem vários sentidos, entre eles, sufocar, apagar, limitar. Esse sufocamento tem dois níveis. O nível congregacional e o nível individual. O  sufocamento em nível congregacional é promovido por aquele que dirige o culto. Existe uma herança litúrgica romana muito forte dentro da igreja de Cristo, a partir da fusão da Igreja com o Estado em 313 a.D. Os cultos na igreja primitiva eram espontâneos. Um tinha salmo, outro doutrina, outro revelação, profecia, cântico espiritual, etc. a partir da referida data, o culto passou de espontâneo a litúrgico. Uma metodologia engessada foi introduzida e os cultos foram se tornando frios até chegarem ao que hoje conhecemos por missa. O culto passou a ser fruto da mente e não algo gerado pelo Espírito de Deus. Quando o Espírito Santo consegue aquecer a igreja e esta começa a responder à presença de Deus com adoração, línguas e orações espontâneas, o dirigente diz: “Amém; amém. Aleluia, amém”. Na verdade, o que ele está falando é: Espírito Santo fique quieto, afinal, está na hora da mensagem, que por sua vez, também costuma ser fruto do treinamento. A noiva é arrancada violentamente dos braços do Noivo em nome do programa a ser seguido. A prédica é perfeita! Os recursos homiléticos e hermenêuticos garantem a precisão exegética e expositiva da mensagem, só não conseguem produzir a unção necessária para satisfazer as almas famintas. Que pregação nossa pode substituir o que o Espírito Santo está fazendo?

A extinção do Espírito nesse nível é um câncer tão severo que em 24 de Agosto de 1662, dois mil ministros puritanos foram excluídos dos seus púlpitos pelo Ato de Uniformidade, baixado pelo Parlamento inglês, conhecido pelos evangélicos como A grande Ejeção. A religião oficial era a Igreja Anglicana, e forçava os puritanos a se moldarem à adoração litúrgica decretada por lei. Eles preferiram o silencio à transigência.

O sufocamento em nível individual é o fruto do sufocamento em nível coletivo. O novo crente não é ensinado a andar no Espírito. Ensinam a ele como a denominação funciona, e não como o reino de Deus funciona. Quando é tocado particularmente pelo Espírito no banco, ou no púlpito, se sente inibido, afinal, se eu levantar as mãos e começar a adorar a Deus fora do período de louvor ou se sentir vontade de me prostrar ao Senhor no corredor no meio da mensagem, o que as pessoas vai falar de mim? Se eu começar a dançar perante a arca, Mical pode me reprovar (II Sm 6).

Alguém vai contra argumentar dizendo que o culto precisa ter ordem. Eu concordo. Nosso Deus é um Deus ordeiro, mas quando Paulo fala da ordem do culto em I Co 14, ele não está falando de liturgia. Ordem e liturgia são duas coisas diferentes. A liturgia está fora da ordem de Deus.

6ª Apascentar o rebanho de Deus. “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constitui bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20:28).

Existe uma falta extraordinária de pastores. As ovelhas estão, literalmente, se virando, e como a ovelha é um animal desprovido de inteligência, come qualquer coisa, bebe em qualquer fonte, vai com qualquer um. Os pastores têm se tornado profissionais do púlpito e empregados da igreja. A agenda está sempre  cheia, mas de compromissos secundários: administrativos e sociais, enquanto isso, as ovelhas disputam um lugar na fila para terem uma conversa de 30 minutos com o seu pastor, pois só atende uma vez na semana e tem várias ovelhas para entrar em seguida.

Eu tenho um trauma que chamo de trauma de tempo. Já estou sendo curado, mas reconheço que ainda falta. Minha esposa é uma mulher incrível, não existe ninguém igual a ela, mas nós estávamos passando um momento muito difícil no casamento e estávamos sendo aconselhados por um casal de pastores. Numa segunda-feira, eu fui me aconselhar, e, subitamente, no meio do aconselhamento ele disse: “Tenho que preparar a mensagem para o culto amanhã“. Ainda era hoje, e ele não percebeu que tinha uma ovelha quebrada diante dele (Ez 34)? Isso sem falar que muitos pastores não cuidam nem da sua vida espiritual, como vão cuidar de outros? Ninguém pode dar o que não tem; ninguém leva ninguém aonde não tenha ido. 

A tarefa de cuidar um do outro não é só pastoral (I Co 2:25 b), mas o ofício pastoral tem a unção primeira, e o pastor é o responsável por espalhar essa unção sobre os outros membros do corpo.

7ª Adorar a Deus com palmas e danças. “Batei palmas todos os povos, aclamai a Deus com vozes de triunfo” (Sl 47:1). “Então a virgem se alegrará na dança, como também os jovens e os velhos juntamente; e tornarei o seu pranto em alegria, e os consolarei, e lhes darei alegria em lugar de tristeza” (Jr 31:13). 

O então do versículo 13, diz respeito ao resgate do versículo 11. Ora, não é motivo de alegrar-nos com palmas e danças pelo grande livramento que Ele nos deu? Eu não estou falando de dança do grupo de coreografia, estou falando da dança da noiva. Algumas igrejas parecem trocar a Palavra de Deus pelos seus próprios costumes, que são estranhos ao céu. Talvez, as bíblias usadas nessas congregações faltem esses versículos.

8ª Viver uma comunhão genuína. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17:21). Alguns pastores não permitem que suas ovelhas se misturem com outras, esquecem-se que todas as ovelhas pertencem a Jesus; e há outros, pastores de pastores, que não aprovam um relacionamento mais próximo com líderes de outras congregações, são os exclusivistas; os donos do céu! Isso é hipocrisia. Por que então participam dos Conselhos de Pastores? Só existe um rebanho, um Pastor, um corpo. Muitos membros na verdade, mas um só corpo. Todos fomos identificados com Cristo no batismo e comemos o mesmo pão e bebemos o mesmo cálice (com exceção de algumas Igrejas Batistas que só servem a ceia para seus membros, deixando assim de ser a mesa do Senhor para ser a mesa da Igreja Batista). Fomos batizados no mesmo Espírito e bebemos do mesmo Espírito. Jesus disse que é pela unidade que o mundo vai reconhecer o amor de Deus. Estamos dando lugar a Satanás. Quando isso vai acabar?

9ª Reconhecer os ofícios outorgados por Cristo para a edificação do corpo. “E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outras para evangelistas, e outras para pastores e doutores” (Ef 4:11). Algumas igrejas simplesmente ignoram este texto, eliminando alguns ofícios e, por incrível que pareça, instituindo outros. Algumas igrejas ignoram e atacam os apóstolos, pois entendem não há sucessão apostólica. Olha, deixa-me esclarecer uma coisa, a sucessão apostólica que se encerrou foi a dos apóstolos de fundamentação, da qual Paulo foi o último, mas o Espírito Santo continua ungindo apóstolos. Você conhece Andrônico e Júnias, parentes de Paulo? Pois é, não faziam parte dos treze, mas eram notáveis entre os apóstolos (Rm 16:7). Os evangelistas também andam sumidos, os profetas então, nem se fala. Alguns chegam até a dizer que isso não existe mais. Na minha bíblia, pelo menos, encontro alguns exemplos neotestamentários como Ágabo, que inclusive profetiza à moda antiga, véterotestamentária (At 11:27, 28; 21:10, 11; Jr 13:1-9), e os líderes da igreja em Antioquia (At 13:1).

Quando os cinco ofícios não são reconhecidos pela igreja, o corpo sofre, pois são esses ofícios que garantem a unidade da fé e o amadurecimento do corpo. “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4:12, 13).

Mais uma coisa. Por que só pastores são remunerados pela igreja e têm o privilégio de servir ao Senhor em tempo integral? Parece-me que os mestres também deveriam gozar dessa benção divina (Gl 6:6). E os outros ofícios? Não diz a Escritura que não se deve ligar a boca do boi que debulha (I Tm 5:18)? Só os pastores debulham? Ou não diz a Escritura que aqueles que administram o que é sagrado comem do templo, e aqueles que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar (I Co 9:13)?

10ª Tratar o pecado antes de adorar. “E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para a expiação do pecado e um carneiro para o holocausto” (Lv 16:5). 

O holocausto era o sacrifício de adoração, e nunca era oferecido antes do ofertante ser purificado pelo sacrifício de expiação. Pois adoração sem santidade não é aceita no céu. Nós começamos o culto pelo fim. Primeiro adoramos, depois, dependendo da mensagem, confessamos os nossos pecados a Cristo. A Palavra tanto é um espelho que revela as nossas mazelas como um lavatório onde podemos branquear nossas máculas. A pergunta é: Deus aceitou a adoração que foi oferecida antes de nós nos olharmos no espelho e visitarmos o lavatório? A adoração perfumada é a adoração arrependida.  

                     
December 13

Como ficar firme em um mundo relativo?

O objetivo principal de nossa vida não deve ser enriquecer, nem estudar, nem constituir família, nem causar uma boa impressão em outros. Estamos aqui para mudar o mundo.
Está escrito na Bíblia: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”( Ef 2.10).

Deus não nos pôs neste mundo para nos amoldarmos a ele, nem para vivermos sem propósito, mas, sim, para ser uma bênção nele. Se pensarmos dessa maneira, estaremos nos decidindo a influenciar a outros, e não o contrário. Procuremos promover mudanças naqueles que nos cercam, em vez de permitir que ele nos mudem.

Aquele que nos criou para sermos  uma bênção nos dá duas palavras estimulantes que constituem uma ordem para nós: “FICAR FIRME”. “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo... para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes...”( Ef 6.11, 13, 14).

Ficar firme, parados, não bater em retirada. Ficar firme é o oposto de seguir as tendências, agir como “todo mundo”, amoldar-se. É encarar o mundo todos os dias e ficar firme! Nós estabelecemos nossos limites, decidimos tudo aquilo que nunca iremos fazer e como queremos ser.

Quando tomamos uma posição firme e decidimos ficar ao lado do que é certo, e contra o que é errado, podemos esperar alguma reações interessantes.

  1. ALGUNS IRÃO NOS TESTAR.  Quando decidimos ficar firmes, nossos inimigos e conhecidos aumentam um pouco a pressão para ver se ainda conseguem nos influenciar. Qual deve ser nossa atitude? “... se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas.” ( Pv 1.10).
  2. NOSSOS AMIGOS COMEÇARÃO A NOS ACEITAR. Se passarmos no teste da tentação, a recompensa é que nossos verdadeiros amigos irão simplesmente aceitar nossas novas convicções e limites, entendendo que constituem parte da essência de nossa personalidade. Muitos irão diminuir a pressão sabendo que iremos ficar firmes. Se pelo fato de defendermos o que é certo, alguns se afastarem de nós, podemos ter a certeza de que não eram nossos amigos.  Tomar a decisão de ficar firmes não nos leva a perder os verdadeiros amigos, mas a identificá-los.
  3. MUITOS COMEÇARÃO A NOS RESPEITAR. Muitos gostariam de ter coragem para dizer “Não” em algumas situações que sabem serem prejudiciais a eles e a outros. Na verdade, desejam ser como nós, mas, provavelmente, nunca nos confessarão isso. Há uma promessa para todos aqueles que buscam fazer a vontade de seu Criador: “Sendo o caminho dos homens agradáveis ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos”. ( Pv 16.7).
  4. OS OUTROS PASSARÃO A NOS DEFENDER. Por último, não se surpreenda, caro adolescente, se algumas pessoas chegarem ao ponto de defendê-lo, bem como as suas convicções. Lembre-se de ser diferente...
April 21

PEDI E DAR-SE VOS-A - parte I

 Pr. Antônio Cirilo
 

A palavra de Deus nos orienta a pedir para receber. Quem pede recebe, quem não pede não recebe – isso é um princípio. Entretanto, precisamos saber o que pedir, pois, Deus só atende aos pedidos que estão segundo a sua vontade, segundo a Sua palavra. Sendo assim, precisamos pedir de acordo com as Escrituras, pois Elas expressão a vontade do nosso Deus.

Eu não vou através desta breve elucidação esgotar esse assunto. Quero apenas despertar você para pensar nisso de forma mais objetiva e então vascular as Escrituras sagradas em busca de preciosas revelações de Deus sobre esse assunto tão presente à nossa vida diária. Sempre que compramos um equipamento, por mais simples que seja ele traz consigo um manual de instrução do fabricante. E nenhuma avaria é ressarcida pelo fabricante se o equipamento não for usado de acordo com as especificações contidas no referido manual. É o famoso “mau uso”. A Bíblia é o manual de instrução do fabricante concernente a nós. Se quisermos funcionar na totalidade da nossa capacidade, sem risco, precisamos funcionar de acordo com ela.

Para Ler todo este Estudo Acesse:

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